A terceira etapa da Operação Angerona resultou na prisão de quatro pessoas nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026. A ação policial mirou suspeitos de integrar uma organização armada responsável por movimentações financeiras ilícitas, tráfico de entorpecentes e disputas por territórios em diferentes regiões da Bahia.
Resumo rápido:
- Polícia cumpre 4 prisões e 8 buscas em Salvador, Feira de Santana, Itaberaba e Xique-Xique.
- Ação visa desarticular organização criminosa armada com divisão de tarefas e tráfico de drogas.
- Foram apreendidas pistolas, entorpecentes e celulares durante as diligências desta sexta-feira.
Cidades alvos da operação policial
Os mandados foram executados em quatro municípios baianos: Salvador, Feira de Santana, Itaberaba e Xique-Xique. Ao todo, a Justiça determinou o cumprimento de quatro prisões temporárias e oito mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais partiram da unidade especializada da comarca feirense que trata de casos de tóxicos e acidentes de trânsito.
Materiais apreendidos nas diligências
Durante as buscas, as forças de segurança localizaram diversos itens que, segundo as autoridades, corroboram a investigação sobre o funcionamento do grupo criminoso.

O trabalho investigativo que motivou a Operação Angerona III revelou que a estrutura criminosa opera com uma divisão clara de funções entre os envolvidos. A ação é conduzida de maneira articulada entre o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), com atuação dos seus grupos especializados em crime organizado e execução penal, além da Polícia Civil da Bahia, por meio de departamentos especializados em narcóticos, crimes e polícia do interior. Também participam do esforço conjunto a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).
O que vale acompanhar nas próximas etapas
Esta fase é um desdobramento de apurações iniciadas anteriormente. Como a investigação aponta para uma estrutura com tarefas distribuídas, o foco dos órgãos de segurança permanece na análise dos materiais apreendidos — especialmente os celulares e documentos — para identificar outros braços da organização e detalhar a extensão da movimentação financeira ilícita citada pelos investigadores.
