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Anitta detalha bastidores do novo álbum com foco em religiões afro-brasileiras

Por Rafael Sampaio | Publicado em 12/08/2026 às 11:29
album de Anitta
Fernando Frazão/Agência Brasil
📖 Leitura: 4 Min🕒 Publicado: 12/08/2026 às 11:29

A cantora Anitta utilizou sua trajetória de fé, ancestralidade e busca por equilíbrio pessoal como matéria-prima para a construção de seu oitavo álbum de estúdio, intitulado *Equilibrivm II*. Composto por 17 faixas que misturam atabaques, agogôs, sanfonas e batidas de funk, o projeto marca uma fase de maior aprofundamento da artista nas sonoridades ligadas às religiões afro-brasileiras e aos ritmos urbanos. A revelação aconteceu durante uma edição especial do programa *Sem Censura*, exibido pela TV Brasil na última terça-feira (11).

  • Anitta lançou o álbum Equilibrivm II, oitavo de sua carreira, com 17 faixas inspiradas em suas vivências espirituais.
  • A artista revelou na TV Brasil que precisou lidar com o preconceito e o receio de impactos comerciais ao assumir sua devoção ao candomblé.
  • O processo criativo também foi motivado por uma reestruturação física e mental após exaustiva rotina de turnês internacionais.

Fé, ancestralidade e o novo álbum de Anitta

Durante a entrevista conduzida por Cissa Guimarães, a artista detalhou que as referências presentes no album de Anitta refletem sua história pessoal desde a infância. Devota do candomblé e filha de Logunedé — Orixá associado à beleza, à riqueza e à inteligência —, ela conviveu com diferentes tradições religiosas em casa. Aos oito anos, era levada pela mãe a uma igreja todos os domingos, enquanto o pai, ligado à umbanda e posteriormente pai de santo, aproximou-a das matrizes africanas.

A decisão de falar publicamente sobre a religiosidade demorou a ocorrer por receio de represálias comerciais. Em 2018, quando passou por um período de reclusão religiosa conhecida popularmente como “fazer santo”, a cantora ficou um mês no terreiro. “Com essa rapidez da internet, um dia, dois, uma semana de silêncio é muito tempo. Só que nessa época eu estava fazendo santo, e a gente fica ali deitada para o seu santo de cabeça no terreiro de candomblé por um mês”, explicou. “Eu não tinha saído do armário ainda, porque, na época, era muito prejudicial para as publicidades, para as campanhas, para você fazer dinheiro, para você vender. Era perigosíssimo.”

Saúde mental e conexões históricas

O ritmo intenso de viagens da carreira internacional levou a cantora a um quadro de exaustão física. Segundo seu relato, a rotina contava com apenas uma folga mensal, o que provocou inflamações e perda da capacidade de recuperação do organismo. A busca por ajuda terapêutica com Max Tovar resultou em um retiro onde parte das composições do novo trabalho foi estruturada.

Além da espiritualidade, a artista estabeleceu paralelos entre sua trajetória e a de Carmen Miranda. Após ler uma biografia da histórica intérprete, Anitta identificou semelhanças profundas nas personalidades, diferenciadas apenas pelo contexto temporal. A reflexão sobre os limites impostos pela exposição pública também serviu para repensar sua relação com o trabalho. A edição especial contou ainda com a participação da diretora artística Nídia Aranha, do babalorixá e antropólogo Rodney William, do jornalista Hugo Gloss e da debatedora Luana Xavier.

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Perguntas Frequentes

O que é o álbum *Equilibrivm II*?

Trata-se do oitavo álbum da carreira de Anitta, composto por 17 faixas que misturam sonoridades das religiões afro-brasileiras, música popular e ritmos urbanos.

Qual é a relação de Anitta com as religiões de matriz africana?

A cantora é devota do candomblé e filha de Orixá Logunedé. Ela mantém ligação com a religiosidade desde a infância, influenciada por seu pai, que se tornou pai de santo.

Quem participou da entrevista no programa Sem Censura?

A edição especial foi apresentada por Cissa Guimarães e contou com Anitta, além dos convidados Nídia Aranha, Rodney William, Hugo Gloss e Luana Xavier.


12 de agosto de 2026|Fonte: Agência Brasil|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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