Vítimas de episódios violentos e familiares participaram de uma programação voltada à escuta qualificada e à divulgação de canais de assistência na sede do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), situada no bairro de Nazaré, em Salvador. A atividade reuniu servidores, integrantes de órgãos parceiros e o público atendido pelo sistema de proteção durante a última segunda-feira, 21.
Resumo rápido:
- Sede do MPBA em Nazaré sediou o evento voltado à escuta e suporte de assistidos.
- Núcleo especializado contabilizou 572 atendimentos na capital baiana até o início de outubro.
- Programação incluiu dinâmicas, palestras e apresentações de programas estaduais de assistência.
O papel do núcleo especializado no suporte diário
O atendimento prestado pelo Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes Violentos e em Especial Vulnerabilidade (NAVV) fundamenta-se na oferta de escuta humanizada, orientação sobre direitos e direcionamento para serviços de psicologia e assistência social. Implantação realizada em dezembro de 2024 permitiu que o setor registrasse 572 atendimentos na capital baiana até o início de outubro deste ano, estruturando uma rede voltada para acompanhar cidadãos em situação de alta vulnerabilidade.
Durante a abertura das atividades, a promotora de Justiça e coordenadora do Navv, Viviane Chiachio, pontuou a relevância de disponibilizar ambientes seguros para o direcionamento de demandas.
“Todas as pessoas que sofreram violência podem procurar o nosso núcleo. O atendimento é feito por uma equipe preparada para acolher, orientar e encaminhar as demandas apresentadas”
afirmou a promotora
Dinâmicas e reflexões sobre os impactos emocionais
A rotina do encontro teve início com recepção e café da manhã, prosseguindo com uma dinâmica voltada ao relaxamento corporal coordenada pela psicóloga Fabiana Costa. Na sequência, os presentes assistiram a uma exposição institucional sobre as frentes de atuação do Navv e participaram da palestra
“Quando a violência atravessa a vida: impactos emocionais e caminhos de cuidado”
conduzida pela psicóloga e especialista em luto Gabriela Barreto
O suporte institucional recebido foi relatado por uma das participantes, mãe de uma vítima assistida pelo órgão estadual. Ao relembrar o período em que buscou auxílio, ela descreveu o impacto do acompanhamento prestado aos familiares.
“Conheci o Navv em um momento muito difícil da minha vida. Chegando lá, fui super bem acolhida e assistida. Meu filho recebe toda a assistência necessária para seu desenvolvimento, tanto psicologicamente quanto juridicamente. Eu me sinto muito grata por ter conhecido as pessoas do núcleo. Criamos um vínculo e seguimos juntos na busca por justiça. O Navv é um lugar que acolhe e tem um papel fundamental”
declarou
Integração entre programas de assistência estadual
A programação também abrangeu a divulgação detalhada de iniciativas voltadas à seguridade social e à pacificação social no estado, com exposições sobre as diretrizes dos programas Viver, Proteja e Bahia pela Paz. O encerramento do evento integrou momentos de diálogo aberto entre os presentes, intervenção cultural e uma apresentação musical do Coral MP Encanto, marcando a troca de experiências entre a comunidade e os servidores públicos.
Perguntas Frequentes
Como funciona o atendimento prestado pelo Navv?
O serviço é executado por uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social e analista jurídico. O fluxo compreende escuta humanizada, orientação jurídica sobre inquéritos e processos, direcionamento para suporte psicológico e social, além de acompanhamento em delegacias e audiências quando necessário.
Quem pode receber o suporte oferecido pelo núcleo?
O acesso ao serviço pode ocorrer de forma espontânea pela própria vítima ou mediante encaminhamento realizado por membros do Ministério Público e por instituições que integram a rede parceira de proteção.
Quais programas estaduais foram apresentados no encontro?
Foram divulgadas informações referentes às diretrizes e aos serviços executados pelos programas Viver, Proteja e Bahia pela Paz, com o intuito de ampliar o conhecimento público acerca da rede de assistência disponível no estado.


