A mobilização estadual voltada para a proteção feminina contabiliza 647 prisões efetivadas em solo baiano desde o período de junho. Desse total de detenções executadas pelas equipes policiais, 514 ocorrências configuram flagrantes de crimes, enquanto outras 133 prisões decorreram de ordens judiciais emitidas pela Justiça.
Resumo rápido:
- Operação Mulher Segura atinge a marca de 647 prisões na Bahia desde junho.
- Foram realizados milhares de atendimentos a vítimas e diligências policiais no estado.
- Centro Integrado foi ativado para monitorar as ações do Dia D da mobilização.
O balanço das ações de proteção na Bahia
As ações da Operação Mulher Segura somam 5.284 diligências executadas e 12.669 vítimas assistidas pelas equipes especializadas entre junho e outubro, período em que 29.178 pessoas também participaram de atividades educativas em diferentes localidades baianas.
A iniciativa conjunta é coordenada em âmbito nacional pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao governo federal, e conta com a parceria direta da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP/BA). O planejamento estratégico busca combater e prevenir agressões por meio de abordagens educativas, preventivas, ostensivas e repressivas.
As ocorrências que motivaram as detenções policiais englobam delitos graves previstos na legislação, a exemplo de estupro, lesão corporal, feminicídio consumado e tentado, ameaça, perseguição, além do descumprimento de medidas protetivas de urgência e crimes contra a honra, entre outras infrações apuradas pelas autoridades competentes.
Monitoramento integrado e dados de outubro
Durante o mês de outubro, as estatísticas oficiais apontam o alcance de 4.433 pessoas em iniciativas educativas. No mesmo intervalo mensal, as corporações policiais executaram 716 diligências e prestaram suporte a 1.196 vítimas de violência.
O boletim mensal detalha ainda 87 prisões efetuadas no período, sendo 78 em flagrante e 9 ligadas ao cumprimento de mandados da Justiça. Para acompanhar o andamento das atividades do Dia D da mobilização, o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) entrou em funcionamento na manhã desta quinta-feira (29), com operação programada até as 18h.
A estrutura tecnológica e operacional instalada no CICC congrega equipes de diferentes divisões, incluindo as Polícias Militar, Civil e Técnica, além do Corpo de Bombeiros Militar. Também participam as Superintendências de Gestão Integrada da Ação Policial (SIAP), de Telecomunicações (Stelecom), de Inteligência (SI), de Gestão Tecnológica e Organizacional (SGTO) e de Prevenção à Violência (SPREV).
O suporte interinstitucional é complementado pela atuação da Secretaria das Mulheres (SPM) e da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Segundo a SSP/BA, essa integração de órgãos e secretarias estaduais e federais serve para dar mais celeridade à comunicação, subsidiar decisões estratégicas e unificar o direcionamento das equipes no enfrentamento à violência de gênero.
Perguntas Frequentes
Quais crimes motivaram as prisões registradas na operação?
As detenções envolveram infrações como ameaça, estupro, lesão corporal, crimes contra a honra, feminicídio consumado e tentado, perseguição e descumprimento de medidas protetivas de urgência.
Quais órgãos integram o Centro Integrado de Comando e Controle?
A estrutura reúne as Polícias Militar, Civil e Técnica, o Corpo de Bombeiros Militar, além de superintendências da SSP-BA, a Secretaria das Mulheres e a Sesab.
Até que horas funcionou o CICC no Dia D da operação?
O Centro Integrado de Comando e Controle permaneceu ativado até as 18h da última quinta-feira (29) para monitorar as ações em curso.
