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Brasil & Mundo

Liberdade de imprensa sofre novas ameaças digitais no Brasil

Por Rafael Sampaio | Atualizado em 30/07/2026 às 22:26
liberdade de imprensa
Freepick
📖 Leitura: 4 Min🕒 Publicado: 30/07/2026 às 22:26

O coletivo Direito à Comunicação e Democracia inaugurou nesta quarta-feira o Observatório De Olho na Censura. A plataforma digital rastreia e analisa violações que comprometem a liberdade de imprensa e o acesso à informação no país.

A iniciativa responde a um cenário em que restrições ao trabalho jornalístico ganham contornos tecnológicos e institucionais complexos. Comunicadores debateram o tema durante transmissão online que marcou a estreia do projeto.

Resumo rápido:

  • Observatório monitora violações à liberdade de expressão e comunicação.
  • Assédio judicial lidera ranking de agressões jurídicas contra jornalistas.
  • Plataformas digitais e big techs impõem novas barreiras e remoções.

Novos formatos de restrição e assédio judicial

A jornalista Ramênia Vieira apontou que o cerceamento da informação mudou de figura nas democracias contemporâneas. O controle atinge desde pautas econômicas até vozes dissidentes por meio de corporações e autoridades públicas.

“As mídias tradicionais silenciam muitas vezes o debate público”, afirmou a integrante do coletivo. Para ela, o ecossistema atual produz silenciamentos direcionados que limitam o contraditório na sociedade.

A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Samira Castro, destacou que o assédio judicial superou agressões físicas como principal obstáculo ao exercício da profissão. Processos intencionais sufocam investigações e intimidam repórteres.

O impacto nas redações independentes e redes sociais

O jornalista Leonardo Sakamoto explicou que criadores de conteúdo autônomos enfrentam barreiras econômicas severas. No interior brasileiro, poderes políticos e financeiros frequentemente convergem para emparedar a apuração jornalística.

A interferência de algoritmos também molda o comportamento da mídia. “Existe um tipo de autocensura que é decorrente da busca por audiência”, avaliou Sakamoto sobre pressões das redes sociais.

O monitoramento de conteúdos por grandes empresas de tecnologia também entrou no radar de entidades civis. Humberto Vieira, do Sleeping Giants, citou remoções indevidas de perfis ligados a pautas de minorias.

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A antropóloga Fernanda Martins reforçou que ativistas e comunicadoras sofrem ataques coordinados na América do Sul. A pesquisadora apontou episódios na Argentina onde campanhas difamatórias focam em estereótipos de gênero e na aparência física de mulheres.

Ferramenta aberta para registro de violações

Qualquer cidadão que presencie ou sofra restrições à circulação de dados pode enviar relatos ao novo observatório. Os registros passam por triagem técnica para subsidiar relatórios públicos e incidência política.

* Coleta sistemática de denúncias de censura.
* Produção de estudos estatísticos sobre violações.
* Ações coordenadas em defesa da pluralidade informativa.

📌 Leia também: CMN aprova regras para fundos de inovação na transição ecológica  |  Violencia armada cresce com expansao de operacoes policiais no pais

Perguntas Frequentes

O que é o Observatório De Olho na Censura?

Trata-se de uma plataforma digital lançada pelo coletivo Diracom para monitorar, registrar e analisar casos que afetam a liberdade de imprensa e o direito à comunicação.

Qual é a principal violação sofrida por jornalistas no Brasil?

Segundo dados da Fenaj citados no lançamento, o assédio judicial desponta como o principal tipo de violação ao exercício do jornalismo, ultrapassando agressões físicas.

Quem pode registrar denúncias na plataforma?

Qualquer pessoa que tenha vivenciado ou acompanhado um possível caso de censura pode enviar informações para análise e produção de relatórios.


30 de julho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Freepick|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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