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Taxa de desocupação recua para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, aponta IBGE

Por Rafael Sampaio | Publicado em
taxa de desocupação
licia.rubinstein@ibge.gov.br (Licia Rubinstein)
📖 Leitura: 5 Min

A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,3% no trimestre móvel concluído em agosto de 2026, registrando queda de 0,3 ponto percentual em comparação com o período encerrado em maio, quando o índice marcou 5,6%, e o mesmo recuo frente aos doze meses anteriores. O cenário nacional do emprego reflete variações importantes na proporção de trabalhadores ativos e na movimentação dos grupamentos de atividade econômica em todo o território nacional.

Resumo rápido:

  • A taxa de desocupação nacional caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026.
  • A população ocupada chegou a 103,5 milhões, o maior patamar da série histórica.
  • O rendimento real habitual de todos os trabalhos alcançou a marca de R$ 3.777.

Comportamento da ocupação e da força de trabalho

A população ocupada no país chegou a 103,5 milhões de pessoas no trimestre móvel de junho a agosto de 2026, representando o maior patamar já registrado na série histórica da pesquisa conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O contingente teve alta de 0,8% no trimestre, o que representa o acréscimo de 774 mil pessoas trabalhando, além de expansão de 1,0% no comparativo anual, somando 1,1 milhão de novos postos.

O nível da ocupação, que mede a proporção de pessoas com trabalho em relação à população em idade de trabalhar, situou-se em 58,9%. Esse percentual significou um acréscimo de 0,3 ponto percentual frente ao trimestre imediatamente anterior, enquanto permaneceu estável na leitura anual. Paralelamente, a força de trabalho estimada do país — somando ocupados e desocupados — atingiu 109,3 milhões de cidadãos.

Setores econômicos e variação nas atividades

A dinâmica de contratações apresentou disparidades regionais e setoriais expressivas, impulsionada por ramos específicos da economia que registraram expansão no período analisado. Na abertura por grupamentos de atividade, o trimestre de junho a agosto de 2026 na comparação com o intervalo anterior apontou avanço mensurável na Indústria Geral, que cresceu 2,0%, incorporando 265 mil trabalhadores, e na Construção, com alta de 4,1%, somando 306 mil pessoas.

Indicador / Período Jun-Ago 2026 Mar-Mai 2026 Jun-Ago 2025
Taxa de desocupação 5,30% 5,60% 5,60%
Taxa de subutilização 13,10% 13,30% 14,10%
Rendimento real habitual R$ 3.777 R$ 3.752 R$ 3.641
População ocupada 103,5 milhões 102,7 milhões 102,4 milhões

No comparativo anual com o trimestre encerrado em agosto de 2025, o grupamento de Transporte, armazenagem e correio destacou-se com alta de 6,1%, o equivalente a 358 mil profissionais adicionais. Os demais setores não registraram oscilações estatisticamente significativas nas respectivas bases de comparação informadas pelo órgão estatístico oficial.

Rendimento e massa salarial em alta

O rendimento médio mensal real habitualmente recebido em todas as ocupações foi estimado em R$ 3.777, mantendo-se estável na margem trimestral, mas exibindo expansão de 3,7% no confronto com o ano anterior. Em termos globais, a massa de rendimento real habitual gerada pela economia brasileira alcançou o recorde de R$ 385,6 bilhões, impulsionada tanto pela ampliação do número de vagas quanto pelos reajustes salariais obtidos em categorias específicas.

Historicamente, variações na massa de rendimento exercem papel direto sobre o consumo interno e a capacidade de planejamento financeiro das famílias. O aumento na circulação de recursos financeiros costuma refletir-se de forma gradual no comércio varejizado e na prestação de serviços, embora o ritmo dessa transmissão varie consideravelmente conforme o custo de vida e a inflação vigente em cada praça urbana do país.

Estrutura da informalidade e subutilização

O mercado de trabalho brasileiro também mantém contingentes expressivos de trabalhadores em condições de informalidade e subutilização de competências. A taxa de informalidade registrou 37,5% da população ocupada, o que totaliza 38,8 milhões de trabalhadores informais, comparado ao patamar de 37,3% observado no trimestre encerrado em maio.

Por sua vez, a taxa composta de subutilização da força de trabalho situou-se em 13,1%, mantendo estabilidade frente ao trimestre precedente, mas recuando 1,0 ponto percentual na leitura anual. O total de pessoas subutilizadas somou 15,0 milhões, ao passo que a população desalentada — aquelas que desistiram de procurar trabalho — permaneceu em 2,4 milhões de indivíduos, mantendo estabilidade no trimestre e queda de 11,9% no acumulado de um ano.

Perguntas Frequentes

Qual foi a taxa de desocupação registrada pelo IBGE no trimestre encerrado em agosto de 2026?

A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre móvel de junho a agosto de 2026, registrando recuo de 0,3 ponto percentual em relação aos períodos anteriores avaliados pelo IBGE.

Quantas pessoas compunham a população ocupada no país no período?

A população ocupada atingiu o patamar de 103,5 milhões de trabalhadores, configurando o maior contingente já contabilizado na série histórica da pesquisa oficial de emprego.

Qual o valor do rendimento real habitual dos trabalhadores brasileiros?

O rendimento médio mensal real habitualmente recebido em todas as atividades foi estimado em R$ 3.777, registrando estabilidade na margem trimestral e alta de 3,7% no comparativo anual.

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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