Cidadãos e empresas que mantêm recursos não movimentados em instituições financeiras voltaram a registrar alta no volume total acumulado, conforme os registros mais recentes divulgados recentemente pelo Banco Central. O montante de dinheiro esquecido em bancos e outras entidades do setor financeiro alcançou o patamar de R$ 5,79 bilhões, contabilizando os dados consolidados até agosto.
Resumo rápido:
- Volume de recursos esquecidos em bancos chega a R$ 5,79 bilhões em agosto.
- A maior parte dos titulares tem direito a quantias inferiores a R$ 10.
- A consulta e o resgate devem ser realizados exclusivamente pelo SVR.
Distribuição dos recursos nas instituições
Os recursos esquecidos estão distribuídos entre diferentes tipos de instituições financeiras, com destaque para os bancos, que concentram a maior fatia do montante total disponível para resgate. Segundo os dados divulgados, as instituições bancárias respondem por R$ 2,46 bilhões, o que representa 42,4% de todo o volume acumulado.
O restante do capital pertence a administradoras de consórcios, que somam R$ 1,97 bilhão, além de cooperativas de crédito com R$ 805,6 milhões. O levantamento também aponta saldos em instituições de pagamento, totalizando R$ 369,6 milhões, seguidas por financeiras com R$ 121 milhões, corretoras e distribuidoras com R$ 68 milhões, e outras entidades com R$ 5 milhões. Em termos de público beneficiado, o montante de R$ 4,31 bilhões está vinculado a 23,94 milhões de pessoas físicas, enquanto outros R$ 1,48 bilhão pertencem a 2,36 milhões de empresas cadastradas no sistema.
| Segmento Financeiro | Valor Total (em bilhões de reais) | Percentual ou Participação |
|---|---|---|
| Bancos | R$ 2,46 bilhões | 42,4% do total |
| Administradoras de consórcios | R$ 1,97 bilhão | Não especificado |
| Cooperativas de crédito | R$ 805,6 milhões | Não especificado |
| Instituições de pagamento | R$ 369,6 milhões | Não especificado |
| Financeiras | R$ 121 milhões | Não especificado |
| Corretoras e distribuidoras | R$ 68 milhões | Não especificado |
Faixas de valores e perfil dos beneficiários
A maior parte dos beneficiários cadastrados no sistema possui direito ao resgate de quantias consideradas pequenas. Conforme o levantamento oficial disponibilizado, 69,4% dos valores disponíveis para resgate não ultrapassam a marca de R$ 10.
Outra parcela expressiva, correspondente a 18,95% dos registros, está situada na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100. Já os montantes que variam de R$ 100,01 a R$ 1 mil representam 9,39% do total. Por fim, apenas 2,21% dos titulares possuem valores superiores a R$ 1 mil para resgatar junto às instituições. Esses saldos remanescentes costumam vir de contas correntes ou poupanças encerradas com saldo positivo, tarifas cobradas indevidamente, cotas de consórcios e sobras líquidas de cooperativas de crédito.
Procedimentos de consulta e resgate
O procedimento para verificar a existência de saldos remanescentes deve ser feito exclusivamente por meio do Sistema Valores a Receber, plataforma digital mantida pelo Banco Central. Para realizar a verificação em nome de pessoas físicas, é preciso fornecer o CPF e a respectiva data de nascimento. No caso de pessoas jurídicas, o sistema exige o preenchimento com as informações corporativas correspondentes.
Para efetivar o resgate dos recursos, o usuário precisa acessar a plataforma utilizando uma conta no portal unificado do governo com nível de segurança prata ou ouro. Após a validação das credenciais, o titular deve examinar o termo de responsabilidade, conferir a instituição financeira responsável pelo pagamento e selecionar a modalidade de devolução oferecida. Quando a opção de transferência via Pix estiver disponível para a transação, o dinheiro poderá ser creditado em até 12 dias úteis, de acordo com as diretrizes operacionais do serviço. Quem não utiliza chave Pix precisa estabelecer contato direto com a entidade financeira indicada para definir outra forma de recebimento. Para valores de pessoas falecidas, o acesso cabe a herdeiros, inventariantes ou representantes legais.
Alerta contra fraudes e golpes financeiros
Diante da circulação de informações sobre valores disponíveis, autoridades monetárias reforçam orientações de segurança para impedir que cidadãos sejam vítimas de fraudes aplicadas por golpistas na internet.
O Banco Central enfatiza que o serviço de consulta é totalmente gratuito e que nenhum pagamento deve ser feito a intermediários para reaver o dinheiro. Entre as principais recomendações estão a utilização única do endereço eletrônico oficial da instituição, a recusa de links recebidos por aplicativos de mensagens ou correio eletrônico, e a proteção de senhas pessoais. A administração pública não realiza contatos telefônicos nem envia mensagens eletrônicas solicitando dados cadastrais para a liberação de valores.
Perguntas Frequentes
Como realizar a consulta de dinheiro esquecido?
A verificação deve ser feita exclusivamente no site oficial do Sistema Valores a Receber, informando CPF e data de nascimento para pessoas físicas ou os dados da empresa para pessoas jurídicas.
Quanto tempo demora para o dinheiro cair na conta?
Segundo as orientações do serviço, quando a opção de transferência por Pix estiver disponível, a quantia poderá ser transferida em até 12 dias úteis.
É preciso pagar alguma taxa para reaver os valores?
Não. O serviço oferecido pelo Banco Central é gratuito, e a instituição reforça que os usuários devem desconfiar de cobranças antecipadas ou intermediários que prometem a liberação do dinheiro.


