O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (14) que uma exploração em grande escala de petróleo, gás e minerais está prestes a começar na Groenlândia, território autônomo administrado pela Dinamarca no Ártico. A manifestação ocorre em meio a tensões contínuas sobre o controle estratégico da ilha, que possui proibições locais vigentes para novas perfurações em busca de combustíveis fósseis e mineração de urânio.
Resumo rápido:
- Donald Trump afirma que exploração de petróleo e minerais vai começar na Groenlândia.
- Governo local proibiu futuras perfurações e mineração de urânio no território em 2021.
- Acordo militar recente entre EUA, Dinamarca e Groenlândia abriu caminho para bases militares.
O anúncio sobre o Ártico e o acordo de segurança
A declaração do líder norte-americano foi publicada em sua plataforma digital, na qual descreveu a região como “nossa nova e bela Groenlândia” e elogiou os desdobramentos de um pacto de defesa firmado em setembro. O documento de 10 páginas, estabelecido entre os governos dos Estados Unidos, da Dinamarca e da Groenlândia, permitiu a ampliação da presença militar norte-americana na ilha por meio de duas novas bases e do sistema de defesa antimísseis denominado “Domo de Ouro”.
“Uma exploração em grande escala de petróleo, gás e minerais está prestes a começar”, escreveu o presidente norte-americano em postagem, acrescentando que especialistas avaliam a quantidade de petróleo acessível como expressiva em comparação a outros locais globais, embora não tenha detalhado projetos específicos ou licenças formais para tal empreendimento.
O histórico de restrições e as regras locais de mineração
A autonomia da Groenlândia em relação à exploração de recursos naturais tem sido marcada por barreiras regulatórias rigorosas estabelecidas nos últimos anos. Em 2021, o governo local proibiu formalmente a mineração de urânio e interrompeu qualquer futura exploração de petróleo no território.
Apesar das restrições, o governo groenlandês avalia se uma empresa privada do Texas, denominada Greenland Energy, estaria apta a operar com base em concessões concedidas antes da proibição. A companhia manifestou planos de realizar perfurações em 2027 em uma bacia situada na costa leste da ilha, ainda não explorada comercialmente. Na década de 1970, a proprietária anterior, Arco, conduziu estudos sísmicos na área, mas o processo de perfuração não chegou a ser efetivado.
Desdobramentos geopolíticos e reações institucionais
O posicionamento de Washington sobre o território ártico gerou divergências diplomáticas desde 2019, quando propostas de aquisição da ilha foram mencionadas publicamente. Autoridades locais e dinamarquesas reiteraram que o pacto de segurança recente preserva a soberania da Dinamarca e o direito à autodeterminação da população groenlandesa, sem conceder direitos de exploração minerária.
O gabinete do primeiro-ministro da Groenlândia optou por não comentar as declarações recentes, enquanto o Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca e a pasta de Recursos Minerais da Groenlândia mantiveram-se em silêncio diante dos pedidos de esclarecimento. Especialistas em política internacional apontam que o monitoramento das atividades no Ártico permanece central para a segurança estratégica global.
Perguntas Frequentes
Quando o acordo militar entre EUA, Dinamarca e Groenlândia foi assinado?
O pacto de segurança que abriu espaço para novas instalações de defesa na ilha foi firmado em setembro, conforme divulgado pelas autoridades envolvidas.
A Groenlândia permite novas perfurações de petróleo atualmente?
Não. O governo local proibiu toda futura exploração de petróleo e a mineração de urânio em território groenlandês no ano de 2021.
O acordo de setembro concedeu direitos de mineração aos Estados Unidos?
Não. O documento oficial de cooperação militar não incluiu concessões ou direitos voltados à mineração e à perfuração de recursos na ilha.


