Centenas de publicações fraudulentas simulando o programa federal de renegociação de débitos financeiros circularam em plataformas digitais ao longo de dois meses e meio, segundo uma pesquisa acadêmica recente. O material foi monitorado pelo Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O mapeamento identificou 544 registros irregulares vinculados aos canais da empresa Meta, incluindo Instagram, Facebook, WhatsApp, Threads e Messenger, além de espaços de terceiros na Audience Network. A investigação ocorreu entre o primeiro dia de abril e a metade de junho deste ano.
Resumo rápido:
- Estudo da UFRJ identificou 544 anúncios falsos sobre o Desenrola Brasil em plataformas da Meta.
- Fraudes utilizaram nomes oficiais e programas inexistentes para coletar dados sigilosos e aplicar golpes.
- A Meta informou que removeu milhões de anúncios fraudulentos e utiliza inteligência artificial no combate.
Estratégia dos criminosos e páginas falsas
As ações fraudulentas foram distribuídas por quarenta e oito páginas distintas. Um grupo de trinta e quatro perfis utilizou a nomenclatura exata da iniciativa federal para veicular duzentas e setত্রের publicações enganosas.
Outras quinze páginas inventaram um programa governamental fictício chamado Libera Brasil, disparando duzentos e sessenta e quatro informes falsificados. Uma das contas chegou a combinar ambas as nomenclaturas para atrair vítimas.
O levantamento detalhou que setenta e dois por cento dos conteúdos usam indevidamente marcas institucionais ou privadas. Além disso, quase vinte por cento direcionam para endereços eletrônicos simulados, enquanto mais de trinta e oito por cento empregam inteligência artificial na fabricação dos materiais.
Falta de fiscalização e coleta de dados
Os pesquisadores alertam que a mistura de conteúdos legítimos e ilegítimos eleva a vulnerabilidade dos consumidores. A diretora do laboratório responsável pelo estudo destacou que a ausência de filtros adequados nas plataformas facilita a ação dos criminosos.
– Coleta de informações pessoais e sigilosas das vítimas.
– Direcionamento para conversas em aplicativos de mensagens instantâneas.
– Uso de falsas promessas financeiras e artifícios de urgência para induzir cliques.
As autoridades já haviam determinado sanções e multas milionárias contra a empresa responsável no passado, mas os esquemas ressurgiram com força total após o lançamento da segunda fase da iniciativa de crédito.
Resposta da empresa e medidas de segurança
Em nota oficial, a companhia responsável pelas redes sociais afirmou que o combate a fraudes é uma prioridade constante. A organização destacou o uso de inteligência artificial e modelos avançados de linguagem para identificar violações.
A empresa reportou a remoção de mais de cento e cinquenta e nove milhões de publicações irregulares e a desativação de milhões de contas associadas a redes de crimes cibernéticos. A corporação também garantiu que colabora com as autoridades brasileiras dentro da legislação vigente.
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Perguntas Frequentes
Quantos anúncios falsos foram identificados pelo estudo?
O levantamento contabilizou 544 anúncios fraudulentos veiculados em plataformas da Meta no período de dois meses e meio.
Quais estratégias os golpistas utilizavam nos anúncios?
Eles usavam nomes oficiais do programa federal, inventavam iniciativas governamentais fictícias, aplicavam inteligência artificial e criavam falsa urgência para roubar dados.
Qual foi a resposta da Meta sobre o caso?
A empresa informou que prioriza o combate a fraudes, utilizando inteligência artificial para remover milhões de anúncios irregulares e desativar contas ligadas a crimes.

