Empresários, gestores públicos e representantes de entidades de classe reuniram-se nesta terça-feira (11) para dar início à validação prática do Futuros-Presente, uma ambiciosa agenda voltada ao desenvolvimento Extremo Sul da Bahia com horizonte projetado para 2035.
- Planejamento estratégico de longo prazo foca no crescimento socioeconômico e na sustentabilidade do Extremo Sul baiano até 2035.
- Iniciativa articula esforços entre o Sebrae, Governo da Bahia, Suzano, FIEB, Faeb/Senar e a Agência de Desenvolvimento do Extremo Sul (ADEX).
- Estudo aborda quatro missões centrais, incluindo território empreendedor, infraestrutura resiliente e promoção do bem-viver.
O planejamento colaborativo começou a ser moldado após pesquisas e encontros formativos conduzidos ao longo do último ano. A metodologia de execução e os resultados do diagnóstico foram apresentados por Anderson Penha e André Coutinho, diretores da Symnetics/GoFw. Durante a exposição, os especialistas apontaram a urgência de uma governança territorial estruturada para mitigar os impactos da “policrise”, termo que define a sobreposição de turbulências econômicas, ambientais, sociais e tecnológicas no cenário contemporâneo.
Os quatro pilares estratégicos para o futuro baiano
Para transformar o cenário regional, o levantamento estabelece quatro grandes frentes de atuação. A primeira aposta na consolidação de um território empreendedor, estimulando a economia local. A segunda meta envolve a elevação do capital humano, social e cultural da população. O terceiro eixo prioriza o fortalecimento de uma infraestrutura resiliente, enquanto o quarto fomenta o bem-viver, direcionando atenção especial aos índices de saúde e qualidade de vida.
O gerente do Sebrae em Teixeira de Freitas, Alex Brito, ressaltou que as diretrizes do estudo já servem como bússola para as instituições parceiras.
“O estudo já é um balizador para instituições como Sebrae, FIEB, Faeb, Suzano e Governo do Estado. Tanto que diversas ações previstas no Plano Anual do Sebrae para 2027 já nasceram a partir das diretrizes do Extremo Sul 2035. Agora, queremos que esse material também seja utilizado pelos empresários como um norte para seus investimentos”, destacou Brito.
O gestor também pontuou que o diagnóstico amplia a visão corporativa sobre as chamadas economias portadoras de futuro, permitindo que setores tradicionais como o agronegócio, o turismo e a economia do mar identifiquem novas oportunidades de expansão alinhadas às transformações globais.
Articulação regional e visão de longo prazo
A governança proposta vai além do mapeamento de prioridades. O modelo prevê funções vitais como atração de investimentos, inteligência territorial, formulação de projetos e o fortalecimento do senso de pertencimento comunitário. Cleide Ferreira, presidente da Agência de Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia (ADEX) e empresária com mais de 20 anos de atuação na região, enfatizou o protagonismo do setor privado nesse processo.
“Nós, empresários, acreditamos nesta região há muitos anos e acompanhamos seu crescimento. Agora, queremos contribuir ainda mais para que esse desenvolvimento aconteça de forma planejada e sustentável”, afirmou.
A empresária também celebrou o papel articulador da ADEX na consolidação de territórios empreendedores capazes de elevar o padrão socioeconômico local.
Em âmbito estadual, o secretário executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Jonas Paulo Neres, lembrou que o processo de planejamento descentralizado foi reorganizado durante a pandemia, abrangendo nove macrorregiões baianas.
“Tivemos que reorganizar o planejamento durante a pandemia e traçar novas estratégias para o plano de desenvolvimento em sustentabilidade, logística, investimentos em infraestrutura, educação, saúde, economia, agricultura familiar, indústria, sustentabilidade, conectividade. Descentralizamos o debate em nove macrorregiões, e essa é uma delas, através da ADEX. Fechamos a carteira de projetos e indicadores para 2050, inclusive. Acredito que impactaremos até Governo Federal com um bom planejamento, porém, é importante a atuação de todos nessa construção”, pontuou Neres.
A iniciativa consolida um marco na gestão estratégica do território, unindo o rigor técnico de dados socioeconômicos à força da participação civil e empresarial.
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Perguntas Frequentes
O que é o projeto Futuros-Presente no Extremo Sul da Bahia?
Trata-se de uma iniciativa de planejamento estratégico de longo prazo que reúne o poder público, entidades de classe e o setor empresarial para desenhar o desenvolvimento socioeconômico da região até 2035.
Quais instituições lideram essa governança territorial?
O movimento é impulsionado por organizações como o Sebrae, o Governo da Bahia, a Suzano, a FIEB, a Faeb/Senar e a Agência de Desenvolvimento do Extremo Sul (ADEX), contando com consultoria especializada da Symnetics/GoFw.
Quais são as prioridades econômicas apontadas para a região?
O estudo prioriza a criação de um território empreendedor, a valorização do capital humano e cultural, o investimento em infraestrutura resiliente e a promoção da saúde e qualidade de vida, abrangendo setores como agronegócio, turismo e economia do mar.
