Moradores do bairro João Paulo II, em Juazeiro, acompanharam na sexta-feira (6) o desfile do Bloco Antirracista. A mobilização foi organizada por estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Guiomar Barreto Meira como parte das ações pedagógicas desenvolvidas ao longo do ano letivo pela unidade escolar.
Resumo rápido:
- Estudantes realizaram desfile antirracista nas ruas do bairro João Paulo II, em Juazeiro.
- Ação faz parte do projeto escolar Sentindo na Pele, focado na identidade afro-brasileira.
- Moradores puderam acessar conteúdos pedagógicos via QR Codes distribuídos durante o trajeto.
Educação e cultura nas ruas de Juazeiro
O desfile do Bloco Antirracista funcionou como uma extensão das atividades de sala de aula, promovendo o reconhecimento da história afro-brasileira. A iniciativa faz parte do projeto Sentindo na Pele, que trabalha temas como o enfrentamento ao racismo, a valorização da identidade e a discussão sobre políticas de cotas escolares.
A coordenadora pedagógica, Wildes Marileia de Souza Araújo, explicou o propósito da atividade.
“É uma atividade educativa e representativa dos nossos estudantes, que levam para além dos muros da escola os conhecimentos produzidos sobre essa temática. Com os QR Codes, a comunidade também pode conhecer as experiências e construções realizadas em sala de aula”
declarou a coordenadora pedagógica
Integração com a comunidade local
Durante o percurso, os estudantes utilizaram QR Codes para compartilhar com a vizinhança os materiais produzidos durante o ano, como clubes de leitura e debates sobre ancestralidade. A prática busca ampliar o alcance de reflexões que ocorrem habitualmente dentro da unidade escolar, utilizando o espaço público para o diálogo.
Para a professora de Língua Portuguesa, Naza Mariano, a ação possui papel fundamental na conscientização.
“Um ato como este é importante para sensibilizar a comunidade e os estudantes sobre o racismo, a intolerância e a valorização da consciência negra, além de reconhecer toda a pluralidade que o movimento negro traz, especialmente na Bahia”
afirmou a professora de Língua Portuguesa
Reflexão sobre a identidade afro-brasileira
A iniciativa está inserida na programação do Novembro Negro da Rede Estadual de Ensino da Bahia. O período homenageia a resistência da população negra no Brasil, fazendo referência à trajetória de Zumbi dos Palmares, falecido em 20 de novembro de 1695.
Estudantes também destacaram a relevância de pautar o racismo estrutural fora do ambiente escolar. Victoria Silva de Barros, aluna da 3ª série do Ensino Médio, apontou a importância de levar a discussão às ruas. No mesmo sentido, Manoel Rodrigues, da 2ª série, reforçou que o bloco celebra a contribuição da cultura negra para a sociedade brasileira.
Perguntas Frequentes
O que é o projeto Sentindo na Pele?
É uma iniciativa desenvolvida pelo Colégio Estadual de Tempo Integral Guiomar Barreto Meira que promove, ao longo do ano letivo, atividades como rodas de conversa, festivais artísticos e feiras de ciências para valorizar a cultura afro-brasileira.
Como a comunidade acessa o conteúdo pedagógico do bloco?
Através de QR Codes que foram distribuídos pelos estudantes durante o desfile. Os códigos direcionam para as produções e experiências desenvolvidas pelos alunos em sala de aula sobre a temática do movimento negro.
