O talento e a ancestralidade das comunidades artesanais da Bahia cruzaram o oceano para ocupar um dos espaços mais concorridos do design mundial. Entre os dias 7 e 14 de setembro, peças produzidas por mãos baianas e pernambucanas são apresentadas na França durante a Jornada Exportadora de Artesanato e na renomada feira Maison&Objet, em Paris. Para a economia local, a iniciativa representa a valorização da identidade cultural e a abertura de portas no mercado B2B europeu.
Resumo rápido:
- Artesanato autoral da Bahia é destaque em Paris entre 7 e 14 de setembro.
- Peças do Baixo Sul, Recôncavo e Semiárido ganham vitrine internacional na feira Maison&Objet.
- Ação conta com curadoria especializada e suporte de longa data do Sebrae Bahia.
A força das raízes baianas no mercado internacional
Levar a produção manual do interior do estado para o exterior exige uma rede de articulação que envolve saberes tradicionais, design e logística de exportação. A curadoria e a articulação das peças para o mercado externo foram realizadas pela KANZI, única empresa baiana a levar produções regionais para o evento francês.
A participação aproxima o trabalho de mestres e cooperativas do exigente mercado europeu, provando que a arte popular produzida no Nordeste brasileiro carrega um valor incalculável. Entre os nomes em evidência estão o Mestre José Roque, artesão do Baixo Sul da Bahia, e a Cooperafis, cooperativa baiana que transforma recursos naturais em peças de alto padrão.
O que o mundo vai ver em Paris?
As peças selecionadas carregam a essência dos biomas e dos saberes passados de geração em geração nas comunidades baianas. O trabalho se destaca pelo uso sustentável de matérias-primas locais:
* Mestre José Roque: Transforma a piaçava em verdadeiras obras de arte utilizando técnicas refinadas de trançado.
* Cooperafis: Artesãs utilizam fibras naturais de sisal e caroá para criar bolsas, chapéus e descansos de mesa por meio do trançado e da tecelagem.
* Diversidade regional: Presença marcante de trabalhos vindos do Recôncavo e do Semiárido baiano, além dos artesãos Micaella Alcântara e Ivanildo, de Pernambuco.

Para Alane Oliveira, diretora financeira e artesã da Cooperafis, ver o coletivo alcançar o mercado internacional coroa uma trajetória de 25 anos de parceria com o Sebrae Bahia, que auxiliou desde a estruturação do negócio até a formação de preços.
Perguntas Frequentes
1. Quando as peças baianas estão sendo exibidas em Paris?
A exibição ocorre entre os dias 7 e 14 de setembro, integrando a programação da Jornada Exportadora de Artesanato e da feira Maison&Objet.
2. Quais regiões da Bahia estão sendo representadas?
A curadoria destaca produções vindas do Baixo Sul da Bahia, do Recôncavo e do Semiárido.
3. Quais materiais compõem o artesanato expuesto?
Os artesãos utilizam majoritariamente fibras naturais como a piaçava, o sisal e o caroá, unidas a técnicas tradicionais de trançado e tecelagem.
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