Cinquenta organizações sociais, movimentos populares e sindicatos formalizaram nesta sexta-feira (23) uma entrega de nota pública ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A movimentação foi conduzida por coletivos que integram o DiraCom – Direito à Comunicação e Democracia, com o objetivo de expressar forte preocupação jurídica diante de bloqueios de contas, restrições de alcance e episódios de moderação opaca realizados por plataformas digitais.
Resumo rápido:
- Cinquenta entidades entregaram nota pública ao TSE nesta sexta-feira (23).
- O documento alerta para riscos de censura e falta de transparência nas redes.
- O grupo questiona decisões sobre canais institucionais e exige devido processo legal.
Alertas sobre o processo eleitoral
As entidades signatárias argumentam que existem obstáculos significativos ao livre debate público e à integridade das votações programadas. O texto protocolado junto à Corte aponta que perfis políticos, usuários comuns e comunicadores enfrentam barreiras operacionais e supressão de visibilidade em seus espaços digitais.
“Forças poderosas atuam contra as eleições de 2026 no Brasil, com o objetivo de desestabilizar a integridade do processo eleitoral e impedir o livre e soberano exercício do voto pelo povo brasileiro”
aponta o trecho extraído do documento oficial entregue pelas organizações
Divergências sobre decisões da Corte Eleitoral
A petição foi direcionada ao corregedor da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. O material detalha apreensões em relação a medidas adotadas pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, especialmente no que tange à tentativa de suspensão de um canal de mensagens instantâneas associado ao nome de figuras políticas.
O grupo manifestou o entendimento de que qualquer intervenção voltada ao combate à desinformação precisa estar estritamente respaldada em evidências materiais concretas, preservando o direito à ampla defesa, ao contraditório e à liberdade de expressão garantida constitucionalmente.
Decisão recente sobre canais digitais
No mesmo dia, o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou que o canal denominado “Exército do Lula” não pode sofrer novas restrições ou suspensões por meio de deliberações individuais de magistrados da Corte. A determinação bloqueia provisoriamente novas sanções que haviam sido solicitadas pela representação jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) contra o espaço virtual criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
Perguntas Frequentes
O que motivou a entrega da nota ao TSE?
A nota foi entregue por 50 organizações sociais e sindicatos reunidos no DiraCom para protestar contra a falta de transparência na moderação de conteúdos e relatar bloqueios de contas e redução de alcance de perfis nas redes sociais.
A quem foi entregue o documento oficial?
O material formalizado pelas entidades foi entregue ao corregedor da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, nesta sexta-feira (23).
Qual foi a decisão recente do TSE sobre o canal citado?
O ministro Floriano de Azevedo Marques determinou que o canal “Exército do Lula” não poderá ser suspenso ou restringido por decisões individuais de membros da Corte.


