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Alta do dólar atinge R$ 5,44 e marca pior semana desde 2008

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alta do dólar
Reprodução / Divulgação
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A pressão sobre os ativos financeiros brasileiros marcou o fechamento do décimo mês do ano, impulsionada por movimentações cambiais e pelo recuo generalizado na bolsa de valores.

Resumo rápido:

  • Cotação encerrou o dia cotada a R$ 5,446, registrando avanço de 1,09% no encerramento da sessão de sexta-feira.
  • Indicador principal da B3 recuou 0,75%, fechando aos 167.921,80 pontos após cinco pregões seguidos de baixa.
  • Investidores buscaram proteção cambial diante de feriado prolongado e reavaliações políticas internas.

Movimentação cambial e cotação recorde no ano

O câmbio comercial encerrou o último pregão negociado a R$ 5,446, assinalando o patamar máximo de encerramento verificado no decorrer de 2026. Ao longo da sessão, a divisa norte-americana alcançou a marca de R$ 5,463 por volta das 16h, antes de arrefecer parcialmente o ritmo de ganhos. Na variação semanal, o avanço atingiu 9,15%, configurando o maior salto desde outubro de 2008, período marcado pela crise financeira internacional. No acumulado mensal, a valorização somou 5,27%, elevando o ganho acumulado no ano para 0,81%.

A volatilidade observada nas horas iniciais de negociação esteve associada ao cálculo da taxa Ptax no encerramento do período mensal, parâmetro gerenciado pelo Banco Central para a liquidação de contratos de câmbio futuros. Além disso, o ambiente refletiu a reavaliação de portfólios por parte dos agentes econômicos após a confirmação do resultado das urnas presidenciais. A indefinição sobre os nomes que comporão a equipe econômica da próxima gestão e o desenho fiscal pretendido mantiveram o foco voltado para a condução das contas públicas do país. Outro elemento indutor de cautela foi a busca por segurança cambial antes da pausa prolongada decorrente do feriado de Finados, comemorado na segunda-feira, 2 de novembro.

Desempenho negativo da bolsa de valores

O principal indicador acionário do país finalizou a sexta-feira aos 167.921,80 pontos, sofrendo retração de 0,75%. O movimento estendeu para cinco sessões consecutivas a sequência de perdas do índice. Na contagem semanal, a desvalorização acumulada chegou a 18,12%, pior patamar desde março de 2020, quando o mercado despencou 18,88% sob o impacto inicial da disseminação global da covid-19.

O resultado mensal também ficou no campo negativo, com o indicador caindo 9,88% em outubro, pior desempenho desde a retração de 11,5% registrada em junho de 2022. O cenário adverso ganhou tração logo após o anúncio da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Na primeira sessão posterior ao pleito, realizada em 26 de outubro, o recuo acentuado obrigou a adoção do mecanismo de interrupção temporária das negociações devido às perdas acentuadas.

A saída de capital estrangeiro exerceu peso relevante sobre os ativos locais. Informações divulgadas pela operadora da bolsa indicaram a retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do segmento secundário de ações nos três primeiros dias de negociação do período analisado.

Fatores externos e cenário internacional

A conjuntura interna veio acompanhada de um ambiente externo desfavorável, moldado pela reticência dos investidores em relação ao desempenho de companhias de tecnologia nos Estados Unidos e às perspectivas para a trajetória dos juros em âmbito global. Na praça norte-americana, o indicador S&P 500 concluiu as atividades em baixa de 1,82%, refletindo o ceticismo em torno dos balanços corporativos do setor tecnológico e dos aportes direcionados à inteligência artificial.

Paralelamente, o índice de referência da moeda estadunidense frente a uma cesta de seis divisas de grande relevância operava em alta de 0,01%, marcando 101,890 pontos no horário de fechamento das negociações internacionais, às 17h31.

Perguntas Frequentes

Qual foi o patamar máximo atingido pelo dólar durante o pregão?

A moeda norte-americana chegou a ser negociada a R$ 5,463 por volta das 16h da sexta-feira, antes de encerrar cotada a R$ 5,446.

Qual o tamanho da desvalorização acumulada pelo Ibovespa na semana?

O principal índice da B3 registrou queda semanal de 18,12%, a pior marca desde o início da pandemia em março de 2020.

Quais fatores motivaram a cautela dos investidores no período?

O mercado reagiu aos ajustes decorrentes do resultado eleitoral, às incertezas sobre a política fiscal, à formação da Ptax e à busca por proteção antes do feriado prolongado.

Rafael Sampaio
Escrito por

Rafael, 41 anos, é um jornalista de Milagres apaixonado pela arte de escrever. Um eterno aprendiz dedicado a contar histórias com verdade, precisão e uma profunda conexão com o leitor.

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