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Vendas no comércio sobem 0,5% em junho e fecham semestre com alta de 1,9%

Por Rafael Sampaio | Publicado em 13/08/2026 às 11:40
vendas no comércio
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
📖 Leitura: 4 Min🕒 Publicado: 13/08/2026 às 11:40

O comércio varejista nacional registrou uma expansão de 0,5% na passagem de maio para junho, consolidando um avanço acumulado de 1,9% nos primeiros seis meses do ano na comparação com o mesmo intervalo de 2025. Os dados foram oficializados na manhã desta quinta-feira (13) por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

  • As vendas no comércio cresceram 0,5% em junho frente a maio, puxadas pela desaceleração da inflação e pelo mercado de trabalho aquecido.
  • O acumulado do primeiro semestre de 2026 fechou com alta de 1,9%, mantendo o setor próximo ao seu recorde histórico.
  • Supermercados e artigos de uso pessoal lideraram as altas mensais, enquanto o setor de livros e papelaria sofreu a maior retração.

O peso da inflação e do emprego no varejo

Para compreender a dinâmica recente da economia brasileira, é fundamental analisar os fatores macroeconômicos que influenciaram o bolso do consumidor. O avanço de 0,5% em junho veio na estera de uma desaceleração da inflação, que mediu 0,16% no período, contrastando com os 0,58% registrados em maio. Quando a alta de preços perde ritmo, o poder de compra da população sofre menos erosão imediata.

Outro motor importante foi o mercado de trabalho. O indicador de pessoas ocupadas apresentou um incremento de 1,1% entre os meses avaliados. Com mais indivíduos empregados, a circulação de renda ganha fôlego, estimulando diretamente o consumo em setores essenciais.

O analista da pesquisa, Cristiano Santos, frisa que é “o segundo patamar mais alto da série, iniciada em janeiro de 2000”. Santos acrescenta que há um efeito estatístico: “Quando se está no ponto mais alto da série, é mais difícil continuar crescendo.” Atualmente, o desempenho recente deixa o setor 0,8% abaixo do maior nível histórico, atingido em março de 2026.

Ao longo do ano, a trajetória mensal oscilou da seguinte forma: janeiro iniciou com alta de 0,5%, fevereiro avançou 0,8%, março repetiu 0,8%, abril sofreu um tombo de -1,5%, maio recuperou com 0,3% e junho fechou no positivo com 0,5%.

Setores em destaque e o comportamento do consumo

Metade dos oito grupos de atividades pesquisadas pelo IBGE apresentou alta na passagem de maio para junho. O destaque positivo ficou com outros artigos de uso pessoal e doméstico, que dispararam 2,4%. O setor de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo também registrou alta expressiva de 1,1%, peso-pesado que carrega grande relevância no índice geral.

Na ponta oposta, o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria despencou 9,9%. Também registraram recuo atividades como tecidos, vestuário e calçados (-2,6%), combustíveis e lubrificantes (-1,7%), além de equipamentos e materiais para escritório e informática (-1,3%).

No comércio varejista ampliado — que engloba o varejo tradicional somado a veículos, motos, material de construção e atacado especializado —, o volume de negócios recuou 1% de maio para junho. Ainda assim, o indicador assegura alta de 1,9% no acumulado do semestre e variação positiva de 0,8% em 12 meses.

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Perguntas Frequentes

O que causou o crescimento das vendas no comércio em junho?

O avanço foi impulsionado principalmente pela desaceleração da inflação, que caiu para 0,16%, e pelo aumento de 1,1% no número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho.

Qual foi o comportamento do comércio no primeiro semestre de 2026?

O setor fechou os primeiros seis meses com uma expansão acumulada de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025, mantendo-se próximo ao recorde histórico alcançado em março.

Quais setores do varejo tiveram os melhores resultados no mês?

Os destaques positivos do mês foram os segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,4%) e de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%).


Publicado em: 13 de agosto de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Fabio Rodrigues – Pozzebom/ Agência Brasil|Edição e Reportagem: Rafael Sampaio / Redação Digita Bahia|Dados originais: Agência Brasil ↗

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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