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Brasil & Mundo

Violencia armada cresce com expansao de operacoes policiais no pais

Por Rafael Sampaio | Atualizado em 30/07/2026 às 22:25
violencia armada
Tomaz Silva/Agência Brasil
📖 Leitura: 3 Min🕒 Publicado: 30/07/2026 às 22:25

As acoes policiais consolidaram-se como um dos principais motores da violencia armada no Brasil durante o primeiro semestre de 2026. O levantamento do Instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta quarta-feira (29), mapeou 2.511 tiroteios em quatro regiões metropolitanas, resultando em 2.403 pessoas baleadas, das quais 1.628 morreram e 775 ficaram feridas.

Resumo rápido:

  • Ações policiais responderam por 39% dos tiroteios registrados pelo Fogo Cruzado.
  • Conflitos entre facções e milícias provocaram alta de 12% no número de vítimas.
  • Regiões metropolitanas do Rio, Recife, Salvador e Belém apresentam dinâmicas distintas de conflitos.

Impacto das acoes policiais nos conflitos

O envolvimento de agentes de segurança nos confrontos atingiu patamares recordes nos primeiros seis meses de 2026. As forças policiais participaram de 39% dos registros totais de tiroteios, deixando 584 mortos e 317 feridos em suas 989 ocorrências armadas. No mesmo período de 2025, a presença policial havia sido registrada em 33% dos casos.

“Há três décadas o Estado repete a mesma fórmula, um modelo de segurança pública incapaz de desarticular os grupos armados e que não garante segurança à população”, avalia a gerente de Pesquisa do Instituto Fogo Cruzado, Terine Husek Coelho.

A especialista aponta que a insistência na mesma estratégia alimenta o volume de disparos e expõe moradores sem conter o avanço das facções. Paralelamente, o número de vítimas em disputas diretas entre grupos criminosos e milícias avançou 12%, passando de 181 para 203 pessoas atingidas.

Panorama nas capitais e regiões metropolitanas

O cenário da violência armada apresenta variações expressivas entre as quatro áreas monitoradas pelo instituto nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belém.

* Rio de Janeiro: O Grande Rio registrou 976 tiroteios. As forças de segurança participaram de 47% dos casos, o maior índice para o período desde 2017.
* Recife: Foram mapeados 645 tiroteios, menor marca desde 2019, mas o semestre acumulou recorde de 60 registros em ações policiais e 53 vítimas em assaltos com disparos.
* Salvador: A região metropolitana registrou 656 tiroteios, menor índice da série. Das 637 vítimas de armas de fogo, 53% ocorreram em contexto de operações policiais, incluindo 24 agentes feridos em serviço.
* Belém: Houve 234 tiroteios, queda de 20% frente a 2025. As operações policiais estiveram presentes em 45% dos registros mapeados.

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Perguntas Frequentes

Qual foi o período analisado pelo relatório do Fogo Cruzado?

O levantamento foi realizado entre janeiro e junho de 2026 nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Recife, Belém e Salvador.

Qual foi a proporção de tiroteios com participação policial?

As ações policiais foram responsáveis por 39% dos registros de tiroteios, totalizando 989 ocorrências com 584 mortos e 317 feridos.

Como se comportou a violência entre grupos criminosos?

O número de pessoas baleadas em disputas diretas entre facções e milícias cresceu 12%, subindo de 181 vítimas no primeiro semestre de 2025 para 203 no mesmo período de 2026.


30 de julho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil|Redação: Rafael Sampaio|Fonte da Informação ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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