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Especialista alerta que menopausa não anula vida sexual ativa

Por Rafael Sampaio | Publicado em 10/08/2026 às 09:19
menopausa
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
📖 Leitura: 4 Min🕒 Publicado: 10/08/2026 às 09:19

As transformações corporais trazidas pela menopausa costumam vir acompanhadas de tabus que muitas vezes afastam as mulheres do cuidado integral com o próprio corpo. Manifestações físicas como secura vaginal, dispareunia — termo médico para dor durante a relação sexual — e a queda no desejo não representam um veredito definitivo sobre a vida íntima. Especialistas reforçam que tais quadros necessitam de avaliação clínica e possuem intervenções terapêuticas eficazes, seja por meio de reposição hormonal com acompanhamento médico, mudanças no estilo de vida ou suporte multidisciplinar.

  • A saúde sexual feminina deve ser tratada como parte essencial do bem-estar em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.
  • Cerca de 30 milhões de brasileiras estão na faixa etária do climatério e menopausa, sendo que 82% relatam sintomas que afetam a qualidade de vida.
  • O tratamento envolve desde abordagens hormonais orientadas por ginecologistas até fisioterapia pélvica para quadros de dor e contratura muscular.

A discussão ganha relevância em um país onde aproximadamente 30 milhões de mulheres atravessam essa fase de transição hormonal, com ampla maioria relatando impactos diretos no cotidiano. O erro mais comum, segundo profissionais da área médica, ocorre quando o próprio especialista deixa de investigar a vida sexual da paciente mais velha sob a premissa infundada de que o tema perdeu relevância.

A sexualidade na terceira idade e o papel da medicina

“A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, pontua a ginecologista Jussimara Souza Steglich, integrante da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Historicamente tratada como um assunto velado, a intimidade na maturidade esbarra no constrangimento social. O silêncio nos consultórios agrava o quadro, pois impede o diagnóstico precoce de alterações físicas que poderiam ser atenuadas com tratamentos simples. A médica enfatiza que o diálogo precisa ocorrer de forma natural tanto com o médico quanto com o parceiro ou parceira.

Fatores orgânicos e abordagem multidisciplinar

Nem todo desconforto íntimo decorre exclusivamente da queda hormonal típica da menopausa. Condições clínicas pré-existentes ou associadas, como endometriose, aderências ou doença inflamatória pélvica, costumam provocar dores profundas na região da pelve.

Quando a relação sexual gera dor persistente, o organismo reage com um mecanismo de defesa físico automático: a contratura dos músculos do assoalho pélvico. Esse ciclo de dor e tensão muscular exige um plano terapêutico que vá além da consulta ginecológica tradicional, incorporando fisioterapia especializada e suporte psicológico.

Para minimizar os impactos da menopausa no corpo e na mente, as diretrizes médicas apontam para a necessidade de um conjunto de hábitos saudáveis. A prática regular de atividade física, uma dieta equilibrada e o uso racional de hormônios sob prescrição médica formam a base para preservar a longevidade com qualidade de vida.

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Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas que afetam a vida sexual na menopausa?

Os relatos mais frequentes incluem secura vaginal, dor durante o ato sexual e diminuição da libido, muitas vezes causados pela redução na produção de hormônios como o estrogênio.

A dor durante a relação sexual na menopausa tem cura?

Sim. A dor pode ser tratada com reposição hormonal orientada, uso de lubrificantes, hidratantes vaginais e acompanhamento multidisciplinar, que pode incluir fisioterapia pélvica para aliviar a contratura muscular.

É normal sentir vergonha de conversar com o médico sobre o assunto?

O constrangimento é comum devido a tabus culturais, mas a saúde sexual é parte integrante do bem-estar e deve ser tratada com naturalidade durante as consultas ginecológicas regulares.


9 de agosto de 2026|Fonte: Agência Brasil|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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