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Transporte clandestino: ônibus que tombou em Petrópolis não era habilitado

Por Rafael Sampaio | Publicado em 17/08/2026 às 14:22
Transporte clandestino
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Dez pessoas perderam a vida em um grave acidente na BR-040, em Petrópolis, após o tombamento de um ônibus que realizava transporte clandestino de passageiros. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou que o veículo, de placa AKY-3454, não possuía qualquer autorização para operar o serviço interestadual.

Resumo rápido:

  • Ônibus envolvido em acidente fatal na BR-040 operava sem autorização da ANTT.
  • O tombamento resultou em 10 mortes confirmadas e diversos feridos em Petrópolis.
  • Passageiros devem verificar a regularidade de empresas antes de contratar viagens interestaduais.

A irregularidade por trás da operação

O ônibus envolvido no acidente não estava habilitado nos sistemas da ANTT para realizar viagens interestaduais, sendo classificado pelo órgão regulador como transporte clandestino. A investigação revelou um cenário de confusão jurídica envolvendo o registro do veículo, que apresenta divergências entre o proprietário atual e a empresa que operava a viagem.

De acordo com os dados oficiais, o veículo está registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, com comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. No entanto, a ANTT foi enfática ao declarar que nenhuma dessas duas empresas possui habilitação para o transporte de passageiros. Para agravar a situação, o coletivo ostentava um adesivo da empresa Samara, que também se encontra inapta perante os órgãos de fiscalização. A empresa identificada como Estrela Guia Turismo, responsável pela viagem, sequer consta nos registros de empresas habilitadas pela agência reguladora.

Perfil das vítimas e assistência

O acidente mobilizou unidades de saúde em diferentes municípios, que prestaram socorro imediato aos 56 ocupantes do coletivo. O Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, recebeu 11 vítimas, sendo que cinco permanecem internadas. Já o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, atendeu 14 passageiros, incluindo Alessandra Pereira, de 34 anos, que faleceu durante os primeiros socorros.

A Secretaria de Estado da Polícia Civil (Sepol) confirmou a identificação de nove das dez vítimas fatais. A complexidade do caso exigiu exames periciais rigorosos realizados no Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Petrópolis. A empresa Estrela Guia Turismo, por meio de seu representante legal, o advogado Aroldo Leão Braz, afirmou que prestará assistência às famílias, incluindo o translado dos corpos, mas optou por não emitir manifestações sobre a irregularidade operacional neste momento, reservando-se ao direito de apresentar esclarecimentos apenas nos autos processuais.

Dados sobre o atendimento às vítimas

A tabela abaixo detalha a situação dos passageiros socorridos nas unidades hospitalares mencionadas pelas autoridades:

Unidade de Saúde Total de Pacientes Estado Atual
Hospital Santa Teresa 11 5 internados / 6 com alta
Hospital Adão Pereira Nunes 13 5 internados / 8 com alta

Como identificar o transporte clandestino

A utilização de transporte clandestino coloca em risco a vida dos passageiros, pois esses veículos não passam pelas vistorias de segurança obrigatórias da ANTT. Para evitar riscos em viagens interestaduais, o passageiro deve sempre exigir o bilhete de passagem e verificar se a empresa possui o Termo de Autorização de Serviços Regulares (TAR) ou a Autorização de Fretamento.

A consulta pode ser feita diretamente no site oficial da agência. Caso o ônibus não apresente as identificações visuais adequadas ou o preço esteja muito abaixo do mercado, o cidadão deve desconfiar. O transporte clandestino não oferece seguro obrigatório para os passageiros em caso de acidentes, deixando as famílias desamparadas em momentos críticos, como o ocorrido na BR-040. A fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) atua constantemente para retirar de circulação veículos que operam à margem da lei, mas a conscientização do consumidor é a primeira linha de defesa.

Perguntas Frequentes

1. O que caracteriza o transporte clandestino de passageiros?
O transporte é considerado clandestino quando uma empresa ou pessoa física realiza o serviço de passageiros entre estados sem possuir a autorização da ANTT. Isso inclui a falta de vistoria técnica do veículo, ausência de seguro obrigatório e motoristas que podem não estar habilitados para o transporte comercial.

2. Como posso verificar se uma empresa de ônibus é legalizada?
O passageiro deve acessar o portal da ANTT e realizar a consulta pelo CNPJ da empresa ou pela placa do veículo. Empresas regulares operam com autorização específica para fretamento ou linhas regulares, o que garante padrões mínimos de segurança e cobertura de responsabilidade civil.

3. O que fazer se perceber que o ônibus é irregular?
Se você notar que o veículo não apresenta identificação da ANTT ou que a empresa não fornece bilhete de passagem, a orientação é denunciar aos canais oficiais da agência reguladora ou procurar o posto da Polícia Rodoviária Federal mais próximo. Nunca embarque em veículos que não ofereçam garantias de fiscalização, pois a sua segurança não pode ser colocada em risco.

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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