O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “um ato vergonhoso” a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil rumo aos Estados Unidos, ocorrida menos de 48 horas após o encerramento do pleito eleitoral. A manifestação ocorreu durante celebração de aniversário do chefe do Executivo federal nas imediações do Palácio da Alvorada, em Brasília.
Resumo rápido:
- Lula classificou a saída de Flávio Bolsonaro do país como ato vergonhoso e sem justificativa legal.
- O senador é investigado no STF e deixou o Brasil sem entregar os passaporte determinados pela Justiça.
- A viagem aos EUA ocorreu logo após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Críticas duras e comparações com o passado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a saída de Flávio Bolsonaro do território nacional demonstra débito com a Justiça.
“O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa”
declarou o chefe de Estado, que foi reeleito no último domingo (25), ao conversar com apoiadores reunidos em Brasília na terça-feira (27)
Durante seu discurso, Lula argumentou que o adversário nas urnas deveria ter permanecido no país e entregue seus documentos às autoridades competentes.
“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. Ele deveria ter entregue o passaporte. A Polícia Federal já devia suspeitar que ele sairia do Brasil, ele tem inquérito”
acrescentou
Para ilustrar sua posição, o presidente remeteu ao período em que enfrentou acusações judiciais e optou por se apresentar à corporação policial em abril de 2018.
“Resolvi me entregar na Polícia Federal porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência”
afirmou
Após cumprir 580 dias de reclusão, Lula foi libertado em 8 de novembro de 2019, após o Supremo Tribunal Federal (STF) anular processos conduzidos pelo ex-juiz Sergio Moro, reconhecido como parcial. Atualmente, Moro atua como governador eleito pelo PL, mesmo partido de Flávio Bolsonaro.
A articulação da viagem e a situação jurídica no Supremo
A movimentação de Flávio Bolsonaro envolveu o apoio de figuras internacionais e ocorreu à revelia de ordens judiciais emitidas pela Suprema Corte brasileira. O investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, divulgou postagem nas redes sociais na terça-feira (27) confirmando a chegada do político aos Estados Unidos, por meio de articulação atribuída ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A agência de notícias Reuters também ratificou a informação.
O parlamentar optou por não entregar os passaportes à Polícia Federal (PF), descumprindo determinação imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado conduz apurações nas quais o senador e seu amigo, o advogado Willer Tomaz, figuram como investigados por suspeita de lavagem de dinheiro operada por meio de plataformas de apostas online, conhecidas como bets.
Além do inquérito relacionado aos jogos virtuais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é alvo de outra frente de apuração na justiça que examina o financiamento do filme Dark Horse, obra cinematográfica dedicada à trajetória de seu pai. Mesmo com a saída do país, o STF confirmou que as investigações contra o parlamentar seguem em andamento na corte máxima do país.
Perguntas Frequentes
Por que a viagem de Flávio Bolsonaro gerou controvérsia?
O deslocamento ocorreu em menos de 48 horas após a derrota nas eleições presidenciais e sem que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal, conforme ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Quais investigações o parlamentar enfrenta no Supremo Tribunal Federal?
O senador é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas online (bets), em conjunto com o advogado Willer Tomaz, além de ser alvo de apuração sobre o financiamento do filme Dark Horse.
As investigações continuam após a saída do país?
Sim, o Supremo Tribunal Federal (STF) informou que os inquéritos e as investigações contra Flávio Bolsonaro continuam tramitando normalmente na corte, independentemente da sua presença em território nacional.
