O Cine Teatro Glauber Rocha, localizado em Salvador, foi palco da entrega de troféus para dezenas de jovens talentos durante a culminância de uma iniciativa voltada para a produção audiovisual nas escolas. A programação reuniu mais de duzentas pessoas, entre discentes, docentes, diretores e convidados, para celebrar produções cinematográficas desenvolvidas em instituições de ensino.
Resumo rápido:
- Jovens cineastas conquistam premiações em Salvador durante evento cultural.
- Iniciativa exibiu dezenas de obras selecionadas de várias regiões.
- Cerimônia destacou produções de diferentes níveis de ensino.
Destaques da premiação no Cine Teatro Glauber Rocha
A cerimônia realizada em Salvador celebrou produções audiovisuais de alunos de diversas instituições, com destaque para a entrega de troféus a categorias como atuação e direção em curtas-metragens exibidos na mostra oficial.
Dentre os reconhecimentos da noite, o troféu de melhor ator foi entregue a Júlio César dos Santos, de 18 anos, matriculado no Colégio Estadual Carlos Marighella. O jovem interpretou os papéis de Pedro e Nino na obra curta “Novity: ele gosta de menino”.
“Eu ainda estou sem acreditar que fui premiado como melhor ator ao dar vida a dois personagens que passaram em uma tela e atravessaram o peito de muita gente, conquistando muitos corações. É muito gratificante saber que a minha arte conquistou este prêmio”
comemorou o estudante, detalhando que a narrativa teve base em vivências reais
Na categoria de melhor atriz, a conquista veio para Camilla Vieira, da mesma idade, aluna do Colégio Estadual Isaías Alves (ICEIA). A jovem deu vida à personagem Melina no curta intitulado “Lírio Azul”, produção que também acumulou distinções nas áreas de montagem, fotografia e menção honrosa.
“Ela é uma garota que não tem muitas perspectivas, que está presa a coisas do passado, não segue em frente por acreditar que não é capaz. Eu me identifiquei muito com esta personagem, que me ajudou a entender que todo mundo tem uma segunda chance na vida e que o futuro, apesar de ser incerto, guarda para a gente coisas lindas porque a gente pode escrever a nossa própria história”
relatou a discente
Panorama das obras selecionadas e alcance territorial
A curadoria da mostra oficial selecionou dezenas de produções audiovisuais vindas de municípios baianos, englobando trabalhos realizados por matriculados no ensino médio, técnico e superior.
No total, a seleção abrangeu sessenta e seis obras audiovisuais exibidas em sessões no Cine Teatro 2 de Julho, com acesso gratuito para o público. Desse montante, vinte e dois filmes foram realizados por alunos do ensino médio, vinte e oito títulos vieram do ensino técnico e dezesseis surgiram de graduações do ensino superior. A participação estudantil demonstrou amplitude territorial, alcançando centenas de filmes produzidos em dezenas de municípios baianos por meio de escolas públicas e privadas.
O impacto da educomunicação na rede pública
A expansão da educomunicação nas instituições de ensino fomenta novas linguagens pedagógicas e estimula o pensamento crítico dos discentes por meio da linguagem cinematográfica.
Representando a gestão estadual na cerimônia, Djenane Silva dos Santos, coordenadora de Arte e Cultura Estudantil da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), transmitiu a mensagem institucional em nome do secretário da Educação, Marcius Gomes, reforçando a continuidade de investimentos pedagógicos na área cultural.
“Estou muito feliz de estar aqui testemunhando as conquistas dos nossos estudantes. Na nossa rede, temos, também, os projetos artísticos, entre os quais o Produção de Vídeos Estudantil (PROVE). A Bahia produz arte, cultura e eu sempre digo que arte é projeto de vida. O Festival Bahia Ensina e todos que dele participaram estão de parabéns por esta contribuição para a nossa cultura”
declarou a representante da pasta
Origem e expansão do projeto cultural
Nascido no âmbito de uma unidade de ensino profissional em Salvador, o projeto expandiu sua abrangência e consolidou-se como espaço de expressão para jovens cineastas.
Originado no Centro Estadual de Educação Profissional, Formação e Eventos Isaías Alves (ICEIA), o projeto alcançou um patamar expressivo ao contabilizar mais de duzentas produções cinematográficas realizadas por estudantes. A diretora Maribel Costa e Silva pontuou a relevância dessa conquista institucional.
“A gente está ocupando esse lugar do cinema e isso é representativo demais para nós. Conseguimos produzir um evento com a qualidade como este e com a presença de estudantes talentosos, fazendo coisas muito bacanas. É muito especial estar aqui, hoje, contribuindo para que os nossos estudantes produzam arte e cultura”
celebrou
O idealizador e coordenador geral da iniciativa, Jonathan Sampaio, reforçou o papel da semente plantada no ambiente escolar para o fortalecimento da cultura audiovisual no estado.
“O resultado evidencia a potência da educação pública e da educomunicação como ferramentas de expressão e valorização do protagonismo estudantil. E, hoje, com produções vindas de toda a Bahia, vemos a força do audiovisual baiano surgindo a partir das nossas escolas”
avaliou
Perguntas Frequentes
Qual é o objetivo principal do Festival Bahia em Cena?
A iniciativa busca dar visibilidade, voz e espaço às produções audiovisuais realizadas por estudantes, estimulando o protagonismo juvenil e a educomunicação nas escolas.
Onde ocorreu a cerimônia de premiação?
A entrega dos troféus aconteceu no Cine Teatro Glauber Rocha, situado em Salvador, com exibições de filmes também estruturadas no Cine Teatro 2 de Julho.
Quantas obras foram selecionadas para a mostra oficial?
A curadoria selecionou sessenta e seis produções de diferentes níveis de ensino, contemplando trabalhos do ensino médio, técnico e superior.
