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Anvisa aprova cinco novas canetas de semaglutida para diabetes

Por Rafael Sampaio | Atualizado em 30/07/2026 às 02:30
canetas de semaglutida
Marcello Casal jr/Agência Brasil
📖 Leitura: 4 Min🕒 Publicado: 30/07/2026 às 02:30

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de cinco novas canetas de semaglutida nesta quarta-feira (29). Os fármacos são indicados para o tratamento de pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não apresentam controle suficiente da doença. Popularmente conhecidos como remédios emagrecedores, os injetáveis atuam na perda de peso e foram publicados no Diário Oficial da União por meio das resoluções 2.941 e 2.942 de 2026.

Resumo rápido:

  • Anvisa aprovou cinco novos registros de medicamentos à base de semaglutida para diabetes tipo 2.
  • Fármacos sintéticos simulam o hormônio GLP-1 para auxiliar no controle glicêmico e na saciedade.
  • Agência alerta sobre golpes de venda direta na internet e o status do medicamento Retatrutida.

Empresas e laboratórios autorizados

As autorizações foram concedidas a cinco diferentes companhias farmacêuticas e importadoras que submeteram os pedidos de comercialização ao órgão regulador. Cada produto recebeu um registro específico vinculado a um CNPJ devidamente cadastrado:

* Owozy: concedido para a Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda. (CNPJ nº 31.203.582/0001-37).
* Seemasun: registrado para a empresa Sun Farmacêutica do Brasil Ltda. (CNPJ: 05.035.244/0001-23).
* Zempneo: autorizado para a Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. (CNPJ: 05.161.069/0001-10).
* Semavy: concedido à Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. (CNPJ: 61.082.426/0001-26).
* Orsema: registrado em nome da Ranbaxy Farmacêutica Ltda. (CNPJ 73.663.650/0003-52).

Estes novos produtos injetáveis entram no mercado como um complemento à dieta e aos exercícios físicos. O uso é recomendado quando o medicamento metformina se mostra inapropriado devido a contraindicações ou intolerância por parte do paciente.

Mecanismo de ação e volume histórico de registros

Os medicamentos aprovados foram registrados por comparação com o produto biológico Ozempic. Todos utilizam como princípio ativo a semaglutida obtida por via sintética, atuando como análogos ao GLP-1, hormônio natural responsável por estimular a produção de insulina e regular a sensação de saciedade.

De acordo com o órgão regulador, este representa o maior volume de aprovações de registros de medicamentos agonistas do receptor do GLP-1 na história da vigilância sanitária. O avanço nos pedidos ocorreu após o desenvolvimento de versões sintéticas criadas em laboratório no ano de 2022. Atualmente, 68% de todas as solicitações de registro de dispositivos injetáveis para obesidade e diabetes protocoladas na agência referem-se a substâncias sintéticas.

Alerta sobre golpes de venda e status da Retatrutida

A autarquia federal reforça que sua atribuição é autorizar o registro para comercialização legal, protegendo a saúde pública, e que não realiza a venda direta de nenhum fármaco. Anúncios na internet que sugerem a comercialização de canetas emagrecedoras pela própria agência são golpes e devem ser denunciados através da plataforma Fala.BR.

Sobre o medicamento experimental Retatrutida, desenvolvido pela Eli Lilly, a instituição esclarece que o produto ainda não possui aprovação em nenhum país do mundo. Os estudos clínicos de fase final continuam em andamento e a empresa sequer protocolou o pedido de registro no Brasil ou em agências internacionais. Apesar disso, o produto tem sido comercializado ilegalmente por sites e redes sociais, sendo apreendido nas fronteiras como contrabando.

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Perguntas Frequentes

Para que servem as novas canetas de semaglutida aprovadas pela Anvisa?

Elas são indicadas como complemento à dieta e aos exercícios para o tratamento de pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não possuem controle suficiente da doença.

A Anvisa vende medicamentos diretamente ao consumidor?

Não. A agência apenas autoriza o registro para comercialização legal e proteção da saúde pública, sendo falsos quaisquer anúncios na internet que afirmem o contrário.

O medicamento Retatrutida já está liberado para uso?

Não. O produto está em fase de pesquisa clínica, sem aprovação regulamentada em qualquer lugar do mundo, e sua venda atual na internet é considerada ilegal.


29 de julho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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