A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,2% no terceiro trimestre, registrando o menor patamar para o período específico desde o início da série histórica em 2012, conforme os dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
Resumo rápido:
- A taxa de desemprego caiu para 5,2% no terceiro trimestre, menor marca para o período desde 2012.
- A população desocupada diminuiu para 5,6 milhões de pessoas, apontou o IBGE.
- O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou estável no trimestre, somando R$ 3.790.
Panorama da desocupação e da população ocupada
A retração no índice de desocupação veio acompanhada de reduções no volume de pessoas em busca de trabalho e de expansão nos postos de trabalho formais e informais pelo país. No trimestre imediatamente anterior, o indicador havia sido registrado em 5,4%, enquanto no terceiro trimestre de 2025 o patamar correspondente situava-se em 5,6%.
O contingente de pessoas desocupadas totalizou 5,6 milhões no período avaliado. Esse quantitativo representa uma diminuição de 4%, o equivalente a 234 mil pessoas a menos na comparação com o trimestre encerrado em junho, quando a população desocupada somava 5,9 milhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, quando havia 6 milhões de desocupados, a queda foi de 6,9%, eliminando 417 mil pessoas da condição de desocupação.
Crescimento da ocupação e recorde no nível de trabalho
Em contrapartida à redução do desemprego, a população ocupada alcançou 103,6 milhões de pessoas, configurando o maior patamar da série histórica da pesquisa. O contingente registrou alta de 0,6% no trimestre, o que representa o acréscimo de 581 mil trabalhadores, e avanço de 1,2% no comparativo anual, somando 1,2 milhão de novos postos.
O nível da ocupação, indicador que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, também atingiu patamar recorde ao alcançar 59%. O índice apresentou variação positiva de 0,2 ponto percentual frente ao trimestre anterior, que marcava 58,8%, e manteve estabilidade em relação ao igual trimestre do ano anterior, quando o índice foi de 58,7%.
Comportamento da informalidade e dos rendimentos
A taxa de informalidade na economia brasileira situou-se em 37,5% da população ocupada, o que corresponde a 38,8 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, o índice havia sido de 37,4%, com 38,6 milhões de pessoas, enquanto no mesmo período de 2025 a taxa ficou em 37,8%, totalizando 38,7 milhões de trabalhadores na informalidade.
No tocante à remuneração, o IBGE informou que o rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.790. O valor permaneceu estável na margem trimestral, mas registrou expansão de 3,6% na comparação anual, representando um acréscimo de R$ 131. A massa de rendimento real habitual atingiu R$ 387,5 bilhões, marcando o maior volume da série histórica, com altas de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e de 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).
Perguntas Frequentes
Qual foi a taxa de desemprego registrada no terceiro trimestre?
A taxa de desocupação caiu para 5,2% no terceiro trimestre, configurando o menor índice para o período desde 2012, segundo o IBGE.
Qual é o tamanho da população desocupada no país?
A população desocupada ficou estimada em 5,6 milhões de pessoas, o que representa uma redução de 4% em relação ao trimestre anterior.
Como se comportou o rendimento médio dos trabalhadores?
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790, mantendo-se estável no trimestre e com alta de 3,6% em relação ao ano anterior.
