O dólar sobe e encerrou esta segunda-feira (27) cotado a R$ 5,113, registrando uma alta de 0,62% no mercado financeiro brasileiro. A moeda norte-americana atingiu o seu maior nível desde o último dia 13, impulsionada principalmente pela forte desvalorização das commodities energéticas no cenário internacional e pela cautela dos investidores em relação aos próximos passos da política monetária global.
Resumo rápido:
- O dólar sobe 0,62% e alcança R$ 5,113, maior patamar em duas semanas.
- Contratos de petróleo despencam mais de 6% após sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã.
- Ibovespa avança 0,74% sustentado por ações de bancos e mineradoras, fechando aos 175.334 pontos.
Enquanto o câmbio reagiu negativamente à perda de atratividade dos termos de troca nacionais, a bolsa de valores operou em direção oposta. O Ibovespa avançou 0,74%, terminando o pregão aos 175.334 pontos com um volume financeiro totalizado em R$ 19,2 bilhões. O suporte para a alta veio de papéis do setor bancário e de mineração, que conseguiram neutralizar as perdas expressivas das empresas ligadas ao petróleo.
O impacto do mercado de energia no câmbio
A principal força por trás da valorização da divisa estrangeira foi o tombo expressivo nas cotações internacionais do petróleo. Os contratos despencaram mais de 6% no exterior, motivados pelo alívio nas tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Teerã. O presidente norte-americano, Donald Trump, indicou a existência de conversas e possibilidade de acordo, reduzindo o prêmio de risco que sustentava os preços elevados da commodity energética.
Esse cenário desfavorável para os exportadores líquidos de petróleo afeta diretamente a balança comercial e a entrada de divisas no Brasil, pressionando a cotação da moeda local. O petróleo Brent, que serve como referência principal para a Petrobras, sofreu uma retração de 6,33%, encerrando cotado a US$ 85,87 por barril. Já o WTI, negociado no Texas, registrou queda de 7,50%, fechando o dia a US$ 82,61.
Apesar da forte correção nos preços do barril, o mercado financeiro mantém o monitoramento rigoroso sobre a região do Oriente Médio. O Estreito de Ormuz continua operando sob restrições operacionais, o que mantém vivas as preocupações logísticas com as rotas de transporte marítimo e preserva um patamar relevante de volatilidade para o produto.
Expectativa por juros e cenários corporativos na bolsa
No cenário doméstico, a alta do dólar sobe contrariando o comportamento de outros ativos locais, mas reflete também a preparação dos agentes econômicos para eventos cruciais da agenda internacional. Os investidores acompanham de perto a proximidade da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, cuja reunião está marcada para quarta-feira.
Além da decisão sobre os juros norte-americanos, o mercado segue avaliando os desdobramentos práticos das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, somadas aos fatores políticos internos que movimentam os negócios. Na bolsa, o bom humor externo com a pausa momentânea nos conflitos no Oriente Médio favoreceu o apetite ao risco, permitindo que mineradoras e instituições financeiras impulsionassem o principal índice acionário brasileiro.
Mesmo com a alta diária registrada nesta sessão, a moeda norte-americana ainda apresenta um desempenho negativo no horizonte temporal mais amplo. No acumulado do mês de julho, o câmbio registra baixa de 0,98%, enquanto no acumulado de 2026 a desvalorização da divisa chega a 6,86%, demonstrando a oscilação constante frente aos fundamentos macroeconômicos globais.
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Perguntas Frequentes
Qual foi o valor de fechamento do dólar nesta segunda-feira?
O dólar encerrou a sessão vendido a R$ 5,113, o que representou uma alta de 0,62% em relação ao dia anterior, atingindo o maior nível desde o dia 13.
O que motivou a queda nos preços do petróleo no mercado internacional?
Os contratos despencaram após o anúncio de uma pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, acompanhado de indicações de negociações diplomáticas e possíveis acordos conduzidos pelo governo norte-americano.
Como se comportou a bolsa de valores brasileira no mesmo pregão?
O Ibovespa subiu 0,74%, fechando aos 175.334 pontos, impulsionado pelo desempenho positivo de ações dos setores bancário e de mineração.

