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Política

Especialistas da ONU apontam desigualdade de tratamento pela Meta nas eleições brasileiras de 2026

Por | Publicado em
eleições brasileiras 2026
Digitalpfade / Pixabay
📖 Leitura: 5 Min

Relatórios elaborados por observadores internacionais e pesquisadores apontam falhas e restrições na moderação de conteúdos políticos em plataformas digitais durante o processo eleitoral brasileiro. As manifestações envolvem questionamentos sobre a atuação da empresa responsável por aplicativos amplamente utilizados no país e motivaram movimentações jurídicas recentes perante a Justiça Eleitoral.

Resumo rápido:

  • Especialistas da ONU identificam restrições à liberdade de expressão em redes sociais da Meta.
  • Laboratório ligado à UFRJ aponta remoções seletivas e falhas na veiculação de propaganda eleitoral.
  • Campanha eleitoral apresentou ação no Tribunal Superior Eleitoral para questionar ferramentas de inteligência artificial.

Apontamentos de observadores internacionais e entidades de pesquisa

Especialistas das Organizações das Nações Unidas assinaram uma carta em que apontam restrições à liberdade de expressão em plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp, todas da empresa Meta, nas eleições brasileiras em 2026. Eles disseram que os observadores internacionais que participaram das eleições detectaram tratamento desigual das plataformas em relação aos conteúdos das campanhas, apontando que as contas ligadas a um dos candidatos foi prejudicada.

Entre os episódios registrados estão interrupções temporárias de contas de campanha e engajamento e alcance de publicações políticas de um dos candidatos severamente menor. Eles também citaram que milhares de contas e perfis de influenciadores, jornalistas e criadores de conteúdo foram suspensos, quase todos do mesmo lado político.

O debate sobre a neutralidade das ferramentas tecnológicas também ganhou contornos acadêmicos. Uma carta do NetLab também questiona a derrubada de um perfil do candidato Luiz Inácio Lula da Silva sob a alegação de controle contra notícias falsas ligadas à políticas públicas pela Meta, enquanto a empresa mantém perfis com publicações com fake news. O documento também diz que o laboratório identificou falhas da empresa de tecnologia, que teria permitido

“propaganda eleitoral paga no exterior e vendido e veiculado durante o resguardo eleitoral”

O NetLab é um laboratório de pesquisas sobre internet e redes sociais ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Ações judiciais e questionamentos sobre algoritmos

Na semana passada, a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral depois que usuários do WhatsApp relataram que a inteligência artificial do aplicativo se recusava a produzir imagens com a palavra “Lula” e o número “13”, mas produzia conteúdo normalmente com a palavra “Flávio” e o número “22”. Os advogados da campanha afirmaram que a Meta praticou “seletividade algorítmica” para beneficiar Flávio Bolsonaro, candidato do PL.

O histórico de discussões sobre o tema envolveu episódios anteriores na esfera judicial e pública. Houve a realização de um ato em São Paulo que cobrou neutralidade da Meta nas eleições, enquanto a empresa negou ao Tribunal Superior Eleitoral a ocorrência de tratamento desigual entre candidaturas presidenciais. O Tribunal Superior Eleitoral decidiu manter ordem para que a Meta garanta isonomia a candidatos.

Respostas institucionais e posicionamento das empresas

Sobre a nota da ONU, a Meta respondeu que as pessoas podem se expressar livremente em seus aplicativos, sem tratamento preferencial a qualquer posicionamento político.

“Incidentes técnicos podem ocorrer em uma plataforma da nossa escala, mas não representam direcionamento político. Cumprimos a legislação eleitoral brasileira e agimos rapidamente para corrigir erros quando identificados, garantindo condições de igualdade para todos que utilizam nossos serviços”

disse a empresa

Em relação à nota do NetLab, a companhia respondeu que não permite conteúdos que explorem programas públicos para fraudar pessoas, removendo-os sempre que identificados.

Perguntas Frequentes

Quais plataformas foram citadas nas manifestações sobre as eleições de 2026?

As manifestações e documentos mencionados envolvem redes sociais e aplicativos como Instagram, Facebook e WhatsApp, todos pertencentes à empresa Meta.

Qual foi o motivo da ação protocolada no Tribunal Superior Eleitoral?

A ação foi apresentada pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva após relatos de usuários de que a inteligência artificial do WhatsApp se recusava a gerar imagens com a palavra “Lula” e o número “13”, enquanto produzia conteúdo com outros termos e números.

O que a Meta declarou sobre as acusações de tratamento desigual?

A empresa afirmou que as pessoas podem se expressar livremente em seus aplicativos sem tratamento preferencial, que incidentes técnicos podem ocorrer devido à escala de suas operações e que cumpre a legislação eleitoral brasileira, agindo para corrigir erros identificados.

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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