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Brasil mantém a liderança mundial na taxa de juros reais

Por | Publicado em
juros reais
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
📖 Leitura: 3 Min

O Brasil ocupa atualmente a primeira posição no ranking de juros reais entre 40 países analisados pela consultoria de mercado Moneyou. O índice brasileiro, que desconta a inflação, foi calculado em 9,05%, superando significativamente a média global de 1,27% observada no levantamento publicado nesta semana.

Resumo rápido:

  • O Brasil detém o maior juro real do mundo, atingindo o patamar de 9,05%.
  • A manutenção da Selic em 13,75% mantém o país à frente de Turquia e Argentina.
  • Dados do Banco Central indicam impacto bilionário dos juros na dívida pública nacional.

O cenário econômico e a posição brasileira

A liderança brasileira no ranking de juros reais é acompanhada por uma lista de outras nações com índices elevados. Após o Brasil, o levantamento aponta a Turquia com 7,77%, seguida por Argentina (6,80%), Rússia (6,57%), Colômbia (4,05%), Indonésia (3,67%), México (3,26%), África do Sul (2,93%), Hungria (2,04%) e Chile (1,69%). Em setembro, o Brasil já liderava a lista, porém com um patamar inferior, de 8,45%.

Decisão do Copom e trajetória da Selic

Na quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu a trajetória de queda da taxa básica de juros, iniciada em abril, mantendo a Selic em 13,75% ao ano. A decisão, tomada por unanimidade, foi justificada pela ampliação das incertezas e pela inflação, que permanece acima da meta definida pelo órgão.

Impacto nos custos e na dívida pública

O atual patamar de juros é alvo de críticas por parte da indústria. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a manutenção da taxa é considerada injustificável.

“É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior”

afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban

O Banco Central aponta que os juros elevados são o principal fator para o crescimento da dívida pública. Nos últimos doze meses, o custo com juros superou R$ 1,1 trilhão, montante equivalente a 8,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Em agosto de 2026, a dívida pública atingiu 82,9% do PIB, após ter encerrado 2022 em 71,7%.

Perguntas Frequentes

* Qual é o papel da Selic no controle da inflação?

* O que o Copom sinalizou sobre as próximas reuniões?
O órgão não forneceu pistas sobre a trajetória futura dos juros em seus comunicados recentes.

* Qual a posição dos agentes de mercado sobre a dívida?
Agentes do mercado financeiro têm cobrado um corte de gastos governamentais como estratégia para estabilizar a dívida pública.

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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