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Alta do dolar reflete tensao geopolitica e fecha julho em queda

Por Rafael Sampaio | Atualizado em 01/08/2026 às 02:41
alta do dolar
PublicDomainPictures / Pixabay
📖 Leitura: 4 Min🕒 Publicado: 01/08/2026 às 02:41

A alta do dolar nesta sexta-feira (31) foi impulsionada pela busca dos investidores por proteção diante das tensões no Oriente Médio e do fortalecimento da moeda estadunidense no exterior. Apesar do avanço de 0,13% no dia, cotada a R$ 5,069, a divisa acumulou uma retração de 1,82% ao longo de julho.

O movimento no câmbio ocorreu logo após o encerramento da disputa pela formação da Ptax, taxa de fim de mês utilizada para corrigir a dívida pública atrelada à moeda e as reservas internacionais. No acumulado do ano, a divisa apresenta baixa de 7,73%, favorecida em julho pela entrada de capital estrangeiro e pelo patamar elevado dos juros brasileiros.

Resumo rápido:

  • A alta do dolar no último dia de julho reflete o cenário de aversão ao risco no exterior.
  • Ibovespa registrou ganho de 3,47% no mês e atingiu o maior patamar desde maio.
  • Preços do petróleo dispararam mais de 20% em julho devido a conflitos entre Estados Unidos e Irã.

Pressão externa e inflação de ativos

O ambiente internacional de aversão ao risco intensificou-se após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do conflito com o Irã, somadas aos impasses contínuos na Faixa de Gaza. Investidores buscaram refúgio em ativos seguros, enquanto dirigentes do Federal Reserve defenderam elevação nos juros norte-americanos.

Apesar desse cenário global adverso, o real contou com suporte adicional ao longo do mês devido à condição do Brasil como exportador de petróleo, além de operações de carry trade sustentadas pelos juros internos elevados.

Desempenho do Ibovespa e o reflexo das commodities

Na B3, o principal índice acionário fechou a sessão com ganho de 0,47%, alcançando 177.999 pontos, o maior patamar de encerramento desde o dia 14 de maio. O indicador interrompeu uma sequência de quatro meses consecutivos de perdas ao avançar 3,47% em julho.

O pregão na bolsa brasileira registrou um contratempo operacional pela manhã. Um problema técnico na infraestrutura de pós-negociação atrasou a abertura dos mercados de ações e juros em mais de duas horas, sem qualquer indício de ataque cibernético ou reflexo duradouro na trajetória dos ativos.

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O salto nos preços do petróleo

O mercado energético registrou forte volatilidade com o agravamento das divergências entre Washington e Teerã. As cotações internacionais acumularam os maiores ganhos mensais desde março:
– O barril do Brent encerrou cotado a US$ 87,93, alta mensal de 23,5%.
– O petróleo WTI avançou para US$ 84,67, acumulando valorização de 21,8% em julho.
– A escalada ocorreu após autoridades iranianas relatarem a interceptação de navios-tanque no Estreito de Ormuz e ataques a bases militares.

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Perguntas Frequentes

Qual foi o valor de fechamento do dólar no final de julho?

O dólar à vista encerrou vendido a R$ 5,069 no dia 31 de julho, registrando alta diária de 0,13% e queda mensal de 1,82%.

O que motivou o atraso na abertura dos negócios da B3?

A bolsa brasileira sofreu uma paralisação de mais de duas horas na abertura devido a uma falha em um componente tecnológico de pós-negociação, sem evidências de invasão cibernética.

Como o Ibovespa se comportou no acumulado do mês?

O Ibovespa fechou julho com ganho de 3,47%, atingindo 177.999 pontos, o que interrompeu uma sequência de quatro meses seguidos de retração.


31 de julho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: PublicDomainPictures / Pixabay|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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