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Pesquisa inédita revela que mulheres são maioria no setor de

Por Rafael Sampaio | Atualizado em 02/08/2026 às 23:00
mercado de seguros
Marcelo Camargo/Agência Brasil
📖 Leitura: 5 Min🕒 Publicado: 02/08/2026 às 23:00

As mulheres constituem a maioria absoluta da força de trabalho no mercado de seguros e de previdência privada aberta no Brasil, mas encontram barreiras significativas para alcançar os postos mais altos de comando. É o que revela a primeira edição da pesquisa FeMa Meter, divulgada recentemente pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia federal responsável pela fiscalização e regulação do setor no país.

O levantamento inédito mapeou informações detalhadas de 142 empresas supervisionadas pelo órgão regulador, traçando um panorama abrangente sobre a participação feminina tanto no ambiente corporativo quanto no perfil de consumo de apólices e planos de previdência. Os dados demonstram que, embora as profissionais sustentem a operação diária das companhias, o acesso às decisões estratégicas e às esferas máximas de poder ainda é amplamente desfavorável às mulheres.

Resumo rápido:

  • Mulheres representam 54,4% da força de trabalho no mercado de seguros e previdência privada.
  • Presença feminina cai para 28,5% em cargos de gestão executiva e 18,5% nos conselhos.
  • Estudo inédito da Susep busca embasar novas políticas públicas de inclusão no setor.

O contraste entre a base operacional e a cúpula empresarial

De acordo com o mapeamento da Susep, as mulheres respondem por 54,4% dos postos de trabalho nas 142 empresas participantes da iniciativa. No entanto, essa proporção se inverte drasticamente quando a análise avança para a hierarquia corporativa. Nos cargos de gestão executiva, as mulheres ocupam apenas 28,5% das vagas. O cenário é ainda mais restrito nos conselhos de administração, onde o contingente feminino representa minguados 18,5%.

A pesquisa evidencia um afunilamento progressivo: quanto maior o nível hierárquico e o poder de decisão dentro das instituições financeiras e seguradoras, menor é a representatividade feminina. Esse desequilíbrio estrutural reflete um desafio histórico enfrentado por trabalhadoras no setor corporativo brasileiro, onde a qualificação e a presença numérica na base não se convertem automaticamente em ascensão para cargos de alta diretoria.

Radiografia metodológica e o papel regulatório da Susep

A elaboração do estudo teve como marco temporal o dia 31 de dezembro de 2024, data de referência para a coleta de informações enviadas pelas 142 companhias supervisionadas. Do total de participantes, 129 operam como sociedades seguradoras, enquanto 13 atuam estritamente como entidades abertas de previdência complementar.

Para a execução técnica, a Susep utilizou a ferramenta internacional FeMa Meter — desenvolvida pela Access to Insurance Initiative, uma organização sem fins lucrativos voltada para a inclusão em seguros em mercados emergentes. Os dados internacionais foram cruzados com planilhas proprietárias da autarquia brasileira, focadas em segmentos específicos como seguros de automóveis, seguros residenciais e previdência privada aberta. Todo o material passou por rigorosas etapas de validação e cotejamento com as bases oficiais da reguladora.

O projeto está inserido no Plano de Regulação da Susep para 2025. O objetivo institucional da autarquia é transformar os dados levantados em insumos estratégicos para a formulação de políticas públicas voltadas à equidade e à inclusão no mercado securitário brasileiro.

Comportamento de consumo e o perfil de clientes no setor

Além de avaliar a força de trabalho interna, o levantamento da Susep investigou o comportamento das mulheres na condição de consumidoras de produtos financeiros e securitários. Os resultados apontam que o público feminino ainda contrata menos apólices de seguros e planos de previdência privada aberta do que os homens.

Para a autarquia, decodificar esse padrão de consumo é uma etapa fundamental para ampliar a inclusão financeira e fomentar o desenvolvimento de produtos comerciais mais alinhados às necessidades e à realidade das consumidoras. A ampliação do acesso a esses serviços é vista por especialistas como um pilar essencial para a estabilidade econômica e a proteção patrimonial das famílias brasileiras. O relatório integral com todas as métricas e recortes regionais encontra-se disponível para consulta pública no portal oficial da Susep.

Perguntas e Respostas (FAQ)

O que é a pesquisa FeMa Meter divulgada pela Susep?

Trata-se de um levantamento inédito que mapeia a participação das mulheres tanto como profissionais na força de trabalho quanto como consumidoras no mercado de seguros e de previdência privada aberta no Brasil, utilizando dados de 142 empresas supervisionadas.

Qual é a proporção de mulheres em cargos de liderança nas seguradoras?

Embora representem 54,4% dos trabalhadores do setor, as mulheres ocupam apenas 28,5% dos cargos de gestão executiva e somente 18,5% das vagas nos conselhos de administração das empresas supervisionadas.

Quais tipos de instituições foram avaliadas pelo levantamento?

A pesquisa analisou dados enviados por 142 empresas reguladas pela Susep até 31 de dezembro de 2024, sendo 129 sociedades seguradoras e 13 entidades abertas de previdência complementar.

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2 de agosto de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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