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Montante de dinheiro esquecido em bancos sobe para R$ 5,8 bilhões

Por Rafael Sampaio | Publicado em
dinheiro esquecido
viarami / Pixabay
📖 Leitura: 5 Min

Cidadãos e empresas que mantêm recursos não movimentados em instituições financeiras voltaram a registrar alta no volume total acumulado, conforme os registros mais recentes divulgados recentemente pelo Banco Central. O montante de dinheiro esquecido em bancos e outras entidades do setor financeiro alcançou o patamar de R$ 5,79 bilhões, contabilizando os dados consolidados até agosto.

Resumo rápido:

  • Volume de recursos esquecidos em bancos chega a R$ 5,79 bilhões em agosto.
  • A maior parte dos titulares tem direito a quantias inferiores a R$ 10.
  • A consulta e o resgate devem ser realizados exclusivamente pelo SVR.

Distribuição dos recursos nas instituições

Os recursos esquecidos estão distribuídos entre diferentes tipos de instituições financeiras, com destaque para os bancos, que concentram a maior fatia do montante total disponível para resgate. Segundo os dados divulgados, as instituições bancárias respondem por R$ 2,46 bilhões, o que representa 42,4% de todo o volume acumulado.

O restante do capital pertence a administradoras de consórcios, que somam R$ 1,97 bilhão, além de cooperativas de crédito com R$ 805,6 milhões. O levantamento também aponta saldos em instituições de pagamento, totalizando R$ 369,6 milhões, seguidas por financeiras com R$ 121 milhões, corretoras e distribuidoras com R$ 68 milhões, e outras entidades com R$ 5 milhões. Em termos de público beneficiado, o montante de R$ 4,31 bilhões está vinculado a 23,94 milhões de pessoas físicas, enquanto outros R$ 1,48 bilhão pertencem a 2,36 milhões de empresas cadastradas no sistema.

Segmento Financeiro Valor Total (em bilhões de reais) Percentual ou Participação
Bancos R$ 2,46 bilhões 42,4% do total
Administradoras de consórcios R$ 1,97 bilhão Não especificado
Cooperativas de crédito R$ 805,6 milhões Não especificado
Instituições de pagamento R$ 369,6 milhões Não especificado
Financeiras R$ 121 milhões Não especificado
Corretoras e distribuidoras R$ 68 milhões Não especificado

Faixas de valores e perfil dos beneficiários

A maior parte dos beneficiários cadastrados no sistema possui direito ao resgate de quantias consideradas pequenas. Conforme o levantamento oficial disponibilizado, 69,4% dos valores disponíveis para resgate não ultrapassam a marca de R$ 10.

Outra parcela expressiva, correspondente a 18,95% dos registros, está situada na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100. Já os montantes que variam de R$ 100,01 a R$ 1 mil representam 9,39% do total. Por fim, apenas 2,21% dos titulares possuem valores superiores a R$ 1 mil para resgatar junto às instituições. Esses saldos remanescentes costumam vir de contas correntes ou poupanças encerradas com saldo positivo, tarifas cobradas indevidamente, cotas de consórcios e sobras líquidas de cooperativas de crédito.

Procedimentos de consulta e resgate

O procedimento para verificar a existência de saldos remanescentes deve ser feito exclusivamente por meio do Sistema Valores a Receber, plataforma digital mantida pelo Banco Central. Para realizar a verificação em nome de pessoas físicas, é preciso fornecer o CPF e a respectiva data de nascimento. No caso de pessoas jurídicas, o sistema exige o preenchimento com as informações corporativas correspondentes.

Para efetivar o resgate dos recursos, o usuário precisa acessar a plataforma utilizando uma conta no portal unificado do governo com nível de segurança prata ou ouro. Após a validação das credenciais, o titular deve examinar o termo de responsabilidade, conferir a instituição financeira responsável pelo pagamento e selecionar a modalidade de devolução oferecida. Quando a opção de transferência via Pix estiver disponível para a transação, o dinheiro poderá ser creditado em até 12 dias úteis, de acordo com as diretrizes operacionais do serviço. Quem não utiliza chave Pix precisa estabelecer contato direto com a entidade financeira indicada para definir outra forma de recebimento. Para valores de pessoas falecidas, o acesso cabe a herdeiros, inventariantes ou representantes legais.

Alerta contra fraudes e golpes financeiros

Diante da circulação de informações sobre valores disponíveis, autoridades monetárias reforçam orientações de segurança para impedir que cidadãos sejam vítimas de fraudes aplicadas por golpistas na internet.

O Banco Central enfatiza que o serviço de consulta é totalmente gratuito e que nenhum pagamento deve ser feito a intermediários para reaver o dinheiro. Entre as principais recomendações estão a utilização única do endereço eletrônico oficial da instituição, a recusa de links recebidos por aplicativos de mensagens ou correio eletrônico, e a proteção de senhas pessoais. A administração pública não realiza contatos telefônicos nem envia mensagens eletrônicas solicitando dados cadastrais para a liberação de valores.

Perguntas Frequentes

Como realizar a consulta de dinheiro esquecido?

A verificação deve ser feita exclusivamente no site oficial do Sistema Valores a Receber, informando CPF e data de nascimento para pessoas físicas ou os dados da empresa para pessoas jurídicas.

Quanto tempo demora para o dinheiro cair na conta?

Segundo as orientações do serviço, quando a opção de transferência por Pix estiver disponível, a quantia poderá ser transferida em até 12 dias úteis.

É preciso pagar alguma taxa para reaver os valores?

Não. O serviço oferecido pelo Banco Central é gratuito, e a instituição reforça que os usuários devem desconfiar de cobranças antecipadas ou intermediários que prometem a liberação do dinheiro.

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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