Entre a ilhota do Frade, localizada em Guaratiba, e a Pedra do Pontal, no Recreio, a zona oeste da capital fluminense passou a abrigar a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá. Estabelecida recentemente, a nova área protegida abrange três mil hectares de extensão e integra ambientes marinhos, ilhas e costões rochosos essenciais para a manutenção de diversas espécies da fauna e da flora locais.
Resumo rápido:
- Nova reserva marinha Urupirá possui três mil hectares na zona oeste carioca.
- Objetivo é unir a preservação de ecossistemas costeiros com a pesca artesanal.
- Unidade ajuda o estado a cumprir metas internacionais de biodiversidade.
Proteção ambiental e desenvolvimento sustentável na zona oeste
A nova unidade de conservação marinha na zona oeste do Rio de Janeiro foi desenhada para custodiar ecossistemas costeiros sensíveis enquanto assegura condições operacionais para práticas tradicionais, a exemplo do turismo sustentável e da pesca artesanal. O território abrange ilhas e costões rochosos que servem de abrigo para populações biológicas locais, incluindo espécimes que enfrentam risco de extinção na região.
O planejamento da área protegida contou com estudos técnicos e suporte do projeto Ilhas do Rio, iniciativa gerida por uma entidade da sociedade civil. O levantamento prévio catalogou 102 espécies de peixes associadas a recifes de corais no perímetro, das quais três são endêmicas do território brasileiro. Além disso, o diagnóstico identificou 39 espécies de interesse direto para as comunidades pesqueiras locais, como as corvinas (*Micropogonias furnieri*) e diferentes tipos de garoupas (*Epinephelus sp.*).
Metas globais de biodiversidade e compromissos estaduais
Segundo o secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Ricardo Mascarenhas,
“É um passo fundamental para o cumprimento das metas que o Brasil aderiu em relação à Convenção para Proteção da Biodiversidade. São conhecidas como metas 30×30, que é ter 30% do seu território protegido dentro de unidades de conservação”
O alinhamento decorre das diretrizes fixadas durante a COP-15 da Biodiversidade, realizada em Montreal, no Canadá, no ano de 2022.
A convenção internacional estipula que cada país alcance a proteção de trinta por cento da superfície terrestre, das águas interiores e dos ambientes marinhos até o final desta década. O titular da pasta estadual pontua que a proporção exigida já foi cumprida no tocante ao espaço terrestre fluminense.
“É uma meta que o Estado já alcançou no que se refere à proteção da parte terrestre do seu território. A outra meta é de ter 30% das águas jurisdicionais de cada país, também protegidas”
destaca o secretário
Gestão participativa e fiscalização dos recursos pesqueiros
O modelo de Reserva de Desenvolvimento Sustentável foi escolhido por viabilizar o equilíbrio entre a salvaguarda da natureza e a permanência de atividades econômicas de base tradicional. Conforme as diretrizes articuladas junto ao projeto Ilhas do Rio, os moradores e pescadores da região participam ativamente da governança e da administração do espaço protegido.
Entre as diretrizes operacionais estabelecidas para a localidade estão o monitoramento participativo dos estoques pesqueiros e dos habitats naturais, o avanço de pesquisas científicas, iniciativas de educação ambiental, o ordenamento do ecoturismo e o fortalecimento das atividades de fiscalização para coibir práticas predatórias no litoral carioca.
Perguntas Frequentes
Qual é o tamanho da nova reserva marinha no Rio de Janeiro?
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá possui uma área total de três mil hectares, abrangendo ambientes costeiros e marinhos na zona oeste da capital fluminense.
Quais atividades econômicas são permitidas na unidade de conservação?
A categoria de manejo adotada permite conciliar a preservação ambiental com a manutenção de atividades tradicionais, com destaque para a pesca artesanal e o turismo sustentável.
Onde fica localizada exatamente a área protegida?
A reserva se estende desde a ilhota do Frade, situada em Guaratiba, até a região da Pedra do Pontal, no Recreio, englobando ilhas e costões rochosos da zona oeste carioca.


