Pescadores, mergulhadores e moradores de municípios do Extremo Sul baiano passam a contar com instrução técnica direcionada para a captura e o controle do peixe-leão (*Pterois volitans*) durante a segunda quinzena de novembro. A iniciativa ocorre por meio de uma mobilização articulada pelo governo estadual para conter os impactos da espécie exótica nos ecossistemas recifais da região.
Resumo rápido:
- Treinamento gratuito sobre peixe-leão ocorre entre 17 e 19 de novembro de 2026.
- Atividades práticas e teóricas passam pelas cidades de Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e Caravelas.
- Iniciativa busca proteger a biodiversidade marinha com o envolvimento de pescadores e moradores locais.
Cronograma e locais de capacitação no Extremo Sul
As atividades presenciais acontecem em três municípios distintos entre os dias 17 e 19 de novembro de 2026, com programações adaptadas às características de cada localidade do litoral baiano. A execução do cronograma envolve espaços de instituições parceiras e órgãos municipais para receber os inscritos de forma gratuita.
Em Porto Seguro, a programação do dia 17 de novembro ocorre das 8h às 17h nas instalações do Senac, situado na Avenida Village, número 287, no bairro Taperapuan. No dia seguinte, 18 de novembro, o município de Santa Cruz Cabrália recebe a atividade das 8h às 14h no auditório da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, localizado na Rua Campos Tourinho, na Praça da Âncora, na região central. Por fim, o encerramento do ciclo ocorre em Caravelas no dia 19 de novembro, das 8h às 17h, no Centro de Convivência da Barra de Caravelas, na Rua João de Tico, número 90, na localidade de Ponta de Areia.
Como funciona o controle de espécies exóticas invasoras
O manejo de espécies exóticas invasoras em ambientes costeiros requer protocolos específicos para mitigar desequilíbrios ecológicos severos. Quando um organismo oriundo de outros oceanos — a exemplo do Índico e do Pacífico — se estabelece em novos habitats, ele geralmente encontra poucas barreiras naturais, o que favorece a proliferação rápida e a predação de espécies nativas dos recifes.
O processo de controle exige o mapeamento constante de avistamentos, o uso de equipamentos adequados de captura e o armazenamento seguro dos animais retirados da água. Como os exemplares possuem espinhos dotados de toxinas, as operações de remoção demandam treinamento prático para evitar acidentes com os operadores e garantir o acondicionamento correto em recipientes rígidos antes do repasse aos órgãos ambientais ou instituições de pesquisa.
Parcerias institucionais e público-alvo
A realização da agenda de capacitação conta com a cooperação de múltiplos órgãos federais, estaduais e municipais, além de instituições de ensino. O projeto une esforços do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, da Universidade Federal do Sul da Bahia e das prefeituras locais por intermédio das secretarias de meio ambiente.
“Com atividades teóricas e práticas, a capacitação busca ampliar o conhecimento sobre a identificação e a captura segura do peixe-leão, além de incentivar o monitoramento participativo e a atuação conjunta entre poder público, pescadores, comunidades tradicionais, mergulhadores, pesquisadores e demais envolvidos na proteção dos ecossistemas marinhos”
explica a oceanógrafa da Sema, Paloma Avena
O público contemplado pelas vagas gratuitas engloba trabalhadores da pesca artesanal, gestores públicos, acadêmicos, operadores do setor turístico, donos ou funcionários de estabelecimentos gastronômicos e habitantes de áreas costeiras. As inscrições ocorrem por meio de formulário eletrônico disponibilizado pelos canais oficiais do Estado, com limite de vagas condicionado à lotação dos espaços físicos definidos para cada data.
Perguntas Frequentes
Como proceder ao avistar um peixe-leão na costa?
A orientação oficial é registrar a ocorrência através do formulário digital disponibilizado pela Secretaria do Meio Ambiente. A captura deve ser realizada exclusivamente por pessoas devidamente treinadas, utilizando recipientes rígidos e seguros para o transporte até os órgãos de pesquisa parceiros.
O animal perde o veneno após a morte?
Não. Os especialistas reforçam que os espinhos do peixe-leão continuam venenosos mesmo depois que o animal morre. Por essa razão, o contato direto com a espécie deve ser evitado a todo custo, e qualquer acidente exige busca imediata por atendimento médico.
O curso possui algum custo para os participantes?
Não. As atividades formativas são inteiramente gratuitas, embora o número de vagas obedeça estritamente à capacidade máxima de público comportada pelos locais escolhidos para as aulas teóricas e práticas.
