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Pai e madrasta são presos suspeitos de morte de menino de 3 anos no TO

Por Rafael Sampaio | Publicado em 07/08/2026 às 23:32
Brasileirão Feminino
Reprodução / Divulgação
📖 Leitura: 4 Min🕒 Publicado: 07/08/2026 às 23:32

A investigação sobre a morte de menino de 3 anos em Palmas, capital do Tocantins, teve uma reviravolta jurídica com a prisão preventiva do pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos, e da madrasta, Kathellen Moreira, de 23 anos. O casal foi detido na madrugada de quinta-feira (6), após o corpo da criança, Gustavo Veloso Feitosa, ser encontrado na residência deles na última segunda-feira (3).

  • Prisão preventiva: Pai e madrasta foram detidos na madrugada em Palmas (TO) após mandados expedidos no âmbito da investigação policial.
  • Laudo pericial: Perícia do IML apontou que a criança sofreu múltiplas agressões físicas e violência sexual antes de falecer.
  • Conflito familiar: Mãe relatou ameaças do ex-companheiro e apresentou vídeo em que o menino dizia ter medo de apanhar do pai.

Laudo pericial e o avanço da investigação policial

O caso veio à tona quando o pai comunicou o óbito às autoridades na segunda-feira, justificando a demora no registro policial por causa do abalo emocional. Contudo, os exames realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML) revelaram um cenário de extrema violência. O laudo técnico apontou que o garoto faleceu em decorrência de múltiplas agressões e violência sexual, o que alterou imediatamente o patamar das apurações conduzidas pela Polícia Civil do Tocantins.

A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins coordenou as diligências que resultaram nos mandados de prisão cumpridos na madrugada. A defesa de Igor Gustavo Veloso argumentou que o cliente colaborou desde o início com os órgãos de segurança e que a detenção ocorreu por meio de apresentação combinada, sem necessidade de captura forçada. Em paralelo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeu temporariamente a inscrição profissional do investigado.

O dilema da convivência e os relatos de ameaças

A tragédia expôs a complexidade de disputas familiares e o temor de genitores diante de situações de risco. A mãe da vítima, Sabrina da Silva Feitosa, travava uma batalha judicial com o ex-companheiro por pensão alimentícia. Segundo a defesa da mãe, representada pela advogada Stella Bueno, a criança voltava com marcas de machucados dos fins de semana passados na casa do pai, mas a genitora evitava medidas mais drásticas por medo de sofrer represálias e de ser acusada de alienação parental caso impedisse o cumprimento do regime de visitas.

A tensão ganhou repercussão após a divulgação de um registro em vídeo no qual o pequeno Gustavo relata que não queria retornar ao domicílio paterno porque “ele me bate”. A defesa de Kathellen Moreira informou que vai solicitar a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares ou prisão domiciliar, sob o argumento de que a cliente é mãe de uma bebê de cinco meses em fase de amamentação e que a medida cautelar extrema pegou a família de surpresa.

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Perguntas Frequentes

O que motivou a prisão dos suspeitos?

A prisão preventiva foi decretada após o laudo do IML apontar que Gustavo Veloso Feitosa morreu em decorrência de múltiplas agressões físicas e violência sexual na casa do pai.

Qual era a situação jurídica entre os pais da criança?

Os pais viviam separados e mantinham uma disputa judicial que envolvia a cobrança de pensão alimentícia e o regime de convivência regulamentado pela Justiça.

Como proceder em caso de suspeita de violência infantil?

Casos de violência contra menores devem ser denunciados imediatamente ao Disque 100, ao Conselho Tutelar, à Polícia Militar (190) ou diretamente às delegacias especializadas de proteção à criança e ao adolescente.


7 de agosto de 2026|Fonte: Agência Brasil|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗
Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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