Encontrar uma jiboia, um sagui ou até mesmo um coruja circulando pela área urbana pode causar susto, mas a rotina de proteção ambiental em Salvador não para. Recentemente, dados divulgados revelaram que mais de 5,5 mil animais silvestres foram resgatados na capital baiana em menos de dois anos, demonstrando o trabalho contínuo das equipes especializadas para garantir a segurança tanto da população quanto da fauna local.
Resumo rápido:
- Mais de 5,5 mil animais silvestres foram resgatados em Salvador nos últimos dois anos pelo Gepa.
- Espécies como jiboias, saruês e saguis aparecem com mais frequência em áreas urbanas devido a mudanças climáticas e expansão.
- O cidadão não deve tentar capturar o bicho; o acionamento deve ser feito pelo telefone da Guarda Civil.
Onde os animais silvestres mais aparecem em Salvador?
As solicitações de resgate chegam com maior frequência de bairros tradicionais e de grande circulação. Para as famílias que moram ou transitam nessas regiões, saber que existe uma equipe pronta para agir traz mais tranquilidade, evitando o contato direto com bichos estressados fora de seu habitat.
Os chamados concentram-se principalmente nos bairros da Barra, Pituba, Itaigara, Piatã e Brotas, além de toda a extensão da Avenida Paralela. Nesses locais, o encontro com espécies como jiboias, saruês (sariguês), saguis, corujas, iguanas, jararacas e carcarás exige atenção redobrada de motoristas e pedestres.
O que fazer ao encontrar um animal fora do habitat?
A recomendação principal das autoridades é clara: jamais tente capturar ou afugentar o bicho por conta própria. O simples ato de apanhar um animal silvestre configura crime ambiental, sujeito a multas e detenção conforme a legislação vigente.
Quando retirados da natureza, esses animais ficam assustados e acuados, o que aumenta o risco de ataques ou acidentes domésticos. Para garantir que o resgate ocorra de forma segura, a população deve acionar imediatamente a central de atendimento especializada.
Anote os números de contato para emergências ambientais:
* (71) 3202-5323
* (71) 3202-5343
Ao ligar, a central da Guarda Civil Municipal direciona a demanda para os agentes plantonistas do Grupamento Especial de Proteção Ambiental (Gepa). Os profissionais contam com mais de 400 horas de treinamento em manejo, captura e legislação ambiental para realizar o trabalho com rapidez e segurança.
Após o resgate, os bichos são encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama/Inema, localizado no Parque de Pituaçu, onde passam por avaliação veterinária antes de retornarem à natureza.
Perguntas Frequentes
Por que tantos animais silvestres aparecem nas ruas de Salvador?
Nos períodos de altas temperaturas ou de chuvas intensas, as espécies costumam deixar as áreas de mata em busca de refúgio e alimento, acabando por entrar em residências, comércios e veículos nas áreas urbanas.
Qualquer pessoa pode cuidar de um animal silvestre resgatado?
Não. Criar, manter em cativezzo ou tentar domesticar animais silvestres sem autorização dos órgãos competentes é crime ambiental e coloca a saúde da família em risco.
Para onde vão os animais após o resgate da Guarda Civil?
Eles são levados para o Cetas, no Parque de Pituaçu, onde recebem atendimento de biólogos e veterinários para reabilitação e posterior soltura em seu habitat natural.
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