O endividamento do governo brasileiro registrou nova alta no mês de junho. A dívida publica federal avançou 2,66%, saltando de R$ 8,798 trilhões em maio para R$ 9,033 trilhões no mês passado, superando o patamar de R$ 9,2 trilhões no consolidado geral.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Tesouro Nacional. O avanço foi provocado principalmente pela emissão expressiva de títulos vinculados à Taxa Selic e pela incorporação mensal de juros ao estoque acumulado.
Resumo rápido:
- A dívida publica federal subiu 2,66% em junho e ultrapassou R$ 9,2 trilhões.
- A alta foi impulsionada pela emissão intensa de papéis atrelados à Selic.
- O colchão de reserva financeira atingiu recorde histórico de R$ 1,346 trilhão.
Pressão da Taxa Selic e emissão de papéis
Com a taxa básica de juros fixada em 14,25% ao ano, a apropriação de juros pressionou diretamente as contas públicas. O governo reconheceu R$ 85,16 bilhões em correção de juros incidentes sobre os títulos no período.
Em junho, o Tesouro emitiu R$ 149,49 bilhões em títulos da Dívida Pública Mobiliária interna. Desse total, R$ 102,57 bilhões corresponderam a papéis atrelados à Selic. Os resgates somaram apenas R$ 6,14 bilhões, refletindo um mês de poucos vencimentos.
Comportamento do colchão de liquidez e da dívida externa
A reserva financeira de segurança usada em momentos de turbulência, conhecida como colchão da dívida pública, apresentou crescimento expressivo. O montante passou de R$ 1,211 trilhão em maio para R$ 1,346 trilhão em junho.
Trata-se do maior patamar registrado desde o início da série histórica, em 2015. O valor atual garante a cobertura de 8,33 meses de vencimentos futuros.
A fatia externa da dívida avançou 2,12%, indo de R$ 340,49 bilhões para R$ 347,71 bilhões. O movimento foi influenciado pela alta de 2,37% na cotação do dólar durante o mês passado.
Perfil dos investidores e prazos
A composição do endividamento interno por classes de detentores apresentou a seguinte distribuição:
* Instituições financeiras: 31,76% do estoque
* Fundos de pensão: 22,52% do estoque
* Fundos de investimentos: 22% do estoque
* Investidores não-residentes: 9,95% do estoque
* Demais grupos: 13,77% do estoque
A participação de estrangeiros recuou frente aos 10,14% registrados em maio. A retração ocorreu em meio à escalada de tensão no mercado internacional provocada pelo conflito no Oriente Médio. O prazo médio para a renovação dos compromissos passou de 4,07 para 4,01 anos.
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Perguntas Frequentes
Qual foi o valor total da dívida publica federal em junho?
O estoque da dívida publica federal passou para mais de R$ 9,2 trilhões, registrando alta de 2,66% em relação ao mês anterior.
O que motivou o crescimento do endividamento no período?
A expansão foi impulsionada pela forte emissão de títulos vinculados à Taxa Selic e pela incorporação de R$ 85,16 bilhões em juros ao montante.
O que é o colchão da dívida pública e qual sua situação?
É a reserva financeira utilizada pelo governo em momentos de instabilidade. Em junho, atingiu o recorde histórico de R$ 1,346 trilhão.
Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

