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Festival gratuito de cinema leva telas gigantes a comunidades do RJ

Por Rafael Sampaio | Publicado em 14/08/2026 às 08:43
festival gratuito de cinema
Curta na Praça/Divulgação
📖 Leitura: 5 Min🕒 Publicado: 14/08/2026 às 08:43

Moradores de dez territórios periféricos e municípios do Rio de Janeiro receberão, a partir desta sexta-feira (14 de agosto), uma estrutura monumental de projeção com o início do Curta na Praça. O festival gratuito de cinema, idealizado pela atriz e produtora Juliana Teixeira, inicia sua temporada de 2026 na Chatuba, em Mesquita, com o objetivo de democratizar o acesso à sétima arte em áreas historicamente excluídas do circuito comercial de salas de exibição.

  • Acesso democrático: O projeto percorrerá 10 localidades do Rio de Janeiro, incluindo favelas e municípios da Baixada Fluminense, até novembro.
  • Fomento econômico: A iniciativa impulsiona a economia dos bairros atendidos ao contratar fornecedores locais de alimentação, segurança e montagem.
  • Curadoria inclusiva: Os 16 curtas-metragens selecionados abordam temas sociais como capacitismo e racismo, sem conteúdos violentos ou explícitos.

O impacto social e econômico do festival gratuito de cinema

Muito além do entretenimento, a chegada do cinema itinerante funciona como um motor financeiro temporário para as comunidades que o acolhem. Para colocar de pé a estrutura, que conta com uma tela gigante de 12 metros de comprimento por oito metros de altura, a organização prioriza a contratação de mão de obra local. Isso engloba desde assistentes de produção e carregadores até equipes de segurança, limpeza, motoristas de som e fornecedores de alimentação.

A descentralização da cultura é uma resposta direta aos chamados “desertos culturais” — regiões urbanas e periféricas desprovidas de teatros, museus ou salas de projeção comercial, cuja concentração se mantém nos grandes centros de consumo. Juliana Teixeira explica a receptividade calorosa que a equipe recebe ao chegar nesses locais: “Eles adoram. Eles não conhecem. Curtem e percebem o carinho com que toda equipe trabalha”.

Curadoria livre de violência e focada em diversidade

O formato de curta-metragem — produções audiovisuais de menor duração — é ideal para prender a atenção de públicos de todas as idades, servindo como uma excelente porta de entrada para o hábito de consumir cinema. A seleção deste ano contempla obras de todas as regiões geográficas do Brasil, desde o Amazonas até o Paraná, com narrativas que abordam racismo, bullying, capacitismo, territorialidade e brasilidade.

Há uma preocupação rigorosa com a adequação do conteúdo para o ambiente familiar. O festival veta produções com teor sexual, apelo alcoólico ou violência física. Eventuais palavrões são suavizados por efeitos sonoros de apito. A acessibilidade e representatividade também se destacam na tela.

“Em uma hora, são apresentados quatro filmes rápidos e dinâmicos e o público se identifica com os atores. Prendem a atenção das pessoas. Há filmes com atriz deficiente visual, atores cadeirantes e com necessidades especiais. Mas não é nada para baixo. É lúdico, engraçado”, define a idealizadora do projeto.

Trajetória de 18 anos e rota das exibições em 2026

Nascido há quase duas décadas nas margens da Linha Amarela, atendendo inicialmente os complexos da Maré, do Alemão e a Cidade de Deus, o Curta na Praça expandiu fronteiras geográficas ao longo de sua história.

“Ao longo dos anos, fomos nos espalhando. Fizemos os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, sempre levando o projeto para localidades e territórios violentos, que não têm sala de cinema, para um público que não tem acesso a cinema. O objetivo é levar um pouco do Brasil para todas as gerações, para toda a família, com pipoca e refrigerante”, relembra Juliana Teixeira.

Nesta edição, a meta é atrair cerca de 1.600 espectadores por fim de semana, totalizando um público estimado de 16 mil pessoas ao término do circuito. A estrutura oferece 400 assentos por sessão, além da distribuição gratuita de pipoca, refrigerante e brindes como camisetas e chocolates. Após as exibições, o público participa de debates e vota no seu filme favorito.

O projeto é realizado pela Associação Caminho da Cultura, com suporte financeiro da Secretaria de Estado de Cultura e patrocínio do Instituto Light.

Cronograma de exibições (Sextas e Sábados – 18h30 e 20h):

* 14 e 15 de agosto: Mesquita (Praça Walter Borges, Chatuba)
* 21 e 22 de agosto: Duque de Caxias (Parque das Missões)
* 28 e 29 de agosto: Queimados (Campo do Primavera)
* 4 e 5 de setembro: Jacarepaguá (Quadra da Chacrinha)
* 18 e 19 de setembro: Sapucaia (Quadra Santa Cruz)
* 25 e 26 de setembro: Paraíba do Sul (Praça Marquês de São João Marcos)
* 9 e 10 de outubro: Morro dos Macacos (Ciep Salvador Allende)
* 16 e 17 de outubro: Morro do Salgueiro (Quadra Raízes da Tijuca)
* 23 e 24 de outubro: Morro de São Carlos (Arena da Mineira)
* 6 e 7 de novembro: Copacabana (Praça do Lido)

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Perguntas Frequentes

Quanto custa o ingresso para as sessões do Curta na Praça?

Nenhum valor é cobrado. O festival é totalmente gratuito, com distribuição franca de pipoca, refrigerante e sorteio de brindes para a comunidade local.

Quais são os horários das exibições de cinema?

As exibições ocorrem sempre às sextas-feiras e sábados, em duas sessões diárias: a primeira às 18h30 e a segunda às 20h.

Que tipo de filme é exibido no festival?

São exibidos curtas-metragens nacionais de ficção, documentário e animação. Os temas envolvem diversidade, inclusão e cultura brasileira, sem cenas de violência, sexo ou linguagem obscena.


Publicado em: 14 de agosto de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Curta na Praça/Divulgação|Edição e Reportagem: Rafael Sampaio / Redação Digita Bahia|Dados originais: Agência Brasil ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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