Mais de três milhões de cidadãos paraibanos formam a base do colégio eleitoral que define, nas urnas, os rumos políticos do estado com seis chapas na disputa pelo comando do Poder Executivo estadual.
Resumo rápido:
- Seis concorrentes disputam o governo paraibano no pleito deste ano.
- O eleitorado estadual ultrapassa três milhões de pessoas aptas a votar.
- A disputa abrange múltiplos cargos federais e estaduais no primeiro turno.
O perfil demográfico do eleitorado paraibano
O eleitorado da Paraíba é composto por 3.247.397 pessoas aptas a exercer o sufrágio, apresentando uma nítida maioria feminina que alcança 53% do total, enquanto os homens representam 47%. No tocante à autodeclaração de cor e raça perante a Justiça Eleitoral, a parcela parda lidera com 62,05%, seguida pelos eleitores brancos que somam 29,15%. Os cidadãos que se declaram pretos correspondem a 7,6%, enquanto os indígenas perfazem 0,68% e os amarelos fecham a estatística com 0,52%. Esses números revelam a pluralidade demográfica de um estado fundamental para a dinâmica geopolítica da região Nordeste, refletindo recortes sociais que influenciam diretamente as estratégias de campanha dos postulantes ao cargo máximo do Palácio da Redenção.
| Perfil Demográfico | Percentual / Dado |
|---|---|
| Eleitorado Total | 3.247.397 eleitores |
| Eleitoras (Mulheres) | 53% |
| Eleitores (Homens) | 47% |
| Autodeclaração Parda | 62,05% |
| Autodeclaração Branca | 29,15% |
| Autodeclaração Preta | 7,6% |
| Autodeclaração Indígena | 0,68% |
| Autodeclaração Amarela | 0,52% |
Os nomes na disputa pelo governo estadual
A corrida eleitoral para o governo da Paraíba conta com seis candidatos registrados, cujos nomes aparecem nas urnas em ordem alfabética conforme a identificação oficial escolhida por cada partido ou federação. A nominata é integrada por Camilo Duarte (PCO), tendo como nome completo Camilo Sobreira Duarte Filho; Cícero Lucena (MDB), registrado como Cícero de Lucena Filho; Efraim Filho (PL), formalmente Efraim de Araújo Morais Filho; Lucas Ribeiro (PP), identificado como Lucas Ribeiro Novais de Araújo; Pedro Coutinho (DC), cujo nome de registro é Pedro Jorge Coutinho Guerra; e Yuri Ezequiel (UP), registrado como Yuri Ezequiel de Lima Silva. Cada um desses concorrentes representa diferentes correntes ideológicas e alianças partidárias que buscam convencer o eleitorado durante a campanha.
O calendário e a estrutura do processo eleitoral
O pleito está estruturado em duas etapas distintas, sendo o primeiro turno estabelecido para o dia 4 de outubro, data em que os eleitores comparecem às seções eleitorais para depositar seus votos para deputado federal, deputado estadual, dois representantes para o Senado Federal, além de governador e presidente da República, cargos que incluem obrigatoriamente seus respectivos vices. A composição da chapa ao Senado é formada por um titular e dois suplentes. Caso nenhum dos postulantes ao governo estadual ou à presidência alcance a maioria absoluta, ultrapassando 50% dos votos válidos — critério que exclui os votos brancos e os nulos —, um segundo turno é realizado no dia 25 do mesmo mês.
A dinâmica histórica das eleições executivas estaduais
Historicamente, o processo de escolha dos governadores brasileiros tem passado por sucessivas transformações normativas desde a redemocratização, consolidando o sistema de dois turnos para municípios e estados com mais de duzentos mil eleitores. Na Paraíba, assim como em outras unidades federativas nordestinas, a disputa pelo executivo estadual costuma ser marcada por fortes alianças locais, polarizações regionais e pela necessidade de palanques estruturados que alcancem desde os grandes centros urbanos, como João Polo e Campina Grande, até os municípios do interior. A capilaridade das legendas partidárias e a capacidade de mobilização do eleitorado feminino, que constitui a maioria no estado, historicamente definem os rumos das campanhas bem-sucedidas.
Consequências práticas para a governabilidade local
A escolha do novo chefe do executivo estadual impacta diretamente a gestão de políticas públicas essenciais, como saúde, segurança pública, infraestrutura viária e educação básica na Paraíba. Um governo estadual com ampla base de apoio na Assembleia Legislativa tende a aprovar com maior celeridade pautas orçamentárias e reformas administrativas, enquanto administrações que enfrentam forte oposição legislativa costumam precisar de articulação política constante para evitar impasses institucionais. Além disso, a sintonia ou o distanciamento político entre o governo estadual e o governo federal frequentemente determinam a velocidade de liberação de repasses financeiros voluntários e a execução de grandes obras de parceria público-privada.
Orientações práticas para o dia da votação
Para exercer o direito ao voto de maneira regular e sem transtornos, o cidadão paraibano deve seguir um conjunto de recomendações logísticas e legais estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Primeiramente, é indispensável verificar o local exato de votação com antecedência por meio do aplicativo e-Título ou do portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral. No dia do pleito, leve um documento oficial com foto, como RG, CNH, passaporte ou carteira de trabalho digitalizada. A ordem de votação na urna eletrônica geralmente inicia com os cargos legislativos de menor complexidade e culmina com os cargos executivos de governador e presidente. Caso tenha dúvidas sobre os números dos candidatos, é permitido o uso de uma folha de rascunho (“colinha”) preenchida com os códigos numéricos de preferência.
A importância da participação cidadã na democracia
A análise do panorama eleitoral paraibano revela que a densidade do colégio eleitoral não representa apenas um número estatístico, mas a expressão viva da soberania popular em uma democracia representativa. O engajamento do eleitor na escolha consciente de seus representantes assegura a legitimidade das instituições públicas e fomenta a fiscalização dos atos governamentais nos anos subsequentes. A pluralidade de candidaturas apresentadas neste pleito demonstra a vitalidade do debate político local, permitindo que diferentes visões de sociedade sejam debatidas abertamente nas urnas.
Perguntas Frequentes
Quantos candidatos disputam o governo da Paraíba?
Existem exatamente seis candidatos concorrendo ao cargo de governador do estado nas eleições deste ano, representando diferentes legendas e coligações partidárias.
Qual é o tamanho do eleitorado apto a votar no estado?
O estado conta com 3.247.397 eleitores aptos a comparecer às urnas, sendo composto por 53% de mulheres e 47% de homens.
Como funciona a regra para a realização do segundo turno?
O segundo turno ocorre caso nenhum dos candidatos atinja mais de 50% dos votos válidos — desconsiderando os votos brancos e nulos — durante a votação realizada no primeiro turno, em 4 de outubro.
