Bahia

Operação Vendetta prende PM e monitor suspeitos de matar advogada

Por Rafael Sampaio | Atualizado em 04/08/2026 às 08:05
Operação Vendetta PALAVRA-CHAVE-SECUNDÁRIA: advogada morta em Itororó
Reprodução
📖 Leitura: 6 Min🕒 Publicado: 04/08/2026 às 08:05

A Polícia Civil da Bahia deflagrou a Operação Vendetta para prender os suspeitos de envolvimento no assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, ocorrido em Itororó, no sudoeste do estado. Entre os capturados temporariamente estão um policial militar da ativa e um monitor de ressocialização terceirizado de uma unidade prisional. A ação ocorreu na segunda-feira (3) e cumpriu mandados judiciais em diferentes municípios baianos.

As investigações apontam que o crime foi planejado e executado por um grupo de pelo menos quatro homens que monitorou os passos da vítima dias antes do homicídio. A invasão à residência da advogada aconteceu na madrugada de 25 de julho, quando ela foi morta a tiros. O inquérito busca agora esclarecer a motivação do atentado e identificar o último integrante do grupo.

Resumo rápido:

  • Polícia Civil prendeu PM e monitor de presídio suspeitos de executar a advogada Cláudia Félix de Oliveira.
  • Investigação da Operação Vendetta aponta que grupo monitorou rotina da vítima dias antes de invadir residência.
  • Apreensões incluem pistola calibre .38 TCP, munições, rádios comunicadores e armas de airsoft em endereços ligados a suspeitos.

Detalhes da Operação Vendetta e prisões efetuadas

A Operação Vendetta mobilizou equipes policiais para desarticular o grupo suspeito de envolvimento na execução da advogada morta em Itororó. O primeiro alvo da ação policial, um homem de 27 anos que atua como monitor de ressocialização terceirizado no Conjunto Penal de Lauro de Freitas, foi detido no momento em que saía do posto de trabalho. Com ele, os investigadores apreenderam uma pistola calibre .38 TCP, acompanhada de dois carregadores e 23 munições intactas.

O segundo mandado de prisão temporária foi cumprido contra um policial militar da ativa, de 29 anos. A corporação militar e a Polícia Civil coordenaram as ações para garantir a detenção do agente público. O grupo de investigados contava com a participação de um homem de 39 anos e de uma quarta pessoa, cuja identidade ainda não foi estabelecida pelas autoridades policiais.

Planejamento, monitoramento e execução do crime

O trabalho de inteligência policial reconstituiu a movimentação dos criminosos antes do assassinato de Cláudia Félix de Oliveira. De acordo com as provas colhidas pela Polícia Civil, os suspeitos realizaram viagens preliminares a Itororó nos dias 20 e 21 de julho. O objetivo desses deslocamentos era monitorar detalhadamente a rotina da advogada, mapeando seus horários e hábitos para garantir a execução do crime.

No dia 24 de julho, véspera do crime, o grupo partiu do município de Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, em direção a Itororó, percorrendo a distância necessária para executar o plano. O ataque ocorreu na madrugada de 25 de julho, quando o imóvel da advogada foi invadido e ela foi alvejada por disparos de arma de fogo, sem chance de defesa.

Apreensões em Dias d’Ávila e material probatório

Além das prisões, a Polícia Civil executou três mandados de busca e apreensão. Dois desses mandados foram cumpridos em endereços ligados ao monitor de ressocialização no município de Dias d’Ávila. No local, os policiais encontraram um arsenal simulado e equipamentos de comunicação que dão indícios sobre a estrutura logística do grupo.

Entre os itens apreendidos pela polícia estavam duas pistolas de airsoft, um fuzil de airsoft, um colete tático, dois rádios comunicadores do tipo HT e 67 estojos de munições de calibres variados. Os policiais também localizaram um documento de identificação pertencente ao terceiro investigado, de 39 anos, o que reforça a conexão entre os suspeitos. Todo o material recolhido foi encaminhado para a perícia técnica, onde passará por análises que serão integradas ao inquérito policial.

Aspectos legais da prisão temporária e próximos passos

A prisão temporária aplicada aos suspeitos é uma medida prevista na Lei nº 7.960/1989, utilizada durante a fase de inquérito policial para garantir a eficácia das investigações de crimes hediondos ou de extrema gravidade, como o homicídio qualificado. Esse tipo de custódia tem prazo determinado e pode ser prorrogado caso haja necessidade comprovada para a coleta de provas ou para evitar a interferência dos investigados no processo de apuração.

A participação de um policial militar da ativa e de um funcionário de uma unidade prisional terceirizada eleva a complexidade do caso. A conduta de agentes de segurança pública e de custódia passa a ser examinada de forma rígida pelas corregedorias e órgãos de controle do Estado. A Polícia Civil mantém as diligências para localizar o terceiro suspeito identificado e qualificar o quarto envolvido na ação que resultou na morte da advogada. Com a conclusão das perícias no material apreendido na Operação Vendetta, o Ministério Público poderá avaliar o oferecimento da denúncia formal à Justiça baiana.

FAQ – Perguntas Frequentes

O que motivou a deflagração da Operação Vendetta?
A operação foi deflagrada pela Polícia Civil da Bahia para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão no âmbito do inquérito que investiga a execução da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, assassinada a tiros em Itororó.

Quem são os suspeitos que foram presos na ação policial?
Foram presos temporariamente um policial militar da ativa, de 29 anos, e um monitor de ressocialização terceirizado, de 27 anos, que trabalha no Conjunto Penal de Lauro de Freitas. Há ainda outros dois homens sob investigação, sendo um deles já identificado e outro que permanece sem identificação.

Como os criminosos planejaram e executaram a morte da advogada?
Segundo a polícia, os suspeitos monitoraram a rotina da advogada em Itororó nos dias 20 e 21 de julho. Na noite de 24 de julho, saíram de Dias d’Ávila rumo a Itororó, onde invadiram a residência da vítima na madrugada do dia 25 de julho e efetuaram os disparos de arma de fogo.

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4 de agosto de 2026|Fonte: Acorda Cidade – Portal de notícias de Feira de Santana|Foto: Reprodução|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
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Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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