As manifestações populares de matriz africana ganham destaque no Baixo Sul baiano com a realização de cortejos que mobilizam comunidades inteiras. A celebração, profundamente enraizada na identidade municipal, destaca-se pelas indumentárias tradicionais, capacetes ornamentados e pelo uso de instrumentos de percussão, como caixas, cuícas, búzios e enxadas percutidas durante os rituais que antecedem o Dia de Finados.
Resumo rápido:
- Nilo Peçanha recebe nova edição da festa cultural
- Programação inclui oficinas, feira e desfiles
- Tradição envolve preservação com novas gerações
Tradição e preservação entre gerações no município
A preservação dos saberes tradicionais da festa conta com a participação ativa de crianças e adolescentes por meio de iniciativas de educação patrimonial. O projeto mantido com apoio estadual promove oficinas voltadas ao aprendizado sobre os muquixis, nome dado às máscaras utilizadas, além da confecção dos trajes característicos. A transmissão oral desses conhecimentos assegura a continuidade das práticas culturais herdadas de povos bantos oriundos de regiões como Congo e Angola.
Para Walmorio San, guardião das tradições locais, o envolvimento dos mais jovens é essencial para a perpetuação da manifestação artística.
“Conseguimos manter o amor pelo grupo através das informações. Essas crianças crescem valorizando ainda mais o bem”
afirma
O impacto da titulação patrimonial na articulação dos grupos
O reconhecimento oficial concedido em 2018 pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), marcou uma mudança na dinâmica entre os praticantes da manifestação cultural, que passou a integrar o Livro do Registro Especial das Expressões Lúdicas e Artísticas.
Antes da titulação oficial, os coletivos atuavam de forma isolada na região. A formalização do registro permitiu uma união maior entre os participantes, culminando na criação de encontros regionais dedicados a debater e fortalecer a continuidade da herança cultural.
“Foi muito importante o reconhecimento da Zambiapunga como patrimônio imaterial do estado. Naquele momento, havia uma separação entre os grupos. Com a patrimonialização, uma coisa importante que aconteceu foi a aproximação dos grupos e o pensamento unificado para que o bem realmente tivesse a finalidade de estar fortalecido”
relata Walmorio San
Programação oficial da semana cultural em Nilo Peçanha
As atividades programadas para o evento ocorrem entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro de 2026, reunindo visitantes e moradores em torno de diversas manifestações artísticas e econômicas.
| Data | Horário | Atividade Principal |
|---|---|---|
| Sexta-feira, 30 de outubro | 9h | Biblioteca Móvel e projetos culturais |
| Sexta-feira, 30 de outubro | 18h | Desfile de belezas e Feira de Economia Solidária |
| Sábado, 31 de outubro | 17h | Cortejo cultural regional |
| Domingo, 1º de novembro | 4h | Cortejo oficial da Zambiapunga |
| Domingo, 1º de novembro | 18h | Cortejo da Zambiapunga Mirim |
Perguntas Frequentes
Quando ocorre o tradicional cortejo oficial?
O desfile principal acontece na madrugada de 1º de novembro, data que antecede o Dia de Finados, com início previsto para as 4h, precedido por uma alvorada às 3h.
Onde o evento é realizado?
Todas as atividades da programação ocorrem no município de Nilo Peçanha, situado no Baixo Sul da Bahia, incluindo praças e sedes de grupos locais.
Quais órgãos participam do reconhecimento da manifestação?
A salvaguarda institucional é atribuída ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e à Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA).
