O dolar cai para R$ 5,10 no mercado brasileiro após o Federal Reserve optar por manter a taxa de juros inalterada entre 3,50% e 3,75% ao ano nos Estados Unidos. A mudança no câmbio reflete a cautela dos investidores diante da postura adotada pelo presidente da autoridade monetária norte-americana nesta quarta-feira.
Resumo rápido:
- O dólar fechou em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,108, influenciado pela decisão do Fed.
- O Ibovespa recuou 1,52% pressionado pelo desempenho das ações de bancos e pelo cenário externo.
- Os contratos de petróleo dispararam mais de 7% devido ao agravamento de conflitos no Oriente Médio.
Repercussão da decisão do Fed no câmbio
Durante a maior parte da sessão, a divisa norte-americana operou próxima à estabilidade na espera pelo anúncio oficial em Washington. Na mínima do dia registrada por volta das 16h20, a cotação chegou a encostar em R$ 5,09 antes de consolidar o fechamento em R$ 5,108, o que representa um recuo de 0,27%.
O movimento de baixa ganhou força durante a entrevista coletiva do presidente do banco central estadunidense. Embora o dirigente tenha reforçado o compromisso institucional com a meta inflacionária de 2%, a avaliação de que existem sinais recentes positivos para os preços foi interpretada pelos analistas como um discurso moderado.
A votação no Comitê Federal de Mercado Aberto revelou divergências entre os dirigentes:
– Nove integrantes votaram pela manutenção dos juros no patamar atual.
– Três autoridades defenderam uma elevação de 0,25 ponto percentual.
– O mercado manteve a precificação de alta na reunião marcada para setembro.
Impacto no Ibovespa e avanço das commodities
Enquanto o câmbio reagia ao cenário externo, a bolsa brasileira encerrou o pregão com perdas expressivas. O índice Ibovespa da B3 recuou 1,52%, totalizando 173.885 pontos, pressionado sobretudo pelo setor bancário e pela aversão global ao risco. Em Nova York, o índice S&P 500 também fechou no vermelho, registrando baixa de 1,55%.
As perdas do mercado acionário brasileiro foram atenuadas pelo desempenho das ações da Petrobras. Com a disparada das cotações internacionais do petróleo, os papéis ordinários da estatal avançaram 2,35%, enquanto as ações preferenciais registraram valorização de 1,92%.
Disparada do petróleo no Oriente Médio
Os preços do petróleo interromperam a trajetória recente de baixa e saltaram mais de 7% motivados pela retomada de confrontos envolvendo os Estados Unidos e o Irã. O barril do tipo Brent para entrega em outubro fechou cotado a US$ 88,09, com alta de 7,32%. O barril WTI para setembro subiu 6,56%, alcançando US$ 84,46.
A pressão sobre as cotações foi intensificada por declarações oficiais sobre respostas militares na região produtora e pela divulgação de dados que apontaram uma queda nos estoques semanais norte-americanos acima das previsões iniciais dos analistas.
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Perguntas Frequentes
Qual foi o valor de fechamento do dólar no pregão?
O dólar à vista encerrou cotado a R$ 5,108, registrando uma baixa de 0,27% em relação ao dia anterior.
Por que o petróleo subiu no mercado internacional?
A alta superior a 7% ocorreu devido ao agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à queda nos estoques dos Estados Unidos acima do esperado.
Qual foi o comportamento da bolsa de valores brasileira?
O Ibovespa recuou 1,52%, encerrando a 173.885 pontos, pressionado por ações do setor bancário e incertezas externas.

