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Cinefoot premia documentário de Joaquim Salles sobre o EC Macapá

Por Rafael Sampaio | Publicado em 12/08/2026 às 23:27
Cinefoot 2025
Divulgação/Cinefoot
📖 Leitura: 4 Min🕒 Publicado: 12/08/2026 às 23:27

A 16ª edição do Festival de Cinema de Futebol (Cinefoot) consagrou a obra Copinha, dirigida por Joaquim Salles, como o Melhor Filme na mostra competitiva internacional de longas-metragens, em resultado definido por voto popular. O evento exibiu produções gratuitamente em salas do Rio de Janeiro e no Museu do Futebol, em São Paulo. O cineasta vencedor carrega um forte DNA audiovisual: ele é sobrinho de Walter Salles – diretor premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional por *Ainda Estou Aqui* – e filho do documentarista João Moreira Salles.

  • Longa-metragem Copinha, de Joaquim Salles, venceu a categoria principal do Cinefoot por voto popular.
  • Produção retrata os desafios do Esporte Clube Macapá na edição de 2024 do torneio sub-20.
  • Outros premiados abordaram jornalismo esportivo histórico, a primeira torcida gay do Grêmio e o fim da várzea.

A epopeia do EC Macapá na principal vitrine da base brasileira

O longa focado no Esporte Clube Macapá detalha a participação do clube da capital amapaense na edição de 2024 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, amplamente conhecida como Copinha. Considerada a principal competição de base do planeta, o torneio serve como o maior vetor de ascensão social para jovens atletas de regiões periféricas ou distantes dos grandes eixos econômicos do futebol nacional.

A narrativa audiovisual explora justamente a luta por visibilidade enfrentada por garotos que precisam vencer barreiras geográficas e estruturais. Naquela campanha, o time amapaense protagonizou momentos marcantes ao bater o Potyguar Seridoense-RN e arrancar empates do Flamengo de Guarulhos (SP) – anfitrião do Grupo 29 – e do tradicional Vasco da Gama. A classificação histórica na segunda posição da chave só encontrou parada na fase seguinte, diante do Ibrachina. Para contextualizar, a Copinha movimenta olheiros de todo o mundo e gera oportunidades de emprego e renda para milhares de famílias que veem no esporte uma alternativa contra a vulnerabilidade social.

Outros premiados e o impacto histórico do torneio

Superando concorrentes da Argentina, da Espanha e do Reino Unido, a obra de Joaquim Salles dividiu os holofotes com outras produções de forte apelo cultural. Na categoria de Melhor Curta-Metragem, o troféu ficou com *Camisa 9*, dirigido por Guilherme Baptista. O curta resgata a atuação de três jornalistas negros da família BaptistaOrlando e os filhos Luiz Orlando e Oswaldo —, fundamentais para injetar irreverência e representatividade nas mesas-redondas televisivas dos anos 1980.

Já o tradicional Troféu João Saldanha, criado para premiar narrativas de caráter humano, libertário e democrático, foi entregue ao documentário *Coligay*, com direção de Guto Franco e Murilo Megale. A película recupera a gênese de uma torcida organizada do Grêmio reconhecida como a primeira 100% gay do país, estruturada em plena ditadura militar. Por fim, o Troféu Museu da Pelada coroou *Várzea*, de D’Andrade, um registro saudosista sobre as memórias do futebol amador em campos de terra batida e o acelerado processo de supressão desses espaços urbanos pelas cidades modernas.

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Perguntas Frequentes

O que é o Cinefoot?

Trata-se do Festival de Cinema de Futebol, evento que promove exibições gratuitas de produções nacionais e internacionais ligadas à cultura da bola, premiando destaques do gênero.

Qual equipe é o foco do filme vencedor do Cinefoot?

O documentário vencedor retrata a trajetória do Esporte Clube Macapá, do Amapá, durante a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2024.

Quem dirigiu o longa-metragem Copinha?

A obra foi dirigida por Joaquim Salles, filho do documentarista João Moreira Salles e sobrinho do cineasta Walter Salles.


Publicado em: 12 de agosto de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Divulgação/Cinefoot|Edição e Reportagem: Rafael Sampaio / Redação Digita Bahia|Dados originais: Agência Brasil ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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