Entre 20 de novembro e 10 de dezembro, o governo federal promove a mobilização nacional intitulada “Conectadas, Seguras e Vivas”. A campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher foi anunciada nesta quinta-feira (5) pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes, em participação no programa Bom Dia, Ministra.
Resumo rápido:
- Campanha mobiliza o país de 20 de novembro a 10 de dezembro contra a violência.
- Iniciativa prevê novos protocolos de acolhimento e foco na autonomia econômica feminina.
- Ministério das Mulheres articula medidas com estados e municípios para enfrentar feminicídios.
Ações e protocolos de proteção no período
Durante os 21 dias de engajamento, o governo federal oficializará medidas estruturais voltadas à segurança e ao acolhimento das mulheres em todo o país e em zonas de fronteira.
Entre os pontos principais está a oficialização do protocolo “Não É Não”, que prevê uma portaria para capacitar equipes de bares, restaurantes e estabelecimentos de entretenimento no acolhimento e orientação de mulheres vítimas de importunação. Além disso, a primeira Casa da Mulher Brasileira de Fronteira tem previsão de inauguração até o fim do ano em Foz do Iguaçu (PR), visando estabelecer um pacto do Mercosul para o enfrentamento ao feminicídio. O ministério também lançará, em parceria com a Unesco, o projeto de cooperação técnica (Pro-doc) Espaços Digitais Livres de Violência e promoverá o Dia M, além do livro “Quando o Estado Escuta”.
Foco na autonomia e na representatividade política
O Ministério das Mulheres defende que a proteção feminina depende de uma articulação direta entre renda, trabalho e educação. A gestão busca incentivar estados e municípios a estruturarem diagnósticos de autonomia econômica, utilizando iniciativas como o Programa Acredita e o Mulheres Mil.
Sobre a ocupação de espaços de poder, a ministra Márcia Lopes avaliou os resultados das Eleições 2026.
“Infelizmente, algumas mulheres incríveis não foram eleitas, mas nós tivemos sim um avanço na bancada federal, na Câmara e no Senado. Saímos de 91 para 109 mulheres”
declarou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes
Ela acrescentou:
“Elegemos mulheres negras e jovens que vão dar muito trabalho para os machistas, para os misóginos, para os conservadores que infelizmente ainda temos.”
Mobilização federativa e responsabilidade social
O engajamento na campanha depende da adesão de gestões locais e da sociedade como um todo. A pasta busca integrar as esferas governamentais para garantir que as políticas alcancem todas as dimensões da vida das mulheres.
“Estamos estimulando que cada estado e município se envolva nisso. Estamos falando de todas as dimensões da vida das mulheres e o quanto a sociedade tem responsabilidade nisso”
declarou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes
Perguntas Frequentes
Qual o objetivo da inauguração em Foz do Iguaçu?
A unidade será a primeira Casa da Mulher Brasileira de Fronteira e servirá para dialogar com órgãos de países vizinhos, visando a construção de um pacto do Mercosul para o enfrentamento ao feminicídio.
Como o protocolo “Não É Não” será aplicado na prática?
Por meio da publicação de uma portaria, o ministério formalizará a capacitação de equipes de bares, restaurantes e locais de entretenimento para que saibam como acolher e orientar mulheres vítimas de importunação.
