O governador Jerônimo Rodrigues participou, em Brasília, da assinatura de um convênio voltado ao monitoramento e à pesquisa da produção cacaueira no território baiano. A articulação envolve o Ministério da Agricultura e Pecuária, atuando por intermédio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, além da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional.
Resumo rápido:
- Acordo assinado em Brasília prevê monitoramento da lavoura cacaueira na Bahia.
- Parceria entre órgãos federais e estaduais abre caminho para estimar volume de safra.
- Dados subsidiados devem auxiliar planejamento de produtores e formulação de políticas públicas.
Como funcionará a nova previsão para a cadeia produtiva
A implementação do acordo viabilizará o acompanhamento técnico da produção de cacau, permitindo estimar volumes e organizar informações estratégicas para o cultivo e a comercialização. Segundo o governo estadual, os dados subsidiarão decisões sobre crédito rural, seguro agrícola e o planejamento nas propriedades, além de apoiar gestores na criação de políticas públicas para o setor.
O governador Jerônimo Rodrigues pontuou sobre a relevância de dimensionar a capacidade produtiva do estado. “Estamos unindo esforços entre o Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura e da Ceplac, o setor empresarial e o Governo do Estado para conhecer melhor a capacidade de produção de cacau da Bahia. Esse diagnóstico é fundamental para nos anteciparmos às necessidades do setor, planejarmos políticas públicas e construirmos iniciativas que contribuam para fortalecer a atividade e dar melhores condições aos produtores. É um trabalho de parceria para valorizar a lavoura cacaueira e a importância que ela tem para a Bahia”, destacou o governador.
Integração entre secretarias e órgãos federais
A articulação técnica reúne a experiência da Ceplac e a capilaridade da CAR no atendimento às comunidades rurais. A secretária de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, avaliou que o alinhamento institucional atende às distintas realidades dos agricultores. “Essa parceria fortalece a articulação entre as instituições e aprimora o planejamento das ações voltadas à cacauicultura baiana. Com informações atualizadas sobre a produção, podemos qualificar as políticas públicas, valorizar os produtores e ampliar as oportunidades para o desenvolvimento rural”, afirmou.
Na mesma linha, o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, confirmou o início das atividades práticas. “Já iniciamos o trabalho para construir a previsão de safra de cacau na Bahia. Esse acompanhamento vai qualificar as informações sobre o desempenho da lavoura e oferecer subsídios importantes para orientar ações, investimentos e políticas públicas voltadas ao setor. Com a integração entre as instituições, buscamos fortalecer a cacauicultura baiana e ampliar as oportunidades para os produtores”, destacou Jeandro Ribeiro.
Alinhamento com o cenário de outras commodities agrícolas
O secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Vivaldo Góis, observou que a iniciativa equipara o cacau a outras culturas de grande expressão comercial no país, que já contam com levantamentos oficiais regulares. “A Seagri, como órgão formulador e articulador dessas políticas públicas, atua para reunir os governos estadual e federal em torno do acordo. Garantimos que ele siga o Plano Estadual da Cacauicultura, com equilíbrio entre a agricultura familiar e o agronegócio de média e grande escala. E levamos à agenda de pesquisas as demandas das Câmaras Setoriais”, afirmou o secretário.
A tradição cacaueira da Bahia concentra-se sobretudo na região sul, onde a cultura possui forte significado social e econômico. Com o monitoramento sistemático, busca-se consolidar dados consistentes para orientar investimentos na cadeia produtiva, integrando pequenos produtores e o setor industrial em um patamar comparável ao de lavouras como milho, soja e algodão.
Perguntas Frequentes
Qual é o principal objetivo do acordo firmado em Brasília?
O convênio tem como meta estabelecer pesquisa e monitoramento contínuo da lavoura cacaueira em todo o estado da Bahia, criando condições para estimar a previsão de safra e orientar investimentos.
Quais órgãos participam diretamente da cooperação técnica?
O pacto une o Ministério da Agricultura e Pecuária, através da Ceplac, com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional.
De que forma a iniciativa impacta o dia a dia dos produtores?
A expectativa oficial é que os dados forneçam suporte para o planejamento nas propriedades, decisões sobre crédito rural, contratação de seguro agrícola e formulação de diretrizes públicas para a cacauicultura.


