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Brasil & Mundo

Ventos fortes atingem Sudeste e causam estragos no RJ e SP

Por Rafael Sampaio | Atualizado em 30/07/2026 às 19:56
ventos fortes
Tânia Rêgo/Agência Brasil
📖 Leitura: 4 Min🕒 Publicado: 30/07/2026 às 19:56

Rajadas de até 105 km/h atingiram os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo na tarde desta quarta-feira (29), provocando mortes e prejuízos materiais expressivos. A ocorrência de ventos fortes foi impulsionada pela formação de uma zona de baixa pressão atmosférica na região fluminense, combinada com o deslocamento de ar nas camadas superiores da atmosfera.

Especialistas apontam que a instabilidade climática gerou estragos significativos em ambos os territórios, deixando milhares de imóveis sem energia elétrica e exigindo atuação imediata das equipes de emergência. A conjunção de fatores meteorológicos resultou em rajadas intensas que surpreenderam moradores na Região Sudeste.

Resumo rápido:

  • Rajadas de até 105 km/h atingiram Rio de Janeiro e São Paulo na tarde de quarta-feira (29).
  • A instabilidade foi causada por uma zona de baixa pressão atmosférica e uma frente de rajada.
  • Especialistas avaliam que ainda não há elementos suficientes para associar o evento ao El Niño de forma direta.

Formação da instabilidade e dinâmica da frente de rajada

Segundo Suellen Araujo, representante do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a interação entre diferentes camadas atmosféricas viabilizou o temporal. “A conjunção desses fatores auxiliou realmente na formação dessa instabilidade, que trouxe essas rajadas bem intensas. Inclusive, tivemos rajadas em torno de 100 km/h em ambos os estados”, explicou a meteorologista.

Por sua vez, o coordenador geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi, detalhou o papel da frente de rajada no fenômeno. O mecanismo originou-se a partir de uma linha de tempestades associada a uma frente fria vinda da Região Sul do Brasil.

* A frente de rajada avança com maior velocidade do que a linha de nuvens da tempestade principal.
* As tempestades iniciaram sua trajetória no Paraná e em Santa Catarina, dissipando-se parcialmente ao avançarem para o norte.
* No Vale do Paraíba, em São José dos Campos (SP), registrou-se volume menor de chuva no final da tarde, remanescente do sistema que perdeu força ao subir o mapa.

Relação com o El Niño divide avaliações técnicas

A possibilidade de vincular o temporal desta semana ao fenômeno El Niño ainda divide opiniões entre os pesquisadores da área. O aquecimento periódico das águas do Oceano Pacífico gera alterações climáticas globais, com expectativas de intensidade recorde para a temporada atual, conforme projeções da Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos (Noaa).

Apesar disso, estabelecer um nexo causal direto exige cautela analítica. “Teria que fazer uma avaliação um pouco mais minuciosa para poder verificar se tem alguma coisa relacionada a esse fenômeno”, pontuou Suellen Araujo.

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Marcelo Seluchi pondera que a frequência de frentes estacionárias no Sul do país guarda relação com o aquecimento das águas do Pacífico, o que indiretamente alimenta linhas de instabilidade secundárias. Contudo, o especialista ressalta que ventanias dessa magnitude ocorrem em qualquer período do ano, mesmo em temporadas sem o fenômeno climático ativo.

Na mesma linha, o pesquisador Thiago Sousa, doutorando da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), defende a necessidade de investigações aprofundadas. “Não tem como afirmar e nem contrariar essa correlação, que precisa ser estudada para depois, mais a frente, para se relacionar com o Super El Niño”, concluiu.

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Perguntas Frequentes

O que provocou os ventos fortes no Rio de Janeiro e em São Paulo?

O fenômeno foi causado pela formação de uma zona de baixa pressão atmosférica combinada com o deslocamento de ar nas camadas superiores e uma frente de rajada originada a partir de uma frente fria vinda do Sul do país.

Qual foi a velocidade máxima registrada pelas estações meteorológicas?

Uma estação meteorológica da capital fluminense registrou rajadas de 105 km/h, enquanto ambos os estados atingiram marcas em torno de 100 km/h.

É possível associar o evento climático ao El Niño?

Especialistas afirmam que ainda não há elementos suficientes para confirmar uma relação direta, destacando que ventanias desse tipo podem ocorrer em qualquer época do ano e demandam estudos aprofundados.


30 de julho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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