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Bahia

Zambiapunga em Nilo Peçanha reúne cortejos e cultura ancestral

Nilo Peçanha, Bahia
Por | Publicado em
Zambiapunga em Nilo Peçanha
Fernando Barbosa/Ascom IPAC
📖 Leitura: 4 Min

As manifestações populares de matriz africana ganham destaque no Baixo Sul baiano com a realização de cortejos que mobilizam comunidades inteiras. A celebração, profundamente enraizada na identidade municipal, destaca-se pelas indumentárias tradicionais, capacetes ornamentados e pelo uso de instrumentos de percussão, como caixas, cuícas, búzios e enxadas percutidas durante os rituais que antecedem o Dia de Finados.

Resumo rápido:

  • Nilo Peçanha recebe nova edição da festa cultural
  • Programação inclui oficinas, feira e desfiles
  • Tradição envolve preservação com novas gerações

Tradição e preservação entre gerações no município

A preservação dos saberes tradicionais da festa conta com a participação ativa de crianças e adolescentes por meio de iniciativas de educação patrimonial. O projeto mantido com apoio estadual promove oficinas voltadas ao aprendizado sobre os muquixis, nome dado às máscaras utilizadas, além da confecção dos trajes característicos. A transmissão oral desses conhecimentos assegura a continuidade das práticas culturais herdadas de povos bantos oriundos de regiões como Congo e Angola.

Para Walmorio San, guardião das tradições locais, o envolvimento dos mais jovens é essencial para a perpetuação da manifestação artística.

“Conseguimos manter o amor pelo grupo através das informações. Essas crianças crescem valorizando ainda mais o bem”

afirma

O impacto da titulação patrimonial na articulação dos grupos

O reconhecimento oficial concedido em 2018 pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), marcou uma mudança na dinâmica entre os praticantes da manifestação cultural, que passou a integrar o Livro do Registro Especial das Expressões Lúdicas e Artísticas.

Antes da titulação oficial, os coletivos atuavam de forma isolada na região. A formalização do registro permitiu uma união maior entre os participantes, culminando na criação de encontros regionais dedicados a debater e fortalecer a continuidade da herança cultural.

“Foi muito importante o reconhecimento da Zambiapunga como patrimônio imaterial do estado. Naquele momento, havia uma separação entre os grupos. Com a patrimonialização, uma coisa importante que aconteceu foi a aproximação dos grupos e o pensamento unificado para que o bem realmente tivesse a finalidade de estar fortalecido”

relata Walmorio San

Programação oficial da semana cultural em Nilo Peçanha

As atividades programadas para o evento ocorrem entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro de 2026, reunindo visitantes e moradores em torno de diversas manifestações artísticas e econômicas.

Data Horário Atividade Principal
Sexta-feira, 30 de outubro 9h Biblioteca Móvel e projetos culturais
Sexta-feira, 30 de outubro 18h Desfile de belezas e Feira de Economia Solidária
Sábado, 31 de outubro 17h Cortejo cultural regional
Domingo, 1º de novembro 4h Cortejo oficial da Zambiapunga
Domingo, 1º de novembro 18h Cortejo da Zambiapunga Mirim

Perguntas Frequentes

Quando ocorre o tradicional cortejo oficial?

O desfile principal acontece na madrugada de 1º de novembro, data que antecede o Dia de Finados, com início previsto para as 4h, precedido por uma alvorada às 3h.

Onde o evento é realizado?

Todas as atividades da programação ocorrem no município de Nilo Peçanha, situado no Baixo Sul da Bahia, incluindo praças e sedes de grupos locais.

Quais órgãos participam do reconhecimento da manifestação?

A salvaguarda institucional é atribuída ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e à Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA).

Fábio Silva
Escrito por
Editor de Municípios

Com 32 anos de experiência sólida na radiodifusão, Fábio é o jornalista dedicado a dar voz e visibilidade aos municípios baianos. Conhecedor profundo da realidade regional, ele é o responsável por cobrir os principais acontecimentos, o cotidiano e o desenvolvimento das cidades do interior e da capital. Tendo atuado diretamente em polos como Feira de Santana, Jequié, Serra do Ramalho e Salvador, Fábio produz matérias que conectam os desafios e as conquistas locais ao interesse público. Além da apuração rigorosa no jornalismo municipal, ele aplica sua expertise para garantir que as notícias de cada canto da Bahia alcancem destaque e projeção nacional.

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