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Vendas do Tesouro Direto chegam a R$ 14,7 bi com juros altos

Por Rafael Sampaio
vendas do Tesouro Direto
Reprodução / Divulgação
📖 Leitura: 5 Min🕒 Publicado: 29/07/2026 às 03:01

A manutenção da taxa Selic em 14,25% ao ano e as projeções de alta na inflação oficial reacenderam o apetite do brasileiro por renda fixa. Em junho, as vendas do Tesouro Direto atingiram R$ 14,76 bilhões, impulsionadas pelo novo título Reserva.

O montante representa o segundo maior volume mensal já registrado na história do programa de negociação de títulos públicos pela internet. O resultado ficou a apenas R$ 30 milhões de distância do recorde histórico estabelecido em março deste ano.

Resumo rápido:

  • As vendas de títulos públicos para pessoas físicas somaram R$ 14,76 bilhões em junho, o segundo melhor resultado histórico.
  • A Selic fixada em 14,25% ao ano concentrou a maior fatia da demanda dos investidores em papéis indexados aos juros básicos.
  • O total acumulado no estoque do Tesouro Direto avançou para R$ 262,47 bilhões, com forte presença de pequenos poupadores.

Selic em 14,25% impulsiona as vendas do Tesouro Direto

O atual patamar dos juros básicos da economia, mantido em 14,25% ao ano pelo Banco Central, funciona como o principal motor para a forte captação de recursos. Esse cenário de juros elevados mantém a atratividade das aplicações indexadas à Selic. De acordo com o balanço do Tesouro Nacional divulgado nesta terça-feira, 28, os papéis vinculados à taxa básica lideraram a preferência do público, respondendo por mais da metade de toda a procura, com uma fatia de 54,5% das vendas totais.

Entre as opções preferidas, as tradicionais Letras Financeiras do Tesouro somaram R$ 4,16 bilhões negociados, o equivalente a 28,2% do montante total de junho. Outro destaque foi o recém-lançado Tesouro Reserva, cuja mecânica se assemelha às ferramentas de poupança automatizada oferecidas por bancos digitais. Esse novo título, também indexado aos juros básicos, atraiu R$ 2,09 bilhões em captação, o que representa 14,2% do total vendido no mês.

O resultado geral de R$ 14,76 bilhões em junho aponta para uma recuperação vigorosa do mercado. O volume transacionado foi 44,51% superior ao registrado em maio, quando as operações somaram R$ 10,22 bilhões. Em termos anuais, o crescimento é ainda mais expressivo: na comparação com junho do ano anterior, a expansão nas vendas do Tesouro Direto chegou a impressionantes 156,03%.

Inflação e planejamento de longo prazo dividem atenções

Os títulos públicos corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo também mantiveram forte apelo entre os poupadores. A perspectiva de avanço na inflação oficial nos próximos meses fez com que os papéis indexados ao IPCA concentrassem 34,3% de toda a demanda registrada em junho. Em contrapartida, os títulos prefixados — que oferecem uma taxa de retorno fixa e conhecida no ato da compra — representaram 16,7% do volume financeiro negociado.

O balanço do Tesouro Nacional também detalhou o desempenho de produtos desenhados para metas específicas de longo prazo:

* Tesouro Renda+: Lançado no início de 2023 com foco no financiamento de aposentadorias complementares, o papel respondeu por 4,6% do total negociado no mês.
* Tesouro Educa+: Criado em agosto de 2023 com o objetivo de financiar uma poupança voltada ao ensino superior, o título teve uma adesão tímida, atraindo apenas 2% das vendas em junho.

Esses novos produtos buscam diversificar as opções para o investidor pessoa física, permitindo planejamentos financeiros de longo prazo com correção monetária e juros reais garantidos pelo governo federal.

Perfil do pequeno poupador e prazos de preferência

A democratização do acesso aos títulos públicos é evidenciada pela forte presença de pequenos investidores no programa. De um total de 1.530.276 operações de compra realizadas em junho, mais de três quartos corresponderam a transações de até R$ 5 mil, somando 75,4% do total. O perfil de varejo fica ainda mais claro ao notar que as aplicações de até R$ 1 mil representaram, sozinhas, metade de todas as operações realizadas, atingindo 50,7%.

Apesar da forte presença de pequenas aplicações, o valor médio por operação no mês de junho ficou estabelecido em R$ 9.648,34. No que diz respeito aos prazos de vencimento dos papéis, os investidores demonstraram clara preferência por títulos de médio prazo:

* Prazos de cinco a dez anos: Lideraram a procura, representando 45,7% do volume financeiro vendido.
* Prazos de até cinco anos: Ficaram na segunda posição, correspondendo a 37,9% do total negociado.
* Prazos acima de dez anos: Concentraram a menor parcela das operações, com 16,4% de participação.

Estoque recorde e o papel dos títulos públicos na economia

O crescimento contínuo das vendas do Tesouro Direto impulsionou o estoque total do programa para um patamar de R$ 262,47 bilhões ao final de junho. Esse montante representa uma elevação de 4,57%

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29 de julho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Divulgação|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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