Três turistas colombianas da mesma família e o piloto da aeronave morreram na manhã deste sábado (8) após a queda de um helicóptero em uma área de mata íngreme e de difícil acesso no Rio de Janeiro. A confirmação sobre o parentesco das vítimas — avó, mãe e filha — foi divulgada pelo Sistema Alerta Rio por meio de nota oficial publicada no Instagram.
- O caso: Queda de helicóptero na região da Floresta da Tijuca resultou na morte de quatro pessoas, incluindo três turistas colombianas e o piloto.
- A modalidade: O grupo realizava um passeio panorâmico do tipo “doors off”, com a aeronave operando sem as portas.
- A investigação: As causas e circunstâncias do acidente com o modelo Robinson R44 serão apuradas pelos órgãos competentes.
O voo foi contratado junto à empresa Voos Rio Panorâmico (VRP). Conforme os registros de pagamento apresentados, as passageiras desembolsaram a quantia de R$ 2.550 pelo serviço. A programação previa um trajeto com duração aproximada de 20 minutos, contemplando o sobrevoo de pontos turísticos emblemáticos da capital fluminense, com passagem prevista pela Floresta da Tijuca, localidade exata onde a aeronave veio a cair.
Dinâmica do voo panorâmico e características da aeronave
O modelo envolvido no acidente é um helicóptero Robinson R44, registrado sob o prefixo PP-MFS. A modalidade escolhida pelas passageiras, conhecida comercialmente como “doors off”, consiste em voos panorâmicos realizados com a retirada das portas da cabine, permitindo maior visibilidade e captação de imagens panorâmicas, formato bastante popular entre turistas que visitam o Rio de Janeiro.
A empresa operadora disponibiliza diversas categorias de passeios aéreos pela cidade, com itinerários que podem se estender por até uma hora de duração e custos superiores a R$ 1,3 mil por pessoa, dependendo do pacote contratado. O ponto onde a aeronave colidiu ou perdeu sustentação está situado em uma zona de vegetação fechada, fator que exigiu esforço logístico das equipes de resgate para o acesso ao local do sinistro.
Atuação dos órgãos de investigação e segurança na aviação
A apuração sobre o que motivou a tragédia caberá aos órgãos oficiais de investigação de acidentes aeronáuticos. No Brasil, ocorrências dessa natureza são examinadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), em conjunto com as autoridades policiais competentes, que buscam coletar vestígios, analisar o plano de voo, as condições meteorológicas relatadas no momento do evento e a manutenção do equipamento.
O trabalho pericial em áreas de mata íngreme apresenta complexidade técnica elevada, exigindo perícia minuciosa para determinar se houve falha mecânica, questão operacional ou interferência de fatores externos durante o trajeto.
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Perguntas Frequentes
O que causou a queda do helicóptero no Rio de Janeiro?
As causas exatas ainda são desconhecidas e estão sob investigação oficial dos órgãos competentes da aviação civil e segurança pública.
Quem eram as vítimas do acidente aéreo?
O acidente vitimou três turistas colombianas da mesma família — avó, mãe e filha — além do piloto da aeronave, que também não resistiu.
O que significa a modalidade de voo “doors off”?
Trata-se de um formato de passeio panorâmico em que a aeronave voa sem as portas laterais, proporcionando maior visibilidade aos passageiros durante o trajeto turístico.
