O avanço nos índices de produção animal e a certificação sanitária internacional impulsionam o desempenho do setor agropecuário em território baiano, conforme dados oficiais divulgados pelas autoridades estaduais.
Resumo rápido:
- O rebanho bovino baiano atingiu 13,8 milhões de cabeças, maior volume em 51 anos.
- O estado lidera a ovinocaprinocultura no país com milhões de animais registrados.
- A produção pecuária alcançou R$ 3,46 bilhões segundo levantamento do IBGE.
Crescimento expressivo e marcas históricas nos rebanhos
O rebanho bovino baiano atingiu 13,8 milhões de cabeças, o maior volume em 51 anos, com acréscimo de 130,4 mil animais, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esse resultado assegurou o segundo maior crescimento absoluto do país e manteve a Bahia na sétima posição nacional, concentrando 5,9% do rebanho brasileiro.
| Segmento da Pecuária | Dado / Volume Registrado | Variação ou Posição |
|---|---|---|
| Rebanho Bovino | 13,8 milhões de cabeças | 7ª posição nacional |
| Ovinos | 6 milhões de animais | 13,9% de alta |
| Caprinos | 4,7 milhões de animais | 9,7% de alta |
| Equinos | 494,1 mil animais | 2ª posição nacional |
| Galináceos | 48,1 milhões de aves | 3% de alta |
| Ovos de Galinha | 134,1 milhões de dúzias | Recorde histórico |
| Mel | 4,8 mil toneladas | 4,2% de alta |
| Leite | 1,23 bilhão de litros | R$ 2,5 bilhões gerados |
A ovinocaprinocultura baiana reafirmou a liderança nacional com 6 milhões de ovinos e 4,7 milhões de caprinos. Os crescimentos de 13,9% e 9,7%, respectivamente, representaram as maiores altas do Brasil em números absolutos. Outros setores também registraram expansão, como os equinos, que chegaram a 494,1 mil animais com alta de 2,9%, situando o estado na segunda colocação no país. O efetivo de galináceos somou 48,1 milhões de aves após crescer 3%.
Produção recorde de ovos, mel e leite no estado
A produção de ovos de galinha estabeleceu um recorde histórico ao atingir 134,1 milhões de dúzias, o que representa um acréscimo de 5,2%. No segmento apícola, a extração de mel recuperou-se após enfrentar dois anos de retração, registrando alta de 4,2% para somar 4,8 mil toneladas. Na atividade leiteira, a quantidade obtida foi de 1,23 bilhão de litros, enquanto a receita financeira gerada subiu 0,3% e chegou a aproximadamente R$ 2,5 bilhões. No total geral, o valor da produção pecuária baiana somou R$ 3,46 bilhões, assinalando expansão de 4,7% em comparação ao período anterior.
Defesa sanitária e reconhecimento internacional
O fortalecimento das atividades produtivas conta com o suporte de estruturas de fiscalização e sanidade mantidas pelo governo estadual. A atuação abrange o trabalho executado em centenas de escritórios regionais responsáveis por vigilância epidemiológica, defesa sanitária e aplicação de diretrizes voltadas à imunização e ao controle de enfermidades nos rebanhos.
Um dos principais marcos recentes foi a chancela obtida em 2025, quando o território baiano passou a figurar internacionalmente como área livre de febre aftosa sem vacinação, validação concedida por entidade global de saúde animal. A certificação amplia as perspectivas comerciais para o escoamento de produtos de origem animal tanto no mercado interno quanto em mercados externos.
Integração entre produtores e órgãos oficiais
Lideranças setoriais e representantes de órgãos estaduais destacam que o alinhamento entre o setor produtivo e as entidades de fiscalização é determinante para assegurar a competitividade da cadeia produtiva. A gestão integrada viabiliza a execução de normativas preventivas e o acompanhamento técnico da atividade pecuária.
“A atuação da Adab, em conjunto com produtores e demais instituições do setor, é parte desse esforço para promover uma atividade cada vez mais produtiva, segura e sustentável”, destacou o secretário da Agricultura, Vivaldo Góis.
A estrutura de defesa agropecuária também possui certificações voltadas aos processos de gestão e padronização dos serviços prestados aos criadores.
“A articulação entre poder público e setor produtivo é fundamental para ampliar a adesão às medidas preventivas e manter a capacidade de resposta diante de riscos sanitários”, afirmou o diretor da Adab, Paulo Sérgio Luz.
Por sua vez, o representante da associação regional da pecuária pontuou que os investimentos em sanidade e rastreabilidade abrem caminho para novas exigências mercadológicas.
“O desafio é transformar o crescimento dos rebanhos em maior produtividade, competitividade e rentabilidade para o produtor. Para isso, precisamos avançar no acesso ao crédito, na infraestrutura, no melhoramento genético, na recuperação de pastagens e na adoção de novas tecnologias”, avalia Gill Areas, presidente da Associação Baiana de Pecuária.
Perguntas Frequentes
Qual foi o valor total da produção pecuária baiana registrado pelo IBGE?
O valor total da produção pecuária na Bahia alcançou R$ 3,46 bilhões, o que representou um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior.
Qual é a posição da Bahia no rebanho bovino nacional?
O estado ocupa a 7ª posição nacional no rebanho bovino, detendo 5,9% do efetivo total do país, com 13,8 milhões de cabeças registradas.
O que mudou na certificação sanitária do rebanho baiano?
O território baiano obteve o reconhecimento internacional como Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, chancela concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal.


