A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na quinta-feira (5), a Operação Circuito Fechado para desarticular uma rede criminosa voltada ao comércio ilegal de armamentos e munições. A ofensiva resultou na prisão de 11 pessoas e na apreensão de 82 armas de fogo em diversas cidades baianas.
Resumo rápido:
- Polícia Civil cumpre mandados contra rede de tráfico de armas e crimes financeiros.
- Ação resultou em 11 prisões e na apreensão de 82 armas, incluindo pistolas e revólveres.
- Investigações focam em desarticular fornecimento de armamento para organizações criminosas rivais.
O alcance da Operação Circuito Fechado
A operação, coordenada pela Delegacia Territorial de Valença e pela 5ª Coorpin, visou 27 investigados em sete municípios baianos. Durante as ações, foram cumpridos mandados de prisão e de busca em Valença, Salvador, Nazaré, Santa Bárbara, Taperoá, Santo Antônio de Jesus e Gandu, visando desmantelar a estrutura logística do grupo.
Em Nazaré, um dos alvos da operação foi preso após as equipes policiais localizarem um depósito com 82 armas de fogo, sendo 74 pistolas e revólveres, além de oito armas longas. O suspeito detido no local, que mantinha um estabelecimento comercial, é investigado por repassar o armamento para facções rivais. Além do material bélico, foram apreendidos R$ 22.362 em espécie, um carro, uma motocicleta, dez celulares, um tablet e porções de cocaína.
Detalhes da investigação e elos com o crime
As investigações tiveram início em dezembro de 2023, desencadeadas pela prisão em flagrante de um suspeito que transportava 270 munições de diversos calibres em Valença. A partir desse episódio, a análise de dados financeiros e documentos permitiu mapear uma rede que incluía fornecedores, intermediários e transportadores.
O esquema criminoso não se limitava ao tráfico de armas. Segundo as apurações, o grupo também praticava furtos, falsificação de documentos e fraudes imobiliárias. Em Valença, há indícios de que os investigados invadiram residências, subtraíram bens e tentaram se apropriar de imóveis utilizando documentação falsa. Além disso, a Polícia Civil investiga a possível participação de agentes públicos, que teriam utilizado informações privilegiadas e viaturas oficiais para facilitar as atividades ilícitas. Entre os 11 presos, dois são policiais militares, sendo um da ativa e um da reserva.
Bloqueio de bens e estrutura financeira
Para enfraquecer o poder financeiro da rede, a Justiça autorizou o sequestro e bloqueio de ativos de até R$ 6,2 milhões. As medidas atingem seis investigados e empresas vinculadas ao esquema, incluindo a restrição de veículos e a indisponibilidade de bens imóveis. Até o momento, quatro investigados seguem sendo procurados pelas forças de segurança.
Perguntas Frequentes
Quais órgãos participaram da operação?
A ação foi coordenada pela Delegacia Territorial de Valença e 5ª Coorpin, com apoio do Depom, Denarc e da Polícia Militar da Bahia, incluindo Rondesp Recôncavo, Cipe/Recôncavo e a 60ª CIPM/Gandu.
O que acontece com os bens bloqueados pela justiça?
O bloqueio de ativos e a indisponibilidade de bens imóveis, que totalizam até R$ 6,2 milhões, são medidas cautelares autorizadas judicialmente para desestruturar financeiramente o grupo criminoso e evitar que o patrimônio seja utilizado na continuidade de atividades ilícitas.
