A Bahia consolidou-se como o sexto maior destino de compras online no Brasil, registrando um volume de R$ 14,87 bilhões em aquisições digitais durante o ano de 2025. O dado foi apresentado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) durante o IV Fórum Industrial da Bahia, realizado na sede da FIEB, em Salvador, na quarta-feira (4).
Resumo rápido:
- Bahia alcançou a 6ª posição nacional em compras online com R$ 14,87 bilhões movimentados em 2025.
- O estado enfrenta o desafio de ampliar vendas internas e a participação de indústrias locais.
- Setores como máquinas, materiais elétricos e vestuário figuram entre os mais comercializados na região.
Panorama do comércio eletrônico na Bahia
O mercado digital baiano movimentou R$ 14,87 bilhões em compras destinadas ao estado em 2025. Desse montante, a maior parcela, equivalente a 90,28%, é originada em outros estados da Federação, enquanto apenas 9,72% são atendidos por estabelecimentos sediados na própria Bahia, revelando um desequilíbrio na origem das transações.
O levantamento, que utiliza dados do Observatório do Comércio Eletrônico Nacional — plataforma do MDIC em parceria com a Receita Federal —, abrange o período entre 2019 e 2025. O comércio eletrônico nacional totalizou R$ 282,47 bilhões em 2025, com predominância de operações interestaduais, que somaram R$ 187,19 bilhões (66,27%), frente a R$ 95,28 bilhões (33,73%) de operações internas.
Desafios para a indústria local
A necessidade de fortalecer a presença de produtos baianos nas plataformas digitais foi destacada por Válbete Lima, superintendente de Gestão Patrimonial para o Desenvolvimento Produtivo da SDE. Segundo o gestor, embora o consumo online tenha avançado, a produção local ainda carece de maior penetração no mercado digital.
“Nos últimos cinco anos, as compras online no Brasil cresceram 175%, ao passo que as compras destinadas à Bahia aumentaram 232%. No entanto, as vendas internas realizadas por estabelecimentos baianos cresceram aproximadamente 53% nesse mesmo período. Reduzir essa diferença é um dos maiores desafios que precisamos enfrentar nos próximos anos”
declarou o superintendente
Dinâmica de compras e vendas por setor
As compras destinadas ao estado são lideradas por São Paulo, responsável por R$ 7,7 bilhões, seguido por Minas Gerais (R$ 1,57 bilhão) e pela própria Bahia (R$ 1,44 bilhão). Os itens mais relevantes incluem máquinas, materiais elétricos, eletrodomésticos da linha branca e equipamentos de áudio e vídeo.
No fluxo de saída, a Bahia exportou R$ 2,2 bilhões para outros mercados em 2025. Os principais destinos foram:
| Estado | Valor Estimado |
|---|---|
| São Paulo | R$ 140 milhões |
| Sergipe | R$ 130 milhões |
| Pernambuco | R$ 80 milhões |
| Minas Gerais | R$ 70 milhões |
| Rio de Janeiro | R$ 60 milhões |
Os produtos baianos com maior saída digital incluem máquinas e materiais elétricos (R$ 133 milhões), equipamentos (R$ 120,9 milhões), perfumaria e cosméticos (R$ 113,4 milhões), vestuário (R$ 107 milhões) e livros e impressos (R$ 45 milhões).
Perspectivas e estratégias de mercado
O diagnóstico apresentado durante o fórum sugere uma disparidade nas escalas de operação comercial. O objetivo da gestão estadual é investigar quais produtos e canais digitais podem ser otimizados para elevar a competitividade dos estabelecimentos baianos, tanto no mercado interno quanto em vendas para outras unidades da federação.
“Precisamos entender quais produtos e canais podem ampliar a presença dos estabelecimentos baianos nas compras destinadas à Bahia e quais destinos e estruturas comerciais merecem análise para ampliar as vendas interestaduais”
concluiu Válbete Lima
Perguntas Frequentes
Quais setores da indústria baiana mais vendem via comércio eletrônico?
O setor de máquinas e materiais elétricos lidera as vendas, seguido por equipamentos, perfumaria e cosméticos, vestuário e o segmento de livros e impressos.
Qual é a origem da maioria das compras online realizadas na Bahia?
A grande maioria das compras (90,28%) vem de estabelecimentos localizados fora da Bahia, com São Paulo liderando o fornecimento de produtos ao estado.
