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Juros das familias alcancam 64% ao ano em junho, aponta Banco Central

Por Rafael Sampaio | Atualizado em 31/07/2026 às 05:21
juros das familias
Marcello Casal JrAgência Brasil
📖 Leitura: 3 Min🕒 Publicado: 31/07/2026 às 05:21

As cobranças de juros das familias atingiram a marca de 64% ao ano em junho, registrando um avanço de 1,2 ponto percentual no mês e alta de 4,6 pontos percentuais no acumulado de 12 meses. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Banco Central (BC) por meio das Estatísticas Monetárias e de Crédito.

O cenário é impulsionado sobretudo pelas taxas do crédito pessoal não consignado, que saltaram 7 pontos percentuais no período avaliado. Paralelamente, o saldo total de operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional alcançou R$ 7,4 trilhões.

Resumo rápido:

  • Juros do crédito livre para pessoas físicas alcançaram 64% ao ano em junho.
  • Inadimplência do Sistema Financeiro Nacional ficou estável em 4,7%.
  • Endividamento das famílias brasileiras marcou 49,8% em maio.

Comportamento da inadimplência e do endividamento

A inadimplência da carteira total do Sistema Financeiro Nacional permaneceu em 4,7% no mês de junho, embora tenha apresentado elevação de 1 ponto percentual na comparação anual. Entre as pessoas físicas, o índice manteve-se em 5,6%, com alta de 1,2 ponto percentual em 12 meses.

No segmento de crédito livre, a inadimplência atingiu 6,2% da carteira total, enquanto o indicador específico para as famílias estacionou em 7,6%. O endividamento das famílias brasileiras somou 49,8% em maio, acompanhado por um comprometimento de renda de 28,5% destinado ao pagamento de débitos.

Desempenho do crédito ampliado e do PIB

O crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 21,7 trilhões em junho, montante equivalente a 164,3% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi influenciado pelo avanço nos títulos públicos, empréstimos do Sistema Financeiro Nacional e empréstimos externos, estes últimos penalizados pela depreciação cambial de 2,37% no período.

Dentre os principais motores de expansão do crédito ampliado em 12 meses, destacam-se:

* Títulos públicos, com crescimento acumulado de 15%.
* Títulos privados de dívida, avançando 16%.
* Empréstimos concedidos pelo SFN, registrando alta de 9,4%.

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Para o segmento corporativo, o crédito ampliado chegou a R$ 7,2 trilhões, representando 54,7% do PIB nacional, impulsionado por operações externas e títulos privados de dívida.

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Perguntas Frequentes

Qual foi a taxa média de juros cobrada das famílias em junho?

A taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas alcançou 64% ao ano em junho, segundo o Banco Central.

Qual era o patamar do endividamento das famílias brasileiras?

O endividamento das famílias brasileiras chegou a 49,8% em maio, com um comprometimento de renda de 28,5% para quitar dívidas.

A que o Banco Central atribuiu a queda no saldo do crédito livre para pessoas físicas?

O BC atribuiu o recuo mensal de 0,1% nas carteiras de pessoas físicas principalmente às reduções nas modalidades de aquisição de veículos e de crédito pessoal não consignado sem garantias reais.


31 de julho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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