A cotação da moeda norte-americana encerrou o último dia útil de negócios antes do segundo turno da disputa presidencial abaixo da barreira de R$ 5. O recuo no mercado interno veio acompanhado de variações nos preços de commodities e ajustes de portfólio por parte dos agentes financeiros, enquanto o cenário externo registrou alta expressiva nas cotações internacionais de energia em razão de conflitos geopolíticos.
Resumo rápido:
- Dólar comercial encerrou cotado a R$ 4,993, registrando queda de 0,92% na sessão.
- Bolsa brasileira avançou 0,47%, atingindo 205.082,56 pontos no encerramento da B3.
- Petróleo Brent subiu 3,13% em meio a temores de instabilidade no Oriente Médio.
Movimentação do câmbio e desempenho da divisa
Na reta final do pregão, a moeda norte-americana alcançou a mínima de R$ 4,989, registrando o menor patamar desde 9 de outubro, quando o encerramento ocorreu a R$ 4,985. No balanço semanal, a divisa acumulou desvalorização de 1,58% em relação ao real, após ter avançado 1,77% no período anterior. A variação ocorreu na última sessão antes da votação que define a presidência da República entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O comportamento da moeda brasileira destacou-se positivamente frente a outras divisas globais, mesmo diante da trajetória de alta da moeda estadunidense no exterior. Por volta das 17h, o índice DXY, indicador que mensura a força do dólar ante uma cesta de moedas fortes, registrava alta de 0,19%, aos 101,799 pontos.
Desempenho do Ibovespa e do setor acionário
O principal índice da B3, o Ibovespa, encerrou o dia em alta de 0,47%, situando-se aos 205.082,56 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 30,7 bilhões. Apesar do resultado positivo da sessão, o indicador acumulou baixa de 0,17% na semana, refletindo a postura de cautela adotada pelos investidores no período eleitoral. No recorte mensal de outubro, a bolsa acumula valorização de 10,06%, enquanto o ganho consolidado no ano de 2026 chega a 27,28%.
O pregão também foi influenciado pelo avanço nos papéis de empresas dos setores de petroleiras e mineradoras, movimento impulsionado diretamente pelas cotações do minério de ferro e dos contratos de petróleo no mercado internacional.
Disparada nos contratos de petróleo
Os contratos futuros do petróleo registraram forte valorização, impulsionados pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência global de negociação, alcançou o nível mais elevado desde o mês de abril, alimentado por temores de novos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além de potenciais interrupções no fluxo de abastecimento internacional.
O contrato do Brent para dezembro avançou 3,13%, fechando cotado a US$ 116,72 por barril, enquanto o tipo WTI, negociado no Texas, subiu 3,82%, encerrando a US$ 103,27. Na variação semanal, as altas do Brent e do WTI alcançaram 6,24% e 4,29%, respectivamente.
As advertências emitidas pelo Irã sobre eventuais respostas a ataques — incluindo ameaças a bases militares, embarcações e instalações em nações vizinhas do Golfo Pérsico — intensificaram os riscos para o setor. Concomitantemente, confrontos envolvendo o grupo houthi e a Arábia Saudita elevaram o alerta sobre a segurança na região produtora. Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia autorizou o uso de volumes da Reserva Estratégica de Petróleo para mitigar os impactos sobre os estoques e estabilizar o fornecimento de combustíveis.
Perguntas Frequentes
Qual foi o valor de fechamento do dólar no último pregão?
A moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 4,993, registrando queda de 0,92% na sessão e desvalorização de 1,58% no acumulado da semana.
Como se comportou o principal índice da bolsa brasileira?
O Ibovespa fechou em alta de 0,47%, aos 205.082,56 pontos, mas encerrou a semana com variação negativa de 0,17%.
O que motivou a alta nos preços do petróleo?
A valorização foi impulsionada pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e por temores de interrupções no fornecimento global da commodity.


