Pacientes atendidos pela rede pública em Salvador e em todo o país passam a contar com novos fármacos de alta tecnologia para o combate a diferentes tipos de tumores, em uma iniciativa articulada pelo governo federal que teve ato realizado no Centro Estadual de Oncologia (Cican).
Resumo rápido:
- Ministério da Saúde iniciou a oferta de nove novos medicamentos oncológicos de alta tecnologia no SUS.
- A iniciativa deve beneficiar mais de 116 mil pessoas em 20 centros de tratamento espalhados pelo país.
- Na Bahia, o lançamento ocorreu no Cican, em Salvador, com a presença da secretária Roberta Santana.
O impacto dos novos tratamentos na rede pública
A chegada de nove fármacos inéditos ao Sistema Único de Saúde atende a demandas aguardadas por pacientes e médicos há mais de dez anos. Os produtos de alta tecnologia incidem diretamente sobre a sobrevida e a qualidade de vida de pessoas diagnosticadas com câncer de mama, próstata, pulmão e linfomas, entre outras neoplasias. A estratégia integra o programa Agora Tem Especialistas, lançado em 2025 para estruturar uma rede abrangente de cuidado oncológico e reduzir o tempo de espera por diagnósticos e procedimentos.
Para viabilizar a entrega dos tratamentos, o Ministério da Saúde assumiu a negociação e compra direta de 10 fármacos, articulou uma ata de preço para que os estados adquiram outros nove com menor custo e ampliou repasses para o custeio de serviços oncológicos em quatro casos. O impacto financeiro estimado para a aquisição desses primeiros produtos chega a R$ 155,4 milhões anuais, enquanto o conjunto total das ações na área alcança R$ 4 bilhões por ano.
Atendimento ampliado e novas indicações clínicas
Os tratamentos recém-incorporados contemplam 13 indicações terapêuticas distintas e contam com previsão de alcançar mais de 116 mil pacientes. Nesta primeira fase, a distribuição ocorre em 20 centros especializados em todas as regiões brasileiras, com expansão planejada para o restante da rede até o encerramento do ano. A meta global da gestão federal é incorporar 23 novos medicamentos oncológicos até o final do período, elevando em 35% as alternativas disponíveis no SUS.
Entre os itens de alto custo que passam a integrar a rotina de atendimento está o abemaciclibe, indicado para formas específicas de câncer de mama e cujo valor na rede privada pode atingir R$ 366 mil. O pazopanibe surge como alternativa para pacientes com câncer renal metastático, enquanto o trastuzumabe tem o uso estendido para o tratamento de tumores no estômago. Alguns desses fármacos apresentam custos mensais de até R$ 18 mil e passam a ser obtidos mediante prescrição médica nas Unacons, sem a necessidade de processos de judicialização.
O ato oficial e a articulação na Bahia
O anúncio oficial foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o Ato Nacional da Oncologia sediado no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e transmitido para 18 estados. Na capital baiana, o evento reuniu autoridades no Cican para debater os desdobramentos locais da medida.
“Estamos ampliando e qualificando a rede de câncer em todo o país com o que tem de mais moderno e avançado”
declarou o ministro Alexandre Padilha durante a transmissão simultânea
A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, acompanhou a programação em Salvador e pontuou os reflexos das novidades para os pacientes locais.
“Este foi um importante ato nacional, que marca um avanço no tratamento do câncer no Brasil e na Bahia. Entre os anúncios, estão a atualização dos valores da tabela SUS para procedimentos oncológicos e a incorporação de novos procedimentos e medicamentos”
afirmou Roberta Santana, reforçando que a medida enxerga a saúde pública sob a ótica de investimento social
Perguntas Frequentes
Quais pacientes serão beneficiados pelos novos medicamentos?
A oferta inicial abrange pacientes em tratamento para câncer de mama, próstata, pulmão, linfomas, entre outras indicações, com foco em ampliar o acesso a terapias de alto custo que antes exigiam via judicial.
Onde os remédios já estão disponíveis?
Nesta etapa inicial, a distribuição ocorre em 20 centros de tratamento localizados em diferentes regiões do país, com previsão de expansão gradual para todas as unidades especializadas até o fim do ano.
Como os pacientes podem ter acesso aos tratamentos?
O acesso aos novos fármacos ocorre por meio de prescrição médica emitida nas Unacons integradas à rede pública de saúde, conforme as diretrizes estabelecidas pela Assistência Farmacêutica Oncológica.


