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Starlink em Bangu: internet de Elon Musk é apreendida com facção no Rio

Por Rafael Sampaio | Publicado em 14/08/2026 às 11:50
Starlink em Bangu
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
📖 Leitura: 5 Min

Na última semana, a Secretaria de Polícia Penal (Seppen) interceptou uma miniantena da Starlink em Bangu, no Rio de Janeiro, revelando uma nova e sofisticada tática das facções criminosas para burlar a segurança nos presídios do Rio. O dispositivo portátil de internet via satélite foi descoberto oculto dentro de um aparelho de rádio enviado pelos Correios, via Sedex, destinado a um detento do Presídio Jonas Lopes de Carvalho (Bangu 4). O flagrante acendeu o alerta sobre o avanço tecnológico do crime organizado para manter a comunicação externa ativa de dentro das celas.

  • Tecnologia via satélite: Apreensão de uma miniantena Starlink em Bangu 4 mostra migração do crime para conexões que driblam bloqueadores terrestres.
  • Isolamento imediato: O preso destinatário da encomenda foi transferido para a Penitenciária de segurança máxima Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1).
  • Ações coordenadas: Além do equipamento, vistorias em Bangu 2 e Bangu 4 apreenderam drogas e dezenas de aparelhos celulares.

Como a Starlink em Bangu desafia a segurança nos presídios do Rio

A tecnologia da Starlink, operada pela empresa SpaceX, funciona por meio de uma constelação de satélites em órbita terrestre baixa. Diferente das conexões móveis tradicionais de telefonia, que dependem de antenas em solo — frequentemente monitoradas ou bloqueadas por embarreiramento de sinal nas penitenciárias —, a internet via satélite exige apenas uma linha de visada limpa para o céu. Isso permite estabelecer redes Wi-Fi de alta velocidade em pontos cegos das unidades, neutralizando os sistemas convencionais de segurança.

A portabilidade das novas versões dessas antenas, extremamente compactas, facilita a entrada clandestina em complexos prisionais. Caso tivessem sucesso na instalação, os detentos teriam acesso a canais de comunicação criptografados e chamadas de vídeo de alta definição, permitindo a transmissão de ordens diretas para as ruas sem qualquer tipo de rastro de operadoras locais.

Encomendas por Sedex e as apreensões na Zona Oeste do Rio

O plano de infiltração tecnológica foi desmantelado durante a triagem de correspondências na unidade de Bangu 4. Os policiais penais suspeitaram do peso e da estrutura de um aparelho de rádio enviado pelo serviço postal. Ao abrirem o equipamento na presença do detento destinatário, os agentes encontraram o circuito e a antena da Starlink em Bangu camuflados em seu interior.

Como punição imediata, o interno envolvido foi transferido para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), unidade de segurança máxima do estado, onde foi colocado em isolamento rígido em cela individual. Na mesma fiscalização em Bangu 4, os agentes também impediram a entrada de 160 gramas de entorpecentes.

Paralelamente, a Subsecretaria Operacional da Seppen deflagrou uma varredura no Presídio Alfredo Tranjan (Bangu 2). A operação, que mobilizou equipes de média e alta complexidade, resultou na apreensão de 31 aparelhos celulares e cerca de 300 papelotes de cocaína, evidenciando o esforço contínuo do Estado em sufocar a logística das facções.

O impacto das comunicações clandestinas na segurança pública

A facilidade com que o crime organizado tenta adotar tecnologias modernas reflete diretamente nos índices de violência urbana. A comunicação sem barreiras de dentro das cadeias viabiliza a coordenação de disputas territoriais, roubos de cargas e transações financeiras ilícitas. A resposta do setor de inteligência fluminense agora se concentra em atualizar os protocolos de escaneamento eletrônico para detectar componentes de silício e receptores de satélite ocultos em itens de uso diário autorizados para entrada nas prisões.

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Perguntas Frequentes

Como a antena Starlink em Bangu foi descoberta pela polícia?

O equipamento de internet via satélite estava escondido no interior de um rádio comum enviado por Sedex. A descoberta ocorreu durante a vistoria física e de raio-X feita pelos policiais penais na presença do detento destinatário.

O que aconteceu com o preso que receberia a Starlink em Bangu?

Ele foi imediatamente transferido para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), uma unidade de segurança máxima no Rio de Janeiro, onde permanece isolado em uma cela de segurança.

Quais outras apreensões foram feitas na operação de segurança nos presídios do Rio?

Além da miniantena Starlink, os policiais penais apreenderam 160 gramas de drogas em Bangu 4, além de 31 celulares e cerca de 300 papelotes de cocaína no Presídio Alfredo Tranjan (Bangu 2).


Publicado em: 14 de agosto de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil|Edição e Reportagem: Rafael Sampaio / Redação Digita Bahia|Dados originais: Agência Brasil ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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